VOU DEMOLIR! HUMMM.. REFLETI… NÃO VOU DEMOLIR…

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“Uma piscina linda, cheia de história, de vida e que marcou a carreira de muitos de nós. Imagens que ficarão guardadas para sempre em nossa memória e registradas aqui na Best Swimming.”
Fonte: www.bestswimming.com.br
Antigo Museu do Índio, Parque Aquático Júlio Delamare, Estádio de Atletismo Célio de Barros, Escola Municipal Friedenreich, um dominó ao contrário: as decisões sobre a destruição desses prédios públicos, afirmadas e reafirmadas com veemência, foram modificadas uma a uma. Para o bem, tudo indica.


Quanto à Escola Municipal outra notícia dá conta de que lá seriam construídas quadras de aquecimento e que, sem elas, o Maracãnazinho não poderá receber as competições de vôlei. Solução haverá…


Ouso dizer que as idas e vindas sobre as demolições dos equipamentos urbanos públicos citados não foram apenas fruto de reflexões ou para atender aos pedidos da sociedade civil manifestados ao ar livre, nas ruas. Por óbvio os últimos acontecimentos colaboraram para tais decisões, porém, enquanto as ruas fervem, em paralelo tramitam medidas adotadas pelo Ministério Público Estadual, processos judiciais e guerras de liminares, noticiados pela imprensa e pelas redes sociais.


O caso do Antigo Museu do Índio teve grande repercussão devido à retirada dos ocupantes – que ontem voltaram ao local. Em vários textos tratamos apenas dos aspectos ligados à memória urbana e ao patrimônio cultural da cidade, o que foi resumido em Artigo: PRÉDIO DE ANTIGO MUSEU É PATRIMÔNIO CULTURAL CARIOCA, também publicado no Portal Vitruvius de Arquitetura e Urbanismo.

Quanto aos equipamentos esportivos do entorno do Maracanã – em perfeito funcionamento e reformados para os Jogos Panamericanos de 2007 – divulgamos a excelente análise do arquiteto e professor Roberto Anderson Magalhães em Artigo: ALTERNATIVAS À DEMOLIÇÃO DE ESTÁDIOS ESPORTIVOS NO ENTORNO DO MARACANà.

Se for mesmo resultado de reflexão, deve o governador refletir ainda mais, deixar de pé os Quartéis da PM – em especial o QG da Rua dos Barbonos -, e convidar o prefeito/afilhado a fazer um brainstorm de verdade sobre as causas prejudiciais à cidade que ambos têm abraçado.




No caso da Prefeitura, por exemplo, desistir de: pôr abaixo o Velódromo construído com dinheiro público – o que causou espanto até no arquiteto que o projetou; criar índices urbanísticos para o Parque do Flamengo, onde a construção de Shopping e Centro de Convenções na Marina da Glória também foi suspensa após o clamor da sociedade e, é claro, das ações judiciais; e impedir a continuidade da APA Marapendi e da Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso para favorecer a construção civil e criar um questionável Campo de Golfe.

A AVENIDA PARTIDA E O CAMPO DE GOLFE
Mapa que fez parte do edital de lançamento de concurso de arquitetura para projeto do Campo de Golfe – a área indicada segue até às margens da Lagoa. Note-se a interrupção da linha sinuosa que corresponde à Avenida Dulcídio Cardoso.

Imagem: Instituto de Arquitetos do Brasil


Além do famigerado Campo de Golfe na APA Marapendi, outras decisões podem ser consideradas verdadeiras “demolições pelo avesso”. Por exemplo:
  1. deixar de construir a verdadeira Linha 4 do Metrô;
  2. encampar o misterioso projeto para as Paineiras na Floresta da Tijuca que já nasce polêmico;
  3. vender praças e outras áreas públicas para o mercado imobiliário;
  4. o caso do lamaçal em Guaratiba provocado pelo aterro de áreas frágeis alagáveis, ainda mal explicado;
  5. e a ameaça de uma nova lei urbanística para a Zona Oeste, o Projeto de Estruturação Urbana – PEU para Guaratiba que ninguém conhece, embora já se tenha dito que o gabarito será de 4 andares. Obs.: Se forem 4 mais andares não computados, prática recorrente nas leis urbanísticas do Rio, o número poderá chegar a 8.

Rever tudo, além de salvar o Rio de novas barbaridades legislativo-urbano-cariocas, poderá ainda poupar o Prefeito de mais vexames diante dos recuos do Governador, pois, deve-se lembrar, o alcaide/afilhado já havia autorizado a demolição do Antigo Museu do Índio – contrariando parecer técnico do Conselho de Patrimônio – e ‘destombado’ o Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros, parte do Complexo do Maracanã, exigência do governo estadual e da concessionária do gigante que já foi o maior estádio de futebol do mundo e perdeu sua marquise-símbolo.


Publicado logo após a reeleição, em 2012
NOTAS:

1 – Há quem defenda a permanência do Elevado da Perimetral. Sua remoção envolve aspectos estéticos, técnicos e urbanísticos no sentido mais amplo, em especial a mobilidade urbana e o que representa no sistema viário geral do Rio e Região Metropolitana. De resto é questão de prioridade política e programa de governo.

2 – Outros textos publicados no blog Urbe CaRioca e pela imprensa, sobre alguns dos temas mencionados. 

Equipamentos esportivos no entorno do Maracanã
Museu do Índio
28/01/2013 (Vitruvius) e 20/02/2013 (Urbe CaRioca) – http://urbecarioca.blogspot.com.br/2013/02/artigo-predio-de-antigo-museu-e.html

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