ADEUS, TERRENO DO BATALHÃO, ADEUS, PRAÇAS EM BOTAFOGO…

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Parte do terreno do 2º BPM – Botafogo, que poderia ser transformado em uma praça, mas dará lugar a mais um empreendimento imobiliário, por obra e graça do senhor governador e do senhor prefeito.
Os postsque cuidaram do assunto aqui no Urbe CaRioca foram:


luchar Desmons – Panorama da Cidade do Rio de Janeiro tomado de Santo Antônio a voo de pássaro – 1854. Vista tomada do Morro de Santo Antônio, vendo-se o quartel da Rua dos Barbonos (atual Evaristo da Veiga), hoje quartel da polícia Militar.

 Texto: Paisagem do Rio de Janeiro, George Ermakoff
Imagem:  Iba Mendes Pesquisa a partir da Biblioteca Nacional Digital do Brasil


Os três primeiros trataram especificamente do terreno onde funciona o QG da Polícia Militar, Batalhão da PM que fica na Rua Evaristo da Veiga, Centro do Rio. Infelizmente, a licitação para demolição do prédio histórico foi aberta pelo governo estadual em dezembro.


O Globo

O último, longo, tratou da sanha que é a venda de áreas públicas e de imóveis próprios municipais e estaduais nas administrações do Governador Sérgio Cabral e do Prefeito – reeleito – Eduardo Paes, que os gestores sobrepõem ao interesse da coletividade e ao bom urbanismo. O texto contém análise específica sobre o caso do Batalhão da PM em Botafogo e propõe que sua área seja transformada em uma praça, área livre e verde da qual o bairro tanto precisa.
Bem que eles poderiam ter lido outra notícia na imprensa, dias atrás: Oásis urbanos,alívio em tempo de calor recorde.
Como se vê pela notícia de NO JORNAL de hoje, a fúria imobiliária que assola o Rio continua cada vez mais forte.
  

O Globo
Publicado em 09/01/2013
Nova vizinhança em Botafogo
Fabio Rossi/2-8-2007

O 2º BPM (Botafogo) vai perder espaço. Um despacho do governador Sergio Cabral publicado no Diário Oficial de segunda-feira determina a elaboração do edital de venda de parte do terreno onde o prédio está instalado. Cabral também mudou por decreto o uso da área, que poderá receber um empreendimento imobiliário.



Botafogo, Rio de Janeiro – Vista aérea
Foto: Pulsar Imagens


NOTA 1

Trecho de VENDO O RIO, NO ESTADO – ESTUDO DE CASO: BOTAFOGO

Botafogo e Humaitá são bairros densamente ocupados, “respiram” mal, há poucas “tomadas de ar”. Nessa ótica, a lindíssima orla de Botafogo não conta: com os sucessivos aterros fica distante da malha urbana edificada, fora do dia-a-dia de quem transita pelas ruas e prédios dos bairros. Igualmente não se considera o Mirante do Pasmado, longe dos aglomerados edificados.

A configuração da área verde da Rua Lauro Muller afasta o caráter de espaço público de bairro. Na prática serve apenas aos edifícios que a cercam. Em frente ao Morro Santa Marta há uma pracinha pequena. O terreno em frente, bem maior, seria originalmente uma praça. Em algum momento seu destino mudou e lá existe um Posto de Gasolina.

NOTA 2


O posto de gasolina mencionado na NOTA 1 que fica em terreno ANTES destinado a uma praça, também teve seu futuro modificado pelo secretário que usava guardanapo. Para saber, ler BOTAFOGO: A PRAÇA CEIFADA ANTES DE NASCER.

  1. Boa Andrea,
    esse anonimo deve ser um defensor das farras do nosso governador e do prefeito playboy.
    Sou nascido e criado na São Clemente e fiquei muito triste em saber de mais um espigao subindo, justamente no local onde joguei bola, assistia aulas de educação física e ainda se promoviam festas juninas comunitarias no local. Esses dois deveriam ser processados e julgados pelo povo. A propósito, sabe de alguma coisa a respeito da PLC do vereador Carlo Caiado sobre o espaço vendido na Sao Clemente?

  2. Prezado Anônimo,
    Ainda assim, o que o Blog propõe é que se dê outro destino aos mesmos que seja bom para a cidade e para seus moradores. Vender para o mercado imobiliário é pequeno, é mesquinho, só revela falta de interesse público, compatível com a ausência de estadistas nos dois cargos máximos do nosso Estado e Município. Praça para o de Botafogo. Inúmeras possibilidades para o da Evaristo da Veiga. Que consigam dinheiro de outro modo, por exemplo, sem superfaturamento das obras públicas.

    Obrigada pelo comentário. Prefiro que se identifique na próxima vez.

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