O MÊS NO URBE CARIOCA – JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO 2013

Caros leitores, Continuando a elaboração do índice cronológico do blog seguimos com a publicação das listas dos posts e respectivos links, reunidos agora os meses de janeiro, fevereiro e março/2013. Aos que tiverem interesse basta copiar as listas para arquivo ou procurar no blog com o marcador O MÊS. Alguns dos mais lidos estão destacados.=&0=& =&1=& =&1=&
Em primeiro plano, o parque integrado visualmente à Praça Paris, o Monumento aos Mortos na II Guerra e a pista de aeromodelismo. À esquerda, o terreno da Marina da Glória com edificações de apoio às atividades náuticas. Ao Fundo, Praia do Flamengo, Baía de Guanabara,  Morro Cara de Cão, Pão de Açúcar e Morro da Urca e Morro da Babilônia.

À direita as construções dos bairros da Glória e Flamengo, com destaque para o prédio do Hotel Glória, inaugurado em 1922, hoje de propriedade da EBX. A imagem mostra com clareza a separação entre área urbana edificável – os bairros – e a área pública non-aedificandi, o Parque do Flamengo, bem de uso comum do povo.
=&1=& =&4=& ·   ELEVADO DO JOÁ, MORRO DO LEME… NOVAS POLÊMICAS URBANO-CARIOCAS SURGEM A CADA DIA ·    ARTIGO: ESPAÇOS E IMAGENS À VENDA* – artigo de Sérgio Magalhães ·    MAIS MUSEU, 4 – GOVERNADOR DESISTE DA DEMOLIÇÃO, DIZ O JORNAL ·    A SEMANA – 21/01/2013 a 25/01/2013 ·    MARINA DA GLÓRIA, 2 – Entrevista concedida ao Blog Eliomar ·    ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO – 3: PATRIMÔNIO CULTURAL DO RIO / POST ANTERIOR SEM RESPOSTA. ·   =&8=&ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO – 2: POR QUE DEMOLIR? ·    A SEMANA – 14/01/2013 a 18/01/2013 ·    E O CARIOCA VEIO DE FILIPEIA PASSEAR PELO CENTRO DO RIO ·    SANCIONADO O PACOTE. SEM O BODE. ·    AI! QUE A MARINA DA GLÓRIA VOLTOU! ·   =&8=&ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO: PARECER CONTRÁRIO À DEMOLIÇÃO ·    A SEMANA – 07/01/2013 a 11/01/2013 ·    E SE VOCÊ FOSSE… O PREFEITO? O GOVERNADOR? A PRESIDENTE? ·    ADEUS, TERRENO DO BATALHÃO, ADEUS, PRAÇAS EM BOTAFOGO
FEVEREIRO
·    Artigo: PRÉDIO DE ANTIGO MUSEU É PATRIMÔNIO CULTURAL CARIOCA (artigo de Andréa Redondo publicado originalmente no Portal Vitruvius de Arquitetura e Urbanismo)

UM CAMPO DE GOLFE ÀS MARGENS DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS

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Imagem criada sobre foto do  Google Maps


Os projetos das avenidas que contornam a Lagoa Rodrigo de Freitas foram definidos nos anos 1920 pelo plano de “saneamento e embelezamento da Lagoa (…) construindo parte da Avenida Epitácio Pessoa e Canal de Visconde de Albuquerque, e Canal da Lagoa*”, na gestão do prefeito Carlos Sampaio**. A conformação atual é praticamente igual à dos desenhos de então. 
Os aterros que reduziram expressivamente o tamanho original do espelho d’água, as ruas que circundam o que hoje é um bem cultural tombado – um símbolo do Rio em forma de coração –, e outras vias do tecido urbano edificável dos bairros de Ipanema, Leblon, Lagoa e Jardim Botânico – foram executados ao longo de várias administrações. Quanto à Av. Epitácio Pessoa, “o início e o avanço da mesma foram de tal ordem que se impunha pelas administrações sucessivas”, como consta em O Rio de Janeiro e seus Prefeitos*. De fato, gestores que viriam a comandar a cidade completaram o projeto de 1922.




Mas, o aspecto presente da área marginal da lagoa não apenas deve-se aos aterros e urbanização. A paisagem desta parte da Zona Sul também era composta por várias favelas, removidas conforme políticas governamentais vigentes a partir da década de 1960. Catacumba e Praia do Pinto deram lugar a conjuntos de edifícios; no lugar da favela Macedo Sobrinho, casas e prédios; a Ilha das Dragas desapareceu com a ilha que lhe dava o nome: ficava ao lado do Clube Caiçaras; Piraquê, ao longo do terreno do Jockey Club, e Ilha do Guarda, idem.

Até o início dos anos 1970 não havia mais favelas na região.


A área pública da orla foi construída gradativamente por vários prefeitos. O último terreno incorporado a ela é o atual Parque dos Patins, espaço cedido a um parque de diversões durante mais de duas décadas, resgatado para a cidade em 1993. Com exceção dos trechos ocupados por uma academia de ginástica, áreas de uso governamental, e um questionável conjunto de cinemas, a orla da Lagoa Rodrigo de Freitas é de uso livre. É possível circundá-la pelas avenidas – com os devidos meios de transporte –– ou a pé e de bicicleta, pelo parque. Os espaços são de todos.

Poderia não ter sido assim.


Digamos que, em vez de executar os projetos estabelecidos em administrações anteriores, um gestor nomeado em meados dos anos 1960 houvesse criado condições especiais para a construção de um Campo de Golfe particular às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio, modificando o projeto do colega que comandou o então Distrito Federal, Carlos Sampaio; digamos que existisse um enorme terreno vazio entre as ruas Jardim Botânico, J. J. Seabra, General Garzon e a beira da Lagoa; que neste local Av. Borges de Medeiros fosse ainda projetada, isto é, que a avenida estivesse quase concluída, faltando construir apenas um trecho entre as ruas J. J. Seabra e General Garzon; e também que na parte do terreno mais próxima da água lagoa existisse uma faixa de manguezais protegidos pelas leis de meio ambiente destinados a integrar uma Área de Proteção Ambiental, onde era proibido construir.

Digamos ainda que o proprietário decidisse erguer um conjunto de 40 prédios de 5 andares na parte edificável do imóvel descrito, perto da rua Jardim Botânico. Em obediência às leis vigentes, o terreno correspondente à avenida e aos manguezais seria doado ao município, e a via construída pelo empreendedor. Somente nessas condições a obra dos edifícios seria licenciada.

Internet




Porém, o gestor quis mudar o projeto do colega que comandou o então Distrito Federal** para incentivar a construção de um campo de golfe dito benéfico para o Rio, cuja real necessidade jamais foi esclarecida. O proprietário, por sua vez, interessou-se pela ideia. Era um bom negócio, um jogo win-winMas, havia que afastar alguns empecilhos. Leia mais

SEMANA 18/11/2013 a 22/11/2013 – MAIS PAINEIRAS, RIO INTELIGENTE, E O DECRETO PARA A FREGUESIA


“Talvez um dia sejamos uma cidade inteligente. Que não seja em pedaços, ilhas da fantasia como o Centro dotado de um VLT moderníssimo”

Trecho de E NÓS, QUANDO SEREMOS UMA CIDADE INTELIGENTE?




QUE OS PRÓXIMOS ARRASTÕES NA CIDADE MARAVILHOSA SEJAM APENAS CULTURAIS
Imagem: Blog Arrastão Cultural

 


Publicações da semana que passou e textos mais lidos Os posts imediatamente anteriores; notícias sobre o caso misterioso das Paineiras; se o Rio é ou não uma cidade inteligente, que o diga o leitor; e um questionamento sobre o decreto para o bairro da Freguesia, em Jacarepaguá.=&2=& Ontem grande parte do Elevado da Perimetral foi demolida. Fizemos algumas considerações =&3=&. Sugerimos que o próximo a ser demolido seja o que foi construído sobre a antes bela Avenida Paulo de Frontin, motivo de degradação absoluta, sombras e insegurança naquela parte do Rio de Janeiro. A cidade deve isto ao bairro do Rio Comprido.  =&4=& =&5=& =&6=& =&7=&

E NÓS, QUANDO SEREMOS UMA CIDADE INTELIGENTE?



Albert Einstein
Imagem: Internet


Santiago do Chile pretende ser. As tecnologias que reduzem o consumo de energia ou substituem os modelos atuais pela energia limpa com baixa emissão de CO2 são muitas. Carros diminuirão de tamanho, a energia solar será mais acessível e diversificada, a iluminação com lâmpadas LED prevalecerá, e o ‘verde’ estará por toda parte, inclusive em plantações verticais, fazendas urbanas, isto é, dentro dos limites das cidades, entre outras inovações que incluem questões de segurança.

É o que nos diz a matéria 20 Smart City Technologies for 2013 and Beyond, que circula na web há algum tempo.
Enquanto por aqui nossa rede de ciclovias cresce a passos lentos, andar de bicicleta é prazeroso e ao mesmo tempo extremamente perigoso – acidentes são comuns e as “magrelas” alvo de assaltantes – , Holanda e Japão investem em estacionamentos só para bicicletas.


Youtube



Enquanto fazemos BRTs e BRSs em vez de Metrô, os automóveis se multiplicam em progressão geométrica assustadora mediante incentivos governamentais, construímos as Transtudo e pontes estaiadas de primeiro mundo para vencer vãos diminutos, projetamos um VLT dito redentor, abandonamos o transporte sobre trilhos, e demolimos um viaduto importante antes que o sistema alternativo esteja concluído (!), o mundo propõe novidades – cinematográficas, talvez, como o Incredible way of future transportation-Straddling Bus(3D bus) , o incrível TBS chinês cujo vídeo também circula na Web. Exequível ou não, o sistema também batizado com três letrinhas nos consola em um aspecto: os engarrafamentos estão por toda parte…


No Rio de Janeiro, evidentemente, não seria prioridade, tantas são as mazelas a curar primeiro.




Youtube



Nos últimos meses a questão da mobilidade urbana aflorou. Ou, melhor, a falta dela. Paulistas não mais invejam o Rio de Janeiro. Já dizem que a situação inverteu-se: os congestionamentos cariocas estão piores do que os paulistanos.


Talvez um dia sejamos uma cidade inteligente.


Que não seja em pedaços, ilhas da fantasia como o Centro dotado de um VLT moderníssimo, enquanto o sistema de transportes é precário e insuficiente (e por isso o automóvel é cada vez mais objeto de desejo), a qualidade do sistema educacional é extremamente duvidosa, a assistência médica pública inexiste ou é inadequada em sua grande maioria. A insegurança está por toda parte.


Que sejamos uma cidade inteligente. Para o cidadão comum.


São os votos do blog Urbe CaRioca após um feriado com sol escaldante e céu azul, enquanto o programa preferido nessas terras – ir à praia -, torna-se a cada dia mais inviável e assustador


Infelizmente.


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