DIVERSOS, 23/05/2013: PÍER, METRÔ, MAIS-VALIA E MAIS VALERÁ, ETC.

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1.    A novidade do dia é que, segundo o jornal O Globo, a Companha Docas parece estar disposta a rever projeto e localização do píer que irá construir para a atracação de seis transatlânticos. Bem, tem condição: garantir 20mil vagas para a hospedagem da “Família Olímpica”. Inevitável pergunta: sendo possível garantir as tais vagas, para que a pressa de fazer o tal píer? Ou a pressa não era função da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos 2016? Como dissemos em ZONA PORTUÁRIA: O ALFABETO DO PÍER, “parece que os mistérios do Píer carioca não se limitam às duas letras do alfabeto. Vão de ‘A’ a ‘Z’”.

O Globo
2.    Na CrôniCaRioca da última sexta-feira Elogilda e Reclamilda papearam sobre a ideia de rebatizar as estações do Metrô do Rio. Inacreditavelmente uma deputada apresentou projeto de lei para mudar o nome da Estação Largo do Machado para Estação Fluminense! Sem comentários! Sugerimos que Sua Excelência leia a crônica e estude um pouco sobre a história do Rio de Janeiro.




 3.    O Chalé Rosa, em Paquetá, está à venda. Bem que a Prefeitura poderia comprar, restaurar e dar bom uso. Dinheiro não falta. Prestigiaria a APAC da linda ilha.





4.    Esperamos, sinceramente, que a ideia de vender ingressos para o passeio ao Corcovado pela internet e casas lotéricas dê certo. O caos que se instalou na Estação do Trenzinho e nas imediações do Cosme Velho é inadmissível e denigre a imagem o Rio. Talvez fosse interessante manter a possibilidade de venda no local concomitantemente, considerando-se que nem todos terão a facilidade do acesso à rede e que nos finais de semana as casas lotéricas estarão fechadas.


Rio Turismo Radical


 5.    O Prefeito nomeou um Assessor Especial para Assuntos Urbanos, ato incoerente diante do fato de que na estrutura administrativa da prefeitura existe a Secretaria Municipal de Urbanismo, cujo titular detém a função natural e competência para exercer tal papel. A decisão parece corroborar o perfil que foi dado à SMU nos últimos anos, transformada em órgão arrecadador: leis urbanísticas vendem andares a mais, e áreas doadas à cidade ao próprio doador; metas oficiais visam aumentar o número de autos de infração e licenciar obras irregulares antecipadamente, mediante pagamento, a incrível manobra criada através da Lei Complementar 99/2009 que estimula a irregularidade e, na prática, aumentou o gabarito de altura em quase toda a cidade. Além da ‘mais-valia’, a ‘mais valerá’. Fiscaliza-se não para coibir os erros, mas, para detectá-los e arrecadar cada vez mais.

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