MARINA VOLTOU. A DA ENSEADA. DA GLÓRIA. NO RIO. DE JANEIRO.

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Esta notícia foi publicada na coluna Ancelmo Góis, jornal O Globo de 11/11/2014. Afirma que o IPHAN aprovou o projeto, que o conhecido colunista chama de “mais modesto”, naturalmente comparando-o ao “elefante” que há dois anos estava a caminho do Parque do Flamengo, bem cultural tombado da Cidade do Rio de Janeiro. De fato, em seguida sites de arquiteturaoutros órgãos de imprensa informaram que o projeto do arquiteto Eduardo Mondolfo havia sido aprovado com ressalvas.


Ao encerrar a nota com a expressão “…o mais importante, não afeta a vista do lugar”, o periódico, mais uma vez, apoia a ocupação daquele trecho do Parque do Flamengo, como fez no editorial de 11/03/2013 CEGUEIRA NA PREVENÇÃO, em contraponto ao artigo de nossa autoria intitulado LUGAR DE BARCO. Note-se que temas dessa natureza, tal e qual o caso do Campo de Golfe, também apoiado pelo O Globo, são de extrema complexidade e envolvem questões que estão muito além do simples “bom para a cidade” ou “não afeta a vista…”.


Quanto ao projeto de um empreendimento comercial para a Marina da Glória, felizmente, após mobilização da sociedade civil e divulgação dos inúmeros aspectos prejudiciais contidos na proposta anterior, além de tramitação questionável no IPHAN, extrapolando suas funções conforme foi explicado em MARINA DA GLÓRIA X IPHAN: ÍNDICES IGUAIS OU MENORES. MAIORES, JAMAIS!, houve um recuo e a ideia acabou sepultada depois dos problemas financeiros do grupo empresarial então detentor da considerada concessão.




O então ‘Triângulo da REX-EBX” seria formado pela construção impossível – na Marina – e mais dois hotéis: o finado Glória, e o que seria instalado no prédio da Avenida Rui Barbosa, de propriedade do Clube Flamengo, para o qual foram aprovadas inúmeras benesses urbanísticas pelo Pacote Olímpico 1 e outras leis, e perdão de dívidas de IPTU. O primeiro, cujas obras foram paralisadas e abandonado, está em processo de retomada, comprado por outro grupo empresarial. O segundo continua na mesma, ou melhor, cada vez mais deteriorado.


Segundo a coluna Gente Boa, do mesmo jornal (28/10/2014), os vizinhos temem que seja invadido.

Resta saber se os incentivos concedidos na forma de renúncia fiscal serão devolvidos aos cofres públicos. E se o novo projeto para a Marina da Glória será apresentado ao público carioca.

Sobre esse aspecto recomendamos a leitura do artigo de Sonia Rabello, publicado em seu site – Desprezo à sociedade civil: o IPHAN e o novo projeto da Marina da Glória.

Em suas palavras, “Iphan ignora a sociedade civil carioca na decisão sobre o novo projeto da Marina da Glória. Isso, mesmo após solicitação, por meio de ofício, quanto à publicidade do novo projeto da empresa BR Marinas. Durante mais de sete anos foi esta mesma sociedade civil carioca que correu atrás de salvar a Marina da Glória de barbaridades. Voltaremos à estaca zero da transparência nas decisões?”.

Em qualquer situação, é necessário conhecer o projeto. Se for indevido, pretextos como Jogos Pan-Americanos, Jogos Olímpicos ou qualquer outro evento, não justificarão a sua aprovação.


Urbe CaRioca

Nota: Imagens obtidas no blog Ancelmo Gois, Revista Veja On Line e outros sites.




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