SENHOR PREFEITO, CADÊ AS VIGAS?

=&0=&=&1=&=&2=& Ninguém é de ferro e muito menos de aço! Além disso, é Carnaval, folga de textos sérios! A turma de Recife foi sensacional levando às ruas seu protesto contra os espigões que EMPATAM TUA VISTA, e empatam muito mais: a paisagem, a brisa e a tranquilidade que a indignação leva embora. Ah! Quem dera o TROÇA pudesse vir desfilar aqui em terras cariocas! Aqui no Rio além dos “É DIFÍCIL” teríamos que fazer fantasia de =&3=&, como seria? Pintar o corpo de verde, colar umas folhas na roupa ‘a la vegetação de restinga protegida’, uma capivara chorosa fazendo de chapéu, borboletas de plástico em móbiles esvoaçando em volta do folião? A gente ia desfilando e arrancando as folhas… Outro poderia se vestir de muro, o muro que vai cercar o campo de golfe, cortar a rua que não será sem nunca ter sido e empatar o passeio dos bichos, dos pedestres, dos ciclistas e motoristas. Poderia ser um folião nissei, um japonês-carioca que, bem-humorado, usaria uma placa pendurada no peito com seu nome: TAKAKARA NUMURU.


O TROÇA, em Recife, é imbatível, mas no Rio tivemos também a nossa irreverência criativa. Depois do sumiço inexplicável de vigas de aço pós-demolição do Elevado da Perimetral – pesando muitas toneladas -, um grupo de foliões do Bloco Escravos da Mauá se fantasiou de “CAÇA-VIGAS”. Fantástico!







E tem mais.

A marchinha vencedora do 9º Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas foi justamente… 

CADÊ A VIGA?

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