GUARATIBA: PEU A CAMINHO! – PARTE 1

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Os moradores de Guaratiba estão preocupados com a nova lei urbanística que está a caminho – Projeto ou Plano de Estruturação Urbana – PEU para o bairro – e mudará os parâmetros construtivos na gigantesca região, antiga Zona Rural do Rio de Janeiro sabidamente composta, em sua maior parte, de áreas frágeis sujeitas a alagamentos, carente de infraestrutura urbana, e ocupada por muitas construções irregulares.

O assunto não é novo neste blog desde A CIDADE CRESCE PARA… GUARATIBA, em 25/09/2012. Para lembrar, lá seria realizada a missa campal de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, em 2013, quando chuvas fortes e ininterruptas transformaram o que seria o Campus Fidei em um lamaçal, obrigando à transferência do evento que coroou a reunião de jovens católicos para a Praia de Copacabana. Desde então o terreno alagadiço foi ameaçado com um projeto Minha Casa Minha Vida – episódio contado na crítica contundente e bem-humorada de O “BRAINSTORM” DO ALCAIDE.  Felizmente a ideia não foi adiante após avaliação negativa do Instituto de Arquitetos do Brasil – RJ. Abaixo, o histórico dos artigos e análises:

25/09/2012 – A CIDADE CRESCE PARA… GUARATIBA

30/07/2013 – O “BRAINSTORM” DO ALCAIDE

02/08/2013 – GUARATIBA: DE ZONA RURAL A LAMAÇAL – Parte 1

11/09/2013 – NOTÍCIAS – 11/09/2013: Jardim Botânico, Paineiras, Guaratiba, e Jogos Olímpicos

29/10/2013 – Artigo: A CAMINHO DE GUARATIBA, de Luiz Fernando Janot

13/09/2013 – GUARATIBA: RURAL, LAMA, E URBANA – Parte 2

14/02/2014 – GUARATIBA: DEBATE NO INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL – RJ

18/02/2014 – DEBATE NO IAB-RJ: VOZES DE GUARATIBA

05/03/2014 – Artigo: GUARATIBA, MUITO ALÉM DO PAPA, de Pedro da Luz Moreira

 

A proposta do Poder Executivo que será enviada à Câmara de Vereadores pode ser conhecida neste Link, através de mapas com zoneamento, gabaritos de altura e outros índices construtivos. Cabe lembrar que “tanto o Regulamento de Zoneamento de 1970 (Decreto nº 3800) quanto seu sucessor de 1976 (Decreto nº 322) “mantiveram as características das antigas áreas agrícolas e residenciais de baixa ocupação, o último classificando o local predominantemente como Zona Residencial 6 (ZR-6)” onde “são permitidos além do uso residencial unifamiliar as atividades agropecuária, horticultura, floricultura, arboricultura, avicultura, canicultura, etc., outras atividades de apoio, e armazenagem ligada às atividades rurais” o que explica as inúmeras chácaras, canis, e sítios que ainda sobrevivem na “Roça Invisível” retratada em reportagem no jornal O Globo em julho/2013 (v. GUARATIBA: DE ZONA RURAL A LAMAÇAL – Parte 1). Não obstante, em parte de Guaratiba já é permitida a construção de edifícios de 8 (oito) andares.

Estação BRT Ilha de Guaratiba, 06/12/2015
Imagem divulgada nas redes sociais

Enquanto o projeto de lei complementar não chega à Câmara, moradores pretendem que Guaratiba seja um ‘bairro ecológico’ e se mobilizam contra o PEU, expressão que começa a ficar estigmatizada, a considerar movimento semelhante na Ilha do Governador, a insatisfação de quem habita a XVI Região Administrativa após as consequências do PEU Taquara, e o abaixo-assinado recém-criado ILHA E BARRA DE GUARATIBA CONTRA O PEU DA E$PECULAÇÃO.


Observação: A vigência da ÁREA DE ESPECIAL INTERESSE AMBIENTAL DA REGIÃO DE GUARATIBA – XXVI RA, que suspendeu o licenciamento de demolição, construção, acréscimo ou modificação, reforma, transformação de uso, parcelamento do solo ou abertura de logradouro na AEIA (exceto o licenciamento de edificações unifamiliares e bifamiliares, de construção de muros e de remembramento de lotes) foi prorrogado, mais uma vez. Vale até o início de fevereiro/2016.


Urbe CaRioca


Imagem divulgada por AMIG – Associação de Moradores da Ilha de Guaratiba

Comentários:

  1. Trabalhei – estou de licença especial até a aposentadoria em abril de 2016 como Biólogo na SMAC – Coordenadoria de Proteção Ambiental – considero Guaratiba um lugar que merece grande respeito e por isso um plano que seja bem elaborado que proteja o bairro da especulação imobiliária. Existem áreas que podem representar um grande ganho ambiental para a região; Serra da Capoeira Grande, a área da "extinta" pedreira SINGRA, A APA das Brisas. Meu e-mail moraes.frederico@gmail.com – podem entrar em contato – ajudarei no que for possível.

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