O NOVELÓDROMO CONTINUA: O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 3

VELÓDROMO DO RIO
Lockring
No dia 17/07/2012 o Blog =&0=& publicou o texto O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO, quando relatou as contradições entre declarações de governantes e membros do COB sobre a demolição do Velódromo do Rio e venda do terreno à iniciativa privada, ou adaptação do mesmo para os Jogos Olímpicos 2016. O equipamento foi construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007, portanto, há apenas cinco anos, ao custo de R$14milhões. Na época estava prevista a ampliação de sua capacidade caso o Rio de Janeiro viesse a sediar os Jogos Mundiais. Além disso, o edital para o concurso do Parque Olímpico indicava três construções destinadas às competições como existentes, entre as quais, o Velódromo. A seguir, no dia 19, o texto intitulado O ESTRANHO CASO DO VELÓDROMO DO RIO – 2 deu sequência aos questionamentos apontados anteriormente dando conta da inauguração de um Centro de Treinamento no interior do Velódromo, em abril último, o que trouxe mais perplexidade diante da decisão pela a demolição do equipamento, à vista dos novos investimentos e utilidade daquele espaço. Cabe lembrar que, instalada a polêmica, o prefeito da cidade manifestou-se contrário à demolição e anunciou que estudaria a forma de adaptar o velódromo do Pan 2007 para os Jogos Olímpicos, embora já houvesse lançado edital de licitação para a elaboração de um novo projeto (!).
O VELÓDROMO DO RIO AINDA EM OBRAS
Diário do Rio
Eis que surge mais um capítulo do NoVelódromo. A Newsletter Ex-Blog divulgou as seguintes considerações e dados: VELÓDROMO: CONTABILIDADE DE CUSTOS! 1. O Velódromo do PAN-07 foi feito segundo as normas internacionais e pela mesma empresa que fez o Velódromo dos JJOO de Atenas. Mas surgiram impedimentos para seu aproveitamento nos JJOO-2016. Pode ser, pois as normas das federações internacionais de todos os esportes são dinâmicas. As questões básicas levantadas foram: a) o aumento das cadeiras de 3 mil (havia previsão e espaço para o outro lado) para 5 mil. Algo muito barato. E b) os pilares centrais que prejudicariam a visão dos Juízes europeus. Suponhamos que toda a cobertura teria que ser mudada e não apenas a parte central.       2. O Velódromo do PAN-07 custou 14 milhões de reais. Atualizando os valores, seriam hoje -exagerando- 20 milhões de reais. Mas…, foi divulgado o novo valor: R$ 115 milhões de reais. O último número -exagerado- foi apresentado à imprensa duas semanas atrás: 55 milhões de reais. Agora, esse número aparece dobrado. Mais de cinco vezes o PAN-07 atualizado. Duas vezes a revisão de duas semanas atrás. Inacreditável de Almeida, diria Léo Batista sobre um gol perdido. 3. Matéria publicada noJornal Lance em 27/7/2012 O teor da matéria publicada – de onde foram extraídos os dados da Newsletter -, o edital de licitação (que serve para duas coisas segundo entrevista da Presidente da EOM), e os acertos com a cidade de Goiânia demostram que todas as declarações “demolir não dá”, “vamos adaptar”, “suspender tudo” – são, então, mentirosas.
VELÓDROMO DO RIO
Pesquisa Internet
Se assim for de fato, estará comprovado que o cidadão nada mais é do que um boneco de marionete. Talvez seja uma questão de tempo para que nossos gestores mexam as cordinhas novamente. E que o assunto, desaparecido da mídia, retorne, mantendo-se tudo decidido como afirmado antes da polêmica, obviamente nada benvinda em período pré-eleitoral. Uma nota: o Engenheiro Antônio Eulálio afirmou que reformar o Velódromo seria mais barato. Enquanto as marionetes descansam, corre na internet um abaixo-assinado pela manutenção do equipamento.

Abaixo, mais dois vídeos com declarações e depoimentos de técnicos e atletas. Leia mais

O HANGAR PARA HELICÓPTEROS E A LAGOA RODRIGO DE FREITAS



Parque Radical da Lagoa
Blog Radar Decoração
No final de 2011 foi anunciada, pela Prefeitura do Rio, a transformação de enorme área de propriedade do Governo Estadual situada nas margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, em um parque público. Para tanto o Estado cederia o terreno onde funcionou uma academia de ginástica de luxo – hoje desativada -, à municipalidade: em vez do uso particular, um parque aberto destinado à prática de esportes radicais e à contemplação, com pistas de bicicross, skate e patins, mini-velódromo, muro de escalada e tirolesa. Há dez dias, entretanto, outra notícia deu conta de que em parte do terreno será construído mais um hangar de helicópteros para a Polícia Civil e para o Corpo de Bombeiros, ampliando-se os dois helipontos existentes. Os cariocas protestaram contra o golpe duplo: a diminuição do parque prometido antes mesmo de nascer, e o natural aumento do tráfego aéreo que trará mais incômodo. Não se discute a importância dos serviços prestados por essas instituições. O que preocupa, mais uma vez é que se perca a oportunidade preciosa de dar sequência ao conjunto de áreas públicas em volta da Lagoa, conquistadas e oferecidas à população por diversas administrações municipais, durante várias décadas.
Favela Praia do Pinto
Skyscrapercity



Favela Praia do Pinto
Blog Alma Carioca
Muitos que fazem caminhadas, passeiam de bicicleta e desfrutam a paisagem espetacular, não sabem que há algum tempo era impossível contornar a Lagoa, a pé ou de carro, não apenas pela ausência da ponte sobre o canal do Jardim de Alah, como pela presença de favelas que ocupavam o bairro do Leblon, até à beira d’água: Praia do Pinto e Ilha das Dragas. No ponto diametralmente oposto, onde hoje existe o Parque da Catacumba, ficava a favela de mesmo nome, cujos barracos, em cascata, chegavam até o meio-fio da Avenida Epitácio Pessoa.
Jardim de Alá e proximidades: Cruzada São Sebastião, Edifício dos Jornalistas
e as favelasIlha das Dragas, Pedra do Baiano e Praia do Pinto
(parcial, embaixo, à esquerda) – início dos anos 50
Cortesia de Paulo Afonso Teixeira, do siteAlma Carioca

www.antigoleblon.com.br
Favela da Catacumba
Skyscrapercity
De lugar simples para área considerada “nobre”, a transformação físico-social do bairro da Lagoa não se deu apenas em função da polêmica política de remoções iniciada na década de 1960, ou da substituição de casas e pequenos prédios por edifícios mais altos e luxuosos. As áreas públicas de lazer criadas às margens do espelho d’água, bem tombado municipal de beleza ímpar, foram igualmente ou até mais significativas para a mudança, passando a ser a Lagoa atração diária para cariocas de todas as regiões da cidade e camadas sociais, e, é claro, para o turismo em geral.
TIVOLI PARK DA LAGOA
Blog Araca
Além das ocupações irregulares citadas, havia um parque de diversões no meio do caminho e outras construções em áreas igualmente concedidas – um cinema ao ar-livre, um rinque de patinação, boates e restaurantes – estas aceitáveis, na época, por terem dado utilidade às terras vazias e levado animação a uma vizinhança pouco valorizada.  O parque de diversões foi retirado no início dos anos 1990, e o local transformado no que hoje é o Parque dos Patins. Infelizmente, o processo gradual de entrega total da lagoa à população sofreu um retrocesso com a instalação a seguir – no mesmo terreno onde funcionou o “drive-in” – da academia de ginástica que, enfim, será removida.
Parque dos Patins, Lagoa
Blog Minube
É o momento de retomar-se o processo, diante da oportunidade que volta depois de duas décadas, por força de ação judicial impetrada pelo Ministério Público Estadual em 2008 que pediu a anulação da cessão do terreno, considerada irregular.


Em meio às discussões causam muita preocupação as espantosas declarações dos órgãos de proteção do patrimônio cultural, justamente os responsáveis pela preservação do bem tombado. O IPHAN diz que falta consenso e aguarda o projeto do hangar revisado. Ou seja, não o descartou. A Prefeitura, através do recém-criado Instituto do Patrimônio da Humanidade, sugere instalar no local uma roda-gigante igual à London Eye!!! É inacreditável! Um trambolho gigantesco permanente, na beira da lagoa tombada e ao lado de dois helipontos em funcionamento!

Os cariocas que fiquem atentos ou a cidade sofrerá mais um atentado urbanístico!

LONDON EYE
Blog Casa Paulista

Já que Prefeitura criou índices urbanísticos especiais para os muitos terrenos do Estado que serão vendidos – decisão analisada e questionada pelo Urbe CaRioca no texto Vendo o Rio, o Estado – Estudo de caso: Botafogo) -, o mínimo que o governo estadual deve fazer é retribuir as benesses cedendo o terreno integralmente ao município para que este instale o parque prometido. Em tempos olímpicos, ficarão os louros para ambos e o Rio de Janeiro agradecerá.

E, no futuro breve, sugere que os próximos governantes pensem em transferir os helipontos existentes para outro lugar.
Quem o fizer poderá ter o nome gravado na História da Cidade como o administrador que completou o processo de libertação da lagoa em forma de coração, iniciado há meio século.
UOL Notícias

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