PACOTE DE NOVAS – OU VELHAS? – LEIS URBANÍSTICAS: COM OS VEREADORES

Em abril último o Executivo Municipal enviou à Câmara de Vereadores cinco projetos de leis complementares–PLC* importantes. Quando aprovados o Município do Rio de Janeiro terá novas regras urbanísticas para parcelamento da terra, construção, licenciamento, e meio ambiente. São elas:  

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Artigo: O TRANSPORTE DO RIO PELO MÉTODO PATÉTICO, de Guina Ramos

Este artigo, de autoria do cientista social e repórter-fotográfico Guina Ramos, foi publicado no blog O Rio Guina …para o Futuro! no último dia 13, portanto, três dias após a reunião ocorrida no Instituto de Arquitetos do Brasil sobre os projetos para o Centro, e quatro dias antes das primeiras manifestações populares contrárias ao aumento do preço das passagens, que derivou para protestos contra a má qualidade dos serviços de transportes públicos. Adiante, esses protestos foram ampliados para reinvindicações gerais da sociedade civil insatisfeita com atitudes, decisões, e omissões dos governantes e da classe política no exercício das funções que lhes competem.
Vale continuar no tema Transporte Público na Cidade do Rio de Janeiro. Boa leitura.

Urbe CaRioca
 

Blog Viçosa Cidade Aberta



Guina Ramos
Não dá para comentar todos os absurdos propostos ou decididos pelos governantes da cidade e do estado do Rio de Janeiro, mas alguns deles são inescapáveis…         Que raios de projetos são estes, para os transportes do Rio, em que é possível ao prefeito, sem mais nem menos, por conta de uma reclamação pública de arquitetos, decidir pela troca dos trajetos do BRT e  do VLT, da 1º. de Março para a Rio Branco e vice-versa? Que raios de projetos são esses que aceitam uma decisão extemporânea, repentina, de um prefeito cada vez mais confuso e complicado?… =&7=&

MOBILIDADE URBANA: UM ESTOPIM, AS REIVINDICAÇÕES E AS PRIORIDADES


Diante dos acontecimentos recentes que levaram brasileiros às ruas com variadas reivindicações*, ontem o post SEMANA 17/06/2013 a 21/06/2013 incluiu a NOTA abaixo, imprescindível à vista das muitas reclamações sobre o funcionamento e a infraestrutura das cidades, para além da questão do transporte público precário. O texto contém links para análises anteriores deste blog sobre os temas mencionados. =&1=&

SEMANA 17/06/2013 a 21/06/2013 – DIVERSOS (Leme, Glória, Transportes, Globonews entrevista Prefeito, etc.), ENTORNO DO MARACANÃ E PATRIMÔNIO PÚBLICO

=&0=& =&1=& “Causa espanto a naturalidade em defender o adensamento da cidade em vez da expansão territorial – o modelo urbanístico da atualidade – que não corresponde à prática adotada… ”.
Trecho de DIVERSOS, 18/06/2013– Leme, Hotel Glória, Metrô,
Transportes e a Revolta do Vintém
Avenida Presidente Vargas, 20/06/2013
Foto: O Globo

Publicações da semana que passou =&7=& =&8=&

Artigo: VANDALISMO OFICIAL CONTRA O PATRIMÔNIO PÚBLICO: O CÉLIO DE BARROS E O JÚLIO DELAMARE, de Sonia Rabello

Maracanã – Projeto da Prefeitura anterior ao que foi licitado pelo governo estadual: equipamentos esportivos mantidos e integrados ao entorno do estádio.
Imagem: Internet
Ontem divulgamos aqui o artigo do arquiteto Roberto Anderson Magalhães cujo levantamento de informações e estudos esclarecem que não há necessidade de demolir o Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio deAtletismo Célio de Barros, no entorno do Maracanã. =&0=&

Artigo: PROJETOS PARA O CENTRO DO RIO FICÇÃO OU REALIDADE? por Cleia Schiavo Weyrauch

Na última segunda-feira foi realizada, na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil – RJ a anunciada apresentação de projetos públicos municipais para o Centro do Rio de Janeiro, seguida de debate. Conforme site do instituto divulgou após a reunião, haverá a criação de comissões propositivas para aperfeiçoar os projetos. No artigo abaixo Cleia Schiavo Weyrauch, professora de Sociologia Urbana da Universidade do Rio de Janeiro até 2009, tece considerações e reflete sobre o significado das mudanças que podem estar a caminho, com o olhar crítico norteado por sua formação acadêmica e profundos conhecimentos sobre a História do Rio. A polêmica suscitada por pelo menos um dos itens apresentados já veio ao grande público através da imprensa: a ideia de implantar faixa de BRT na Rua Primeiro de Março.
Boa leitura.**
URBE CARIOCA
Skyscrapercity
PROJETOS PARA O CENTRO DO RIO: FICÇÃO OU REALIDADE?
*Cleia Schiavo Weyrauch No dia 10 de junho de 2013, na sede do IAB/RJ a Prefeitura do Rio de Janeiro representada pelo Senhor Washington Fajardo, Presidente do Instituto Rio Patrimônio Cultural da Humanidade e Assessor Especial do Prefeito para Assuntos Urbanos, apresentou projetos para modificações urbanas do Município do Rio de Janeiro com foco no Centro Histórico da cidade. Segundo Fajardo sua presença no IAB representava o desejo da Prefeitura de um diálogo com a sociedade civil, com vistas à melhoria dos projetos a serem implementados. Havia uma contradição, já que o material apresentado mostrava-se em fase de conclusão, embora a explicação do representante da Prefeitura manifestasse o contrário.
Veículo Leve sobre Trilhos – VLT
Avenida Rio Branco na altura do Teatro Municipal, Centro do Rio
Imagem: O Globo
De início, pensei estar no cinema. Foram exibidas imagens surreais com projetos a serem concretizados sobre território com rica história acumulada, ali desprezada:  BRTs, VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos) e paisagens conexas a desfilar frente aos olhos do público como se fosse um filme de ficção científica! Quem sabe era apenas um exercício acadêmico para testar a imaginação de alunos de urbanismo? =&4=&

SEMANA 03/06/2013 a 07/06/2013

De 03/06 a 07/06 ocorreu a XIX Semana do Meio Ambiente

PUC-Rio e Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente – PUC-Rio


“pude testemunhar com grande satisfação as ações concretas e efetivas que as instituições do Estado (Ministério Público Estadual e Defensoria Pública da União) e o meio acadêmico, através da PUC-Rio e, em especial, do NIMA-JUR, têm empreendido na defesa do Meio Ambiente em seu espectro mais amplo”. Trecho de MARINA DA GLÓRIA X IPHAN – HOJE, EM BRASÍLIA

www.literatus.edu.com.br


Publicações da semana que passou
e textos mais lidos.

Os posts imediatamente anteriores; o artigo de Gisela Santana sobre a Área de Especial Interesse Ambiental da Freguesia; no Dia Internacional do Meio Ambiente ocorreu a esperada reunião no IPHAN Nacional – Brasília sobre a Marina da Glória; e a professora Sonia Rabello relata o resultado dessa reunião. A CrôniCaRioca teve um tom diferente: demonstra o que une os socos do alcaide à política de urbanismo.
Boa leitura*.
Blog Urbe CaRioca


Segunda, 03/06/2013


Lancenet






Terça, 04/06/2013

Freguesia, Jacarepaguá
O Globo


Quarta, 05/06/2013


No Dia Internacional do Meio Ambiente






Quinta, 06/06/2013


Parque do Flamengo e Marina da Glória
Avaaz



Sexta, 07/06/2013

Os 10 posts mais lidos da semana
Para acessar copie o título na caixa de pesquisa acima.
Artigo – DIVISÕES POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS DE UMA CIDADE: VISÃO CARTESIANA OU ECOLÓGICO-SISTÊMICA? por Gisela Santana
RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETO OU EM ESTUDOS

MARINA DA GLÓRIA x IPHAN – HOJE, EM BRASÍLIA

OS SOCOS DO PREFEITO, ISTAMBUL, E A POLÍTICA URBANA

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OS SOCOS DO PREFEITO, ISTAMBUL, E A POLÍTICA URBANA


Muitos já escreveram sobre os socos que o prefeito desferiu no rapaz que interrompeu momentos de lazer do alcaide. Não cabe alongar o caso. O músico não tinha o direito de ofender e insultar o Chefe do Executivo, nem este de revidar as ofensas com socos. O primeiro reconheceu os insultos e o segundo desculpou-se com a população. Ponto final.


O que nos interessa é o motivo da discussão.


Conforme a imprensa, a indignação do ‘contribuinte’ deveu-se à política urbana praticada pela Prefeitura, que entende equivocada. Nota de esclarecimento divulgada pelo músico diz:


Nossa critica é contra um poder municipal que loteia NOSSA cidade, desapropria e expulsa os pobres, abrindo lugar para os ricos. Uma gestão de poucos, que vem promovendo, à revelia de muitos, uma violenta elitização do Rio de Janeiro – nitidamente vinculada à especulação imobiliária.
 Como não reagir a isso? São questões de NOSSA cidade, que afetam nossas vidas diariamente, e sobre as quais não conseguimos ser ouvidos. Estamos sendo aniquilados por um modelo de gestão autoritário e excludente. Impossível não se afetar. Impossível se calar, quando temos a chance de ser ouvidos”.

O jornal NYT, comentando o lamentável episódio, utiliza o termo ‘gentrification’: “[the constituent]…said he had directed his scorn at Mr. Paes because he believed that the mayor’s policies were benefiting a select group of real estate speculators and contributing to gentrification ahead of the 2014 World Cup and 2016 Summer Olympics…”. A notícia na íntegra pode ser lida neste link. =&1=&, uma tradução literal do inglês “gentrification” que não consta nos dicionários de português, a um conjunto de processos de transformação do espaço urbano  que, com ou sem intervenção governamental, busca o aburguesamento de áreas das grandes metrópoles que são tradicionalmente ocupadas pelos pobres, com a consequente expulsão dessas populações mais carentes, resultando na valorização imobiliária desses espaços’.
cristovao1.wordpress.com

Ou seja, o tema que provocou a reação do Prefeito foi a Política de Urbanismo. Nada sobre hospitais, escolas, desordem pública, transportes, o dia a dia da cidade… Muito embora todos esses tópicos enquadrem-se em ‘urbanismo’ -, o alvo do protesto foram as decisões que produzem efeitos a médio e longo prazos e que podem durar décadas ou séculos: transformações urbanas e o uso do solo!




Pouco tempo depois o noticiário internacional dá conta dos distúrbios na Turquia que crescem a cada dia – as manifestações contra o governo que se espalharam por várias cidades. Curiosa e infelizmente o estopim da revolta aconteceu em função da derrubada de árvores em uma praça vizinha a um parque público, em Istambul, para a construção de um shopping-center!  Por óbvio os motivos da revolta são mais abrangentes e envolvem aspectos político-culturais complexos. Mas, vieram à tona quando da agressão a um espaço público, propriedade do povo, de fato, para seu uso, gozo e fruição, destinatário final que é dos espaços públicos: a Praça Taksim, no Parque Gezi, no coração da cidade.

Impossível não nos lembrarmos da Praça N. S. da Paz e da construção de empreendimento comercial  no Parque do Flamengo proposta com o apoio governamental.

A quem interessar, relatos importantes estão em What is Happening in Istambul? e em O Véu, o Álcool e a Mini-saia, da jornalista Helena Celestino

Wikimedia



Voltando à urbe carioca, em 27/05/2013 arquitetos e urbanistas reuniram-se para o debate Uma cidade em transformação: intervenções urbanas no Rio de Janeiro.


Vale conhecer o resultado do encontro relatado no blog RioReal criado pela jornalista e escritora americana Julia Michaels: além de comentários gerais sobre as discussões, a autora exalta a qualidade do debate – em suas palavras ‘difícil haver uma troca tal como a desse encontro’ –  e lista as sete principais críticas apontadas sobre a política urbana que vem sendo adotada no município do Rio de Janeiro.


Os últimos acontecimentos demostram que movimentos pela gestão democrática da cidade que nasceram na década de 1980, e perderam força ao longo do tempo, estão de volta. A voz da sociedade civil – prevista nos Planos Diretores de 1992 e 2010, na Lei Orgânica do Município e no Estatuto da Cidade, tem se feito ouvir.

Exemplos estão nas manifestações contra a devastação da Praça Nossa Senhora da Paz em nome de uma decisão errada sobre as prioridades no traçado do Metrô; na corrente que se formou contra a demolição do prédio do antigo Museu do Índio  suspensa depois de ter sido autorizada pelo Prefeito; na luta para impedir a diminuição da Área de Preservação Marapendi e o uso de áreas públicas para a construção de um campo de golfe; nas ações judiciais e movimentos de associações de moradores decididos a garantir a proteção do Parque do Flamengo/Marina da Glóriaprevista em lei, e impedir a construção de um Centro de Convenções e Shopping-Center no parque público; no abraço ao prédio e na missa celebrada em intenção da preservação do Quartel General da PM que tem 200 anos de História; nas discussões sobre o Píer da Zona Portuária.


E, ainda, na organização de encontros institucionais e acadêmicos; e nos inúmeros abaixo-assinados que questionam decisões prejudiciais ao meio ambiente, ao patrimônio cultural e ao uso do solo.


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