MEIO AMBIENTE “SUB JUGADO”, de Canagé Vilhena

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O Prefeito Cesar Maia criou a Secretaria Municipal de Habitação – SMH e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC, aproximadamente um ano após o início de sua primeira gestão, em 1993, dando destaque e prioridade a dois temas essenciais para a cidade do Rio de Janeiro. Antes de um ano de comando o Prefeito Marcelo Crivella eliminou as duas. Em artigo contundente o arquiteto Canage Vilhena discorre sobre mais um rebaixamento que sofreu o que era a SMAC, na hierarquia administrativa do município.

Urbe CaRioca

Cobertura vegetal do Município do Rio de Janeiro, 2011

 

 

MEIO AMBIENTE “SUB JUGADO”

O Engenheiro, Bispo evangélico licenciado e hoje Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, logo no início de sua gestão, promoveu várias alterações na estrutura administrativa da Prefeitura, juntando secretarias para formação de outras com novas denominações, ao mesmo tempo em que criou novos conselhos para contemplar apoiadores em cargos de primeiro e segundo escalões.

Teve destaque a transformação de uma coordenação da antiga Secretaria de Obras, responsável pela manutenção viária – e SERVIÇOS DE TAPA BURACOS – alterada na gestão anterior para Secretaria de Conservação, SECONSERVA.

O Prefeito Crivella transformou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a antiga SMAC, em subsecretaria da SECONSERVA surgindo daí a SECONSERMA.

A sigla pode ser lida como palavra oxítona, com acentuação na última sílaba: MÁ, sujeita a interpretações variadas. Por exemplo, Má gestão, Má para o meio ambiente carioca, etc.

Criou-se uma ‘sopa de letrinhas’ para juntar duas secretarias numa só. Ou seja, a nova gestão transformou o órgão controlador do MEIO-AMBIENTE em órgão subordinado ao antigo SERVIÇO DE TAPA BURACOS.

Através do Decreto 43.925 de 31/10/2017, publicado hoje, o chefe do Poder Executivo rebaixou a subsecretaria DE MEIO AMBIENTE a um nível ainda mais inferior, na condição de COORDENADORIA DE MEIO AMBIENTE, subordinada à SUBESECRETARIA, isto é, a “Sub da Sub”.

A decisão leva a ex-SMAC a ser praticamente coisa nenhuma. Assim, nesta condição a gestão do Meio Ambiente deixa de receber o tratamento administrativo adequado e, por via de consequência, não terá os recursos financeiros necessários para o cumprimento da sua importante e superior função superior de proteger o Meio Ambiente.

Cada vez mais a atual Prefeitura do Reino do Rio de Janeiro vai se aproximando da qualidade governamental do estado do RJ, com Pezão à frente. O que não é um elogio.

Infelizmente, falta pouco para o enterro da antiga e essencial SMAC, tão baixo é o nível ao qual foi levada por CRIVELLA.

 

Canage Vilhena, quarta-feira, 01 de novembro de 2017

Nota: Ocorrência anterior

Ética Pública da Presidência mira em secretário de Crivella

Imagem: Internet

 

 

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