Artigo – A “REINVENÇÃO” DO RIO E A DESIGUALDADE SOCIAL, de Sonia Rabello

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No início de dezembro último a professora e jurista Sonia Rabello comentou, em sua página na web, matéria publicada no jornal The New York Times em novembro/2013 intitulada A Divided Rio de Janeiro, Overreaching for the World onde o periódico aborda os eventos internacionais que a cidade receberá e comenta a situação atual do Rio de Janeiro, o que inclui as obras gerais que estão sendo realizadas – cita inclusive a demolição do Elevado da Perimetral e a falta de habitação na Zona Portuária -, e problemas de toda ordem, com destaque para os recentes protestos da população, e as desigualdades sociais.

Segundo o NYT ‘This is a city divided on itself’Pena.

Embora o jornal americano tenha publicado o artigo há mais de  dois meses, a violência na Urbe CaRioca que, infelizmente, cresce a cada dia, fez oportuno relembrar o assunto.

Tomara que este quadro mude para que, em breve, o Rio de Janeiro não seja mais a Cidade Partida* de Zuenir, mas a Cidade Inteira** de Magalhães.


Abaixo, o artigo da professora e ex-Procuradora Geral do Município.
Urbe CaRioca
 

São Conrado e Rocinha
Imagem:  economia.ig.com.br

Sonia Rabello
Recentemente, o jornal americano “The New York Times” publicou uma matéria especial sobre as ações governamentais e as decisões “desorientadas”, na tentativa de se “reinventar um Rio de Janeiro antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas”, acrescentando que as obras no Centro histórico da Cidade têm acentuado a visível desigualdade social.
Em um “tour crítico” pela “Cidade Maravilhosa”, a questão do planejamento foi alvo da crítica internacional, uma vez que as diferenças entre os investimentos recentes da atual gestão municipal e as demandas de infraestrutura e mobilidade urbana da Cidade são visíveis.
Além disso, nesta corrida de mudanças feitas na base do rápido e nem sempre bem feito (e sem discussão com os vários segmentos da sociedade), às vésperas de grandes eventos internacionais, o NYT destaca que esse cenário comprova os esforços das autoridades regionais para “reinventar” uma cidade que era do terceiro mundo, com uma economia de primeiro mundo, mas que os protestos populares mostraram problemas “intratáveis nesta cidade, onde a diferença de classe e a corrupção são quase tão imóveis quanto as montanhas. É uma cidade dividida”, destaca o texto.