O PLC nº 140/2015 – MAIS UM PEU PARA AS VARGENS, de Canagé Vilhena

O último post sobre as mudanças de parâmetros urbanísticos para a região de Vargem Grande, Vargem Pequena, Camorim, parte da Barra da Tijuca, do Recreio dos Bandeirantes e de Jacarepaguá foi O MUSEU CASA DO PONTAL E O PEU VARGENS, com comentário do arquiteto Canagé Vilhena, que já contemplou este blog com outras análises sobre o assunto, inclusive =&1=&, de outubro passado.

A notícia divulgada em ATENÇÃO ZONA OESTE!ATENÇÃO REGIÃO DAS VARGENS! Foi confirmada com o envio à Câmara de Vereadores, pelo Poder Executivo, do Projeto de Lei Complementar nº140/2015, que propõe nova versão para o Projeto de Estruturação Urbana das Vargens – ou, PEU Vargens – analisada e comentada por Canagé conforme artigo a seguir.

Ontem o Jornal O Globo publicou reportagem sobre a proposta.

Boa leitura.

Urbe CaRioca


Foto: Arquiteta Bárbara Teireira


O PLC Nº 140/2015 – MAIS UM PEU PARA AS VARGENS
=&5=&
MAIS UM PEU PARA AS VARGENS – PARTE I
A Prefeitura do Rio vai aprovar ao que tudo indica, por maioria absoluta, mais uma versão para o PEU DAS VARGENS, o PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR – PLC 140 de 21/12/2015, que “=&9=&

A GARAGEM POULA, de Luiz Eduardo Pinheiro


BEM TOMBADO MUNICIPAL – RIO DE JANEIRO
GARAGEM POULA – Imóvel Rua Gomes Freire, 306, 306-A e Rua do Senado, 57/59 Decreto nº 6.606 de 05/05/87 – DOM de 06/05/87

Rua Gomes Freire, Centro, Rio de Janeiro
Crédito: Luiz Eduardo Pinheiro
Era uma vez um imóvel tombado chamado GARAGEM POULA, situado na Avenida Gomes Freire.
Era uma elegante e antiga garagem de cocheiras que teimava em permanecer na cidade!

O processo de abandono do imóvel começou lá pelos anos 1990. Leia mais

O HOTEL GLÓRIA, OS ÁRABES, E O TRIÂNGULO DO Sr. X

Hotel Glória após a demolição do Teatro Glória e da parte interna da construção.
Foto: Folha de São Paulo

Segundo informa o jornal O Globo de hoje, um fundo árabe adquiriu o finado Hotel Glória (e mais parte da OSX, empresa naval do grupo X), e pretende ressuscitá-lo, o que é uma ótima notícia para a Cidade do Rio de Janeiro, muito embora saibamos que a glória do Glória e o teatro de mesmo nome jamais retornarão.
Quem acompanha este blog conhece a história sobre o “Triângulo da EBX-REX” e também o polêmico Projeto Impossível que quase foi aprovado para ocupar espaços públicos na Marina da Glória com um complexo comercial. =&4=&

RIO COMPRIDO, O BAIRRO QUE AMAMOS! – PARTE 1, de Sheila Castello

CrôniCaRioca
“Rio Comprido, década de 50, cruzamento Rua do Bispo com Av. Paulo de Frontin.”
Foto reproduzida do Arquivo da Cidade, postada por Isis Claro em rede social.
Sheila Castello é historiadora e apaixonada pelo Rio Comprido, bairro onde morou durante vinte anos. Esse tempo dobra ao somarmos histórias e memórias de sua família que lá viveu durante quatro décadas!
Incansável na busca de melhorias para a região, neste artigo Sheila presta uma homenagem ao lugar outrora bucólico, sacrificado pela presença do Viaduto Engenheiro Freyssinet – o Elevado da Perimetral -, e aos muitos cariocas que igualmente participam de lutas diárias por mais qualidade urbana onde habitam.


Deoclécio Ferreira cuida,
 diariamente, das árvores que planta
na Praça Condessa Paulo de Frontin.
O texto, publicado originalmente em rede social no grupo Rio Comprido – Um Bairro de Presente, Passado e Futuro? é o depoimento de quem, nos anos 1970, brincava nas ruas quando estas ainda não eram perigosas, e vivenciou relações entre as diversas famílias, encontros determinados pelo “o grau de educação, respeito e dignidade”. Ao mesmo tempo é também uma homenagem aos que, entre várias reivindicações e ações em prol da comunidade, pedem a reabertura do Hospital Municipal Salles Neto.

As imagens mostram algumas das iniciativas importantes tomadas por moradores do Rio Comprido, no caso por Deoclécio Ferreira e Sandro Laureano.


Boa leitura.


Urbe CaRioca  


Sandro Laureano nasceu no Rio Comprido e é referência do bairro pelo qual também é apaixonado. Em dezembro organiza eventos para as crianças e se transforma no Papai Noel do Rio Comprido. Nesta foto, Sheila Castello e Sandro Laureano exibem o brasão da RA estampado no ‘banner’ que este mandou confeccionar. 



RIO COMPRIDO, O BAIRRO QUE AMAMOS! 

Parte 1


Sheila Castello

Ao homenagear o povo carioca, tomo como exemplo os moradores do bairro do Rio Comprido, população que já experimentou o luxo e o conforto, e hoje luta por sobrevivência, pela dignidade humana.

Pedro Nava dizia que os bairros tinham alma. O Rio Comprido manteve a sua, do típico malandro carioca. Eu afirmo: o berço do samba foi na boemia do Estácio, mas os sambistas dormiam em suas casas no Rio Comprido!

Cresci entre o morro e o asfalto. Naquela época, nos anos 1970, as únicas diferenças eram a conta bancária, a quantidade de degraus a vencer, e a temperatura do lugar.

Brincávamos todos juntos, estudávamos nas mesmas escolas públicas ou particulares, “tudo junto e misturado”, sem fronteira geográfica. O que determinava as relações das diversas famílias era o grau de educação, respeito e dignidade.

Tanto “lá embaixo”, quanto “lá em cima”, viviam trabalhadores: sapateiros, padeiros, professores, passadeira, sambista, joalheiro, advogado, taxista, médico, marceneiro, diarista, bombeiro, fotógrafo, empresário, pintor de rodapé e pintor artista, escritores, bancários, juízes, desembargadores…

Reencontrei a mesma natureza e a mesma alma nesse grupo, pessoas que se descobriram há 2 anos, a partir da luta para defender o Hospital Salles Netto e criaram o Rio Comprido – Um Bairro de Presente, Passado e Futuro?

São pessoas de poder aquisitivo variado, histórias de vida diferentes, profissões diferentes, que se encontraram e enfrentam toda a sorte de dificuldades, inclusive a delícia e a dor de trabalhar em conjunto: “aos trancos e barrancos” cresceram, criaram laços afetivos e se fortalecem nas batalhas que continuam a empreender.


ESSE É O RIO QUE EU AMO!

O MÊS NO URBE CARIOCA – DEZEMBRO 2015

Foto: Urbe CaRioca, nov. 2015

O mês de DEZEMBRO começou no blog com PRAÇA XV e RUA DA CONSTITUIÇÃO – PÉS-DE-MOLEQUE x CONCRETO, ainda a repercussão sobre os preciosos achados arqueológicos que foram, infelizmente, perdidos, devido à falta de visão e à pequenez dos gestores públicos: a destruição do calçamento bicentenário no Centro da Cidade do Rio de Janeiro causou tristeza e indignação.
Os HOTÉIS “PRA OLIMPÍADA”=&4=&voltaram a frequentar estas páginas, bem como o bairro de GUARATIBA (parte 1) que, neste caso, alerta sobre um dos próximos alvos de propostas de leis urbanísticas que deverão frequentar a Câmara de Vereadores após o recesso. Vale conhecer a Parte 1 e os  COMENTÁRIOS DE CANAGÉ VILHENA, a respeito, na Parte 2.=&8=&
O Museu do Amanhã que chegou à Praça Mauá, motivo de elogios e críticas será tema de nova postagem em breve. Cariocas e polêmicas sempre estão juntos: ELOGILDA e =&10=&que o digam, agora mediadas pela nova personagem do Urbe CaRioca – =&11=&. =&12=&

SEM GLÓRIAS – DOIS FINADOS HOTÉIS E A MARINA

=&0=&=&1=&

Folha de São Paulo
Em 2013/2014 a tentativa – mais uma – de construir um empreendimento de grande porte na Marina da Glória, situada no Parque do Flamengo, objeto de polêmica, críticas negativas e alguns debates, foi tema de várias postagens neste blog. Entre os muitos aspectos analisados apontamos que a proposta de criar um Centro de Convenções, restaurantes, lojas e centenas de vagas de veículos, naquela área pública, era parte de um conjunto que extrapolava os limites do parque, na figura que chamamos de O TRIÂNGULO DA EBX-REX: HOTEL GLÓRIA, HOTEL PARQUE DO FLAMENGO E MARINA DA GLÓRIA. =&2=&

A ARQUIBANCADA – DITA PROVISÓRIA – NA LAGOA RODRIGO DE FREITAS

Internet


Na reportagem Arquibancada móvel na Lagoa subiu no telhado (OG on line 04/01/2015) o jornalista usa a expressão de piada recorrente, para informar que talvez a construção não seja mais feita, por falta de dinheiro.


A ser verdadeiro o motivo, a falta de recursos públicos fez bem neste caso, pois o projeto nem deveria ter sido cogitado!

A obra que se pretende erguer sobre as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas maculará permanentemente, e ainda mais, a paisagem magnífica que vem sendo entregue à cidade gradativamente desde a retirada de construções irregulares que ocupavam a beira d’água, a fixação dos limites da orla e dos clubes Caiçaras e Piraquê – impedindo novos aterros – a construção do Parque da Catacumba, e a criação de uma ciclovia. 

Infelizmente a torre gigantesca construída ‘pra Olimpíada’ – de fato um edifício – é uma aberração, e o trambolho provisório-permanente sobre a segunda arquibancada permanece lá há alguns anos.

A propósito, a área livre sob a arquibancada principal do antigo Estádio de Remo (arquibancada que foi desativada para construção do complexo Lagoon) está sendo mais e mais ocupada a cada dia, aos poucos impedindo a desejada integração espacial e visual entre a chegada e a Lagoa.

Obs. Caso surja algum recurso, que seja usado nos hospitais do Estado, em situação só não mais precária do que a população desassistida.

Urbe CaRioca
Foto: Urbe CaRioca, outubro/2014

Leia mais

TAMANHO É DOCUMENTO, de Sérgio Magalhães

=&0=& Por isso escolhemos reproduzir o artigo do arquiteto e professor Sérgio Magalhães, colunista do jornal O Globo, publicado ontem nesse jornal, por ser pleno de otimismo. O autor avalia que “entre as obras do prefeito (…) a derrubada do elevado da Perimetral seja a de maior potencial positivo para a cidade”. =&1=&