CAMPO DE GOLFE DITO ‘OLÍMPICO’ – NOVA DISPUTA

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Campo de Golfe: pano de fundo para um grande empreendimento imobiliário. Imagem: internet

É o que conta hoje o blog de Lauro Jardim, no O Globo on line, segundo o qual se trata de uma disputa sobre a propriedade do terreno, a ser investigada pelo MPF-RJ (link).

QUEM SE LEMBRA DO CAMPO DE GOLFE NA RESERVA AMBIENTAL?

Para os recém-chegados ao site Urbe CaRioca, o famigerado campo – na verdade usado como pano de fundo para um grande empreendimento imobiliário -, foi objeto de inúmeras postagens desde que o projeto de lei que acabaria por mudar as leis urbanísticas e ambientais de parte da Barra da Tijuca fora enviado pelo Poder Executivo à Câmara de Vereadores.

As análises deste site restringiram-se aos aspectos relacionados ao uso do solo, em especial a transferência de potencial construtivo que permitiu a construção de prédios com 22 (vinte e dois) andares em vez de 6(seis), como antes previsto, e, em especial, a retirada de 450ha do Parque Municipal Ecológico de Marapendi.

Intuímos que nada acontecerá. Que houvessem impedido tal absurdo em 2012, antes da aprovação da Lei Complementar nº 125 de 14/01/2013 e do Decreto nº 37233 de 06/06/2013. Ou, no máximo, indenizações entre os litigantes se for o caso.

Urbe CaRioca

NOTA:

Trecho de post publicado em 06/12/2016

O caso do Campo de Golfe de muitas faces é complexo. Se os futuros governantes do município de Rio de Janeiro quiserem conhecer, dezenas de posts que explicam o assunto, desde PACOTE OLÍMPICO 2 – O CAMPO DE GOLFE E A APA MARAPENDI (15/11/2012) até QUEM SE LEMBRA DO CAMPO DE GOLFE NA RESERVA AMBIENTAL? (06/11/2016).

Para lembrar, a lei que permitiu a construção do Campo de Golfe em Área de Proteção Ambiental – retirando 450ha do Parque Municipal Ecológico Marapendi – foi aprovada também ao apagar das luzes da gestão anterior do prefeito, no final de 2012. Passados os Jogos Olímpicos, outra notícia na grande imprensa – comentada neste blog em 06/11/2016 – nos informou que os problemas com a manutenção do campo desnecessário já começaram: Campo olímpico de golfe já vive crise dois meses após Jogos do Rio 2016 (29/10/2016). Resta saber quem pagou as dívidas, se o Comitê Rio 2016 ou a Confederação Brasileira de Golfe.

O pedido é que a futura gestão revalide o Projeto Aprovado de Alinhamento da antiga Via 2 (Plano Piloto para a Baixada de Jacarepaguá), e restaure o desenho completo da Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso. Em seguida, como é feito para todos os empreendimentos similares em local atingido por Projetos de Alinhamento, obrigue o empreendedor dos condomínios Riserva Uno e Riserva Golf a construir o trecho da avenida que foi mutilada e providencie a doação ao município tanto das áreas correspondentes àquela via quanto ao trecho do Parque Municipal Ecológico Marapendi, restaurando a integridade e a condição de áreas públicas a ambos, à luz das leis urbanísticas vigentes para todos.

Que fique o campo com 9 buracos. Ainda há tempo.

 

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