O FUROR URBANO-LEGISLATIVO-CARIOCA

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O Blog foi criadooito meses. O foco – a Cidade do Riode Janeiro do pontode vista urbanístico -, beira a redundância: na cidade tudo é ‘urbano’. Por isso o recorte é a legislação querege o uso do solo, o uso das terras cariocas, a norma quedetermina como será o ditotecido urbano construído” e seus vazios, istoé, o que deve permanecer livre. Por exemplo, as nossas praias e as Áreasde Proteção Ambiental, lugares onde nadapode ser erguido.

São as leis cuja aplicação, respeito, desrespeito, ausência, omissões ou exageros, acertos ou equívocos, abrangência ou casuísmo, interesse coletivo ou particulare, naturalmente, decisões políticas, definiram o que somos hoje e dizem como será o Futuro do Rio. Sim, porque o que a Mãode Deus fez – ou a Mãe Natureza, comopreferirem – foi perfeito. O restocoube e cabe a nós decidir.

Dos vários assuntospolêmicos a maioria deveu-se ao FurorUrbano-Legislativo-Carioca dos últimos quatro anos, muito maisdo que Rio + 20 Leis Urbanísticas, a começar pelo Plano Diretor, aprovado emtramitação claramente equivocada (embora proposital) e cuja função primordialfoi aumentar índices construtivos em toda a cidade, único aspecto palpávelna extensa norma, uma ilha de artigos concretos cercadade nobres diretrizes por todosos lados

Entre outros exemplosestão a venda de áreaspúblicas, Próprios Municipais e Próprios Estaduais, inclusive terrenos e prédios ondefuncionam Batalhões da Polícia Militar; o chamado Pacote Olímpico 1 com a previsãode torres gigantescas na Zona Portuária inclusiveno terreno ondefoi construída a Cidade do Samba, inúmeras benesses fiscais e gabaritos de alturaaumentados especialmente parahotéis, tudo regado a muitas verbas públicas; e o Pacote Olímpico 2 com destaques paraos casos do Campo de Golfe, a mutilaçãoda APA Marapendi e as benesses sem fim para o mercado imobiliário travestidas de benfeitorias para  o Meio Ambientenecessidades para o “Parque Olímpico”, transformação do Autódromo, definido pelo Plano Pilotode Lúcio Costa, em um marde edifícios altos, tudoregado a muitos metros quadrados a mais.

O problemático Metrô do Rio esteve presente inúmeras vezes, com textos de colaboradores e na série Mais Metrô.

A idéiadas CrôniCaRiocas foi fazer um contraponto à aridez do tema principal para trazer um poucoda História da cidade e também estórias comuns,de cidadãos comunsda Urbe CaRioca. Entreestas tivemos vivências e olharesemocionados sobre os bairrosdo Grajaú, da Tijuca, um incrível passeio à Ilha de Paquetá, mais a descoberta da Serrinha em Ziguezaguedo Pai CaRioca.

Que em2013 possam ressurgir os debates e audiências públicas reais e efetivas sobre as leis queafetam o dia-a-dia do carioca, direitonegado à sociedade civil nestes últimos tempos, enquanto estratégiastraçadas entre os poderes Executivo e Legislativo tratavam de aprovar normas perniciosas às pressas, antes quehouvesse tempo paraanalisá-las e compreender o seu alcance, por partede associações de moradores, instituições acadêmicas, órgãosde classe e todosos interessados. Por exemplo, identificar o que é “Pacote” e o que é “Bode”! Ou verificar que uma proposta dita ‘verde’ é absolutamente ‘cinza’.
A republicação dos três poeminhas da especulação imobiliária foi mais do que justificada. Do mesmo modo, a ‘carta’ para os candidatos ao pleito de outubro pode e deve ser ‘reenviada’ ao alcaide empossado ontem. Enquanto isso, Guaratiba que se cuide, porque a Barra e Jacarepaguá são casos perdidos.

O espaçodo Blog Urbe CaRiocaestá aberto paraas reflexões entre seus leitores sobre tudo o que afeta o complexo cotidianoda nossa cidade.

E, é claro, paramuitas CrôniCaRiocas, histórias e estórias sobreos bairros e seusmoradores.

Aguardamos!


Avenida Presidente Vargas, Centro, Rio de Janeiro
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