CAIS DOS MINEIROS – MAIS SOBRE O NOVO MUSEU DA MARINHA

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A notícia sobre a construção de um museu sobre o molhe das antigas Docas da Alfândega do Porto do Rio foi publicada na grande mídia segunda-feira, dia 20/03 e, no mesmo dia, comentários e discussões a respeito borbulhavam redes sociais, como dissemos ontem em ÁREAS DA MARINHA CONTINUAM EM FOCO: NOVO MUSEU E NOVA POLÊMICA À VISTA.


Biblioteca Nacional – Michellerie , E. de La – Planta do Rio de Janeiro – 1831 – Prainha e Praia dos Mineiros
(Imagem obtida em Praia dos Mineiros – Outrora – Um Passeio no Tempo)


Poucos acharam o projeto interessante. Em outras opiniões o desenho arquitetônico foi chamado desde ‘Caixote de Bacalhau’ até ‘Arca de Noé’, entre espantos com a obra que embrulha o antigo cais de pedra. Não faltaram questionamentos sobre a real necessidade de mais um equipamento na cidade – diante de tantos museus abandonados -, e sobre o dispêndio de recursos públicos em face da grave crise econômica que o país atravessa.

Ontem mesmo o blog ancelmo.com publicou nota enviada pela Marinha do Brasil explicando que o prédio existente não era histórico, pois fora construído em 1996, ou, “uma grande reforma” como consta no site daquele Espaço Cultural. A explicação está em Marinha explica: prédio que dará lugar a novo museu não é ‘histórico’, mas de 1996, fato do qual havia ciência durante o debate virtual. Ainda assim discutia-se não apenas o prédio em si, mas o sítio histórico como um todo, embora houvesse unanimidade quanto à inserção harmônica, da construção, na paisagem.
Hoje a polêmica continuou na mesma coluna jornalística de com a nota Ex-ministra da Cultura critica projeto de novo Museu Marítimo do Brasil reproduzida abaixo:


Museu Marítimo do Brasil
Choveu e-mail de gente preocupada que, com a construção do futuro Museu Marítimo do Brasil, seja destruído o prédio “histórico” onde hoje fica o Espaço Cultural da Marinha. Só que a Marinha explicou tratar-se de um prédio de 1996, que não é tombado, e tem aquela aparência “histórica” por ter sido inspirado na Cordoaria Nacional de Lisboa, esse construído no século XVIII.
Mas a ex-ministra da Cultura, Ana de Hollanda, por exemplo, discorda: “Se o fato de não ser autêntico é motivo para substituir a construção por um prédio moderno, daqui a pouco vai ter gente usando o mesmo argumento para pôr abaixo o Teatro Municipal, inspirado no Ópera de Paris, por não ser, também, uma arquitetura original brasileira”.

Muita água vai rolar por baixo dos arcos do antigo molhe do Cais dos Mineiros – na antiga Praia dos Mineiros -, pelo menos enquanto ele não for embrulhado.

Aguardemos a opinião dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio histórico.

Urbe CaRioca
Imagem de 1971, GSZENDRODI,  site Panoramio, internet

  1. De fato, a escala do prédio existente está em harmonia com entorno e mantém características da construção anterior mais recente – volume e telhado. As muitas demolições e substituições de construções mais antigas ao longo da história do Rio de Janeiro, em nome de uma pretensa modernidade acarretaram perdas irreparáveis. Por que não temos mais o Palácio Monroe?

  2. De fato, a escala do prédio existente está em harmonia com entorno e mantém características da construção anterior mais recente – volume e telhado. As muitas demolições e substituições de construções mais antigas ao longo da história do Rio de Janeiro, em nome de uma pretensa modernidade acarretaram perdas irreparáveis. Por que não temos mais o Palácio Monroe?

  3. Histórico não quer dizer velho! Histórico é tudo aquilo que se insere histórica e afetivamente na paisagem. Embora o prédio da Marinha tenha sido reformado em 1996 ele está inserido na paisagem do Rio, que é protegida não só pela UNESCO (especialmente naquele local), como pela Lei do Plano Diretor da Cidade. Não fosse assim, o novo museu do Calatrava – o Museu do Amanhã – teria que ultrapassar muitas gestões para não correr o risco de ser demolido, modificado, readaptado pelos novos arquitetos que despontam a cada geração.

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