VENDO O RIO, CONTINUA… MENTE…

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O 4º Poeminha da Especulação Imobiliária
que assola o Rio de Janeiro.

Blog A Vida é um Sopro
Na última sexta-feira o Blog publicou a CRÔNICARIOCA DE VÁRIAS MORTES ANUNCIADAS.

São perdas urbano-cariocas, esclareça-se, que ou já afetam ou afetarão a cidade – e seus habitantes, por óbvio – de imediato e a médios e longos prazos, conforme as características do respectivo item finado.

Por exemplo, uma vez demolidos o Velódromo, o Museu do Índio e a Escola Municipal Friedenreich, teremos a destruição imediata e irreversível. A privação da Linha 4 verdadeira pode ser enquadrada nas três categorias, tal a precariedade do transporte de massa na cidade.

Ainda no mês de Finados, devido aos anúncios de mais um Pacote Olímpico e do cancelamento de um trecho da Área de Proteção Ambiental Marapendi, na Barra da Tijuca – em pleno feriado -, com igual pesar Urbe CaRioca vê-se na obrigação de publicar imediatamente o 4º Poeminha da Especulação Imobiliária da série Vendo o Rio, que, ingenuamente, achou faria apenas em 2013.

Note-se que o anúncio das novas benesses urbanísticas ocorrem apenas seis meses depois da Conferência Rio + 20 e menos de um mês após as eleições…

Por isso, há alguns meses o Blog já havia feito uma pergunta pertinente : Verde, Qualidade de Quê?

Além do Novo Pacoteconforme divulgado neste espaço ontem um decreto transformou em bem de uso dominical uma área de escola e outra para edifícios públicos situadas nos terrenos onde serão construídos o Parque Olímpico e empreendimentos comerciais.

Links para ‘poeminhas’ anteriores:


SOTHEBY’S IN RIO
Ilustração: NELSON POLZIN



VENDO O RIO, CONTINUA… MENTE…


Andréa Redondo em 02/11/2012, Dia de Finados
Este Blog se esgoelou,
E de nada adiantou!
O aviso, ou foi pouco,
Ou foi para ouvido mouco.

Nem precisa ser vidente,
Era claro, evidente…
Em seguida à eleição,
Ao Velódromo, o chão!

Já estava decidido,
Pois nem houve desmentido!
E por isso foi normal,
O silêncio no jornal.

Este Blog escreveu,
Três poemas, ninguém leu?
Não houve quem desdissesse…
Continua a benesse!

Patrimônio, gabarito,
Uma escola cai, no grito!
Nem se sabe quem mais mente!
Pobre Meio Ambiente!

Proteção para a Reserva?
Não precisa, é Reserva!
É desculpa pro Pacote!
É balela, é calote!

Nada escapa, nem a História,
Prédio antigo? É escória!
Se o do Índio é banal,
Desmentido foi Cabral!

Um apelo ao Prefeito,
Que reflita, tome jeito!
Se quem manda é o COI,
Na Cidade, como dói!

Com o Rio é desrespeito,
O senhor foi reeleito!
Volte atrás, faça direito!
Ou o COI é o Prefeito?

Se, de todo, insistir,
Mais “benesses” hão de vir.
Ao negar, ao Rio, alento,
Para o Blog é alimento!


Blog LPCR – ‘Dupla de Demolidores’


  1. Prezada Beth, muito obrigada pelo contato e por suas palavras. Fico satisfeita por ter gostado do quarto poeminha. O quinto já foi publicado. Visitei o blog Beth Zhalouth achei-o muito interessante. Uma grata surpresa encontrar alguém que "brinque com as palavras" tão bem, e consiga mostrar assuntos graves com poesia delicada. Não sou crítica de letras nem de coisa alguma. Nem por isso deixei de reconhecer a sensibilidade nos seus escritos. Parabéns pelo blog! Abraços.

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