E NÓS, QUANDO SEREMOS UMA CIDADE INTELIGENTE?

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Albert Einstein
Imagem: Internet


Santiago do Chile pretende ser. As tecnologias que reduzem o consumo de energia ou substituem os modelos atuais pela energia limpa com baixa emissão de CO2 são muitas. Carros diminuirão de tamanho, a energia solar será mais acessível e diversificada, a iluminação com lâmpadas LED prevalecerá, e o ‘verde’ estará por toda parte, inclusive em plantações verticais, fazendas urbanas, isto é, dentro dos limites das cidades, entre outras inovações que incluem questões de segurança.


É o que nos diz a matéria 20 Smart City Technologies for 2013 and Beyond, que circula na web há algum tempo.

Enquanto por aqui nossa rede de ciclovias cresce a passos lentos, andar de bicicleta é prazeroso e ao mesmo tempo extremamente perigoso – acidentes são comuns e as “magrelas” alvo de assaltantes – , Holanda e Japão investem em estacionamentos só para bicicletas.



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Enquanto fazemos BRTs e BRSs em vez de Metrô, os automóveis se multiplicam em progressão geométrica assustadora mediante incentivos governamentais, construímos as Transtudo e pontes estaiadas de primeiro mundo para vencer vãos diminutos, projetamos um VLT dito redentor, abandonamos o transporte sobre trilhos, e demolimos um viaduto importante antes que o sistema alternativo esteja concluído (!), o mundo propõe novidades – cinematográficas, talvez, como o Incredible way of future transportation-Straddling Bus(3D bus) , o incrível TBS chinês cujo vídeo também circula na Web. Exequível ou não, o sistema também batizado com três letrinhas nos consola em um aspecto: os engarrafamentos estão por toda parte…


No Rio de Janeiro, evidentemente, não seria prioridade, tantas são as mazelas a curar primeiro.




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Nos últimos meses a questão da mobilidade urbana aflorou. Ou, melhor, a falta dela. Paulistas não mais invejam o Rio de Janeiro. Já dizem que a situação inverteu-se: os congestionamentos cariocas estão piores do que os paulistanos.


Talvez um dia sejamos uma cidade inteligente.


Que não seja em pedaços, ilhas da fantasia como o Centro dotado de um VLT moderníssimo, enquanto o sistema de transportes é precário e insuficiente (e por isso o automóvel é cada vez mais objeto de desejo), a qualidade do sistema educacional é extremamente duvidosa, a assistência médica pública inexiste ou é inadequada em sua grande maioria. A insegurança está por toda parte.


Que sejamos uma cidade inteligente. Para o cidadão comum.


São os votos do blog Urbe CaRioca após um feriado com sol escaldante e céu azul, enquanto o programa preferido nessas terras – ir à praia -, torna-se a cada dia mais inviável e assustador


Infelizmente.


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