Informativo – SOS Golfinho e SOS Boto-Cinza da Baía de Sepetiba

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Um mistério paira sobre as águas azul turquesa da Baia de Sepetiba e Ilha Grande. De dezembro de 2017 para cá, a população inteira de Sepetiba, Guaratiba, Itaguai, Mangaratiba, Angra dos Reis e Ilha Grande têm testemunhado a morte de centenas de golfinhos que desde sempre ocuparam o local a considerar suas águas serenas e propícias ao acasalamento.

Cientistas pesquisam a origem do fenômeno e alguns indicam a difusão de uma virose especifica que teria se proliferado de uma hora para outra. Outros acreditam que metais pesados como o cádmio e resíduos das siderúrgicas e outras indústrias poluidoras, além das dragagens que revolvem os sedimentos de fundo contaminados têm ocasionado a mortandade dos mamíferos aquáticos.

O avanço da poluição tem prejudicado fortemente os pescadores artesanais e suas comunidades tradicionais passam por um forte processo de empobrecimento e desmantelamento cultural. Os impactos negativos da antropização e os prejuízos provocados nas economias da pesca e do turismo podem ser vistos por todas as partes nas baías fluminenses e o clamor da sociedade local não tem sido ouvido pelas autoridades.

Nas baías de Sepetiba e da Ilha Grande já morreram cerca de 330 golfinhos (Botos-Cinza) e também na Baía de Guanabara esta espécie, símbolo do Rio de Janeiro, encontra-se ameaçada de extinção! Os cientistas pesquisam a origem da mortandade dos cetáceos de Sepetiba e suspeita-se da proliferação do morbillivirus. Porém, é preciso reconhecer que o atual modelo de desenvolvimento siderúrgico, portuário e a expansão da indústria petroleira têm sido as principais fontes de poluição das baías, comprometendo a pesca e a vida marinha.

Dessa forma, a Sociedade Civil Organizada e ONGs estão organizando o evento “SOS Golfinho e SOS Boto-Cinza da Baía de Sepetiba que no dia 03 de junho (em referência ao dia 05 de junho que é o Dia Mundial do Meio Ambiente ) irá realizar um grande Ato Público na Praia de Sepetiba das 15h às 21h promovendo debates, palestra de especialistas, eventos de educação ambiental com crianças, esquete teatral, lanche, sarau cultural MTD e grande inauguração do Cemitério de Botos na Praia de Sepetiba por D. Maria I e Odorico Paraguassu.

O evento tem por objetivo exigir que o Poder Público nas esferas federal e estadual e em articulação com os municípios e parceria com a sociedade civil organizada e as universidades, busquem construir soluções efetivas de políticas públicas que possam impedir:

I) A mortandade e a ameaça de extinção das espécies marinhas, como o boto-cinza;
II) Reconhecimento da importância da economia da pesca para a região e dos direitos dos pescadores artesanais;
III) Revisão dos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos de elevado potencial poluidor e risco ambiental;
IV) Realização prioritária do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE-RJ) e de seus territórios pesqueiros, costeiros e agrícolas, com a revisão do zoneamento industrial da Região Metropolitana e implantação com urgência de um Plano de Gerenciamento Costeiro, devendo ser garantido neste processo a ampla participação da sociedade civil;

O abaixo-assinado e os registros serão formatados em um documento chamado “A carta da Baía de Sepetiba” e será encaminhado posteriormente as autoridades da República, do Estado e do Município do Rio de Janeiro, como aos órgãos ambientais e do executivo.

Chegou a hora da Sociedade Civil Organizada manifestar sua vontade de ter uma solução para esta mortandade e começar a se mobilizar para que se alcance resultados e principalmente se de respostas ao clamor da população.

Não é possível que depois de termos eliminado praticamente todos os golfinhos e todos os botos da Baía de Guanabara, se faça isso na Baía de Sepetiba, extinguindo todos os botos e golfinhos desse paraíso.

Protestamos contra a implantação de portos, siderúrgicas, petroleiras e instalações industriais poluentes ilegalmente instalados em santuários como áreas de manguezais, ilhas e no litoral.

E por fim cabe apenas lembrar que o animal que protege o escudo da cidade do Rio de Janeiro e do bairro de Santa Cruz e de Sepetiba é o Golfinho (Boto Cinza). Eles são o símbolo da Cidade, e não admitiremos a decretação de sua extinção por omissão, negligência ou conivência de sucessivos governos e empreendimentos poluidores.

Chegou a hora de cuidarmos e nos preocuparmos com eles !

Programação: Dia 03 de Junho

Hora Atividade Adulta Atividade Infantil

15h – Ato Publico em nome da Preservação da Vida da Baía de Sepetiba tendo o formato de Debate e envolvendo as lideranças da Comunidade e Convidados . O formato será uma apresentação de 05 minutos para cada representantes das ONGs e seguido de Palestra de Especialista em Cetaceos da UERJ ( 30 Minutos ) e sendo seguido pelo debate aberto
Inicio da assinatura de um Abaixo –Assinado a ser encaminhado as Autoridades do Governo do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Simultaneamente a equipe de artistas estará fazendo a modelagem de aproximadamente 300 golfinhos ( botos) na areia da Praia de Sepetiba através de cinco formas de madeira que serão usadas para facilitar o trabalho . Uma equipe grande de modelagem ajustará o formato final.

16h – Conferencia do Prof Dr Israel Maciel com o tema: CONSERVAÇÃO DO BOTO-CINZA NA BAÍA DE SEPETIBA, UFRRJ (Laboratório de Ecologia e Bioacústica de Cetacéos )
Inicio das atividades lúdicas e envolvendo Oficina de Arte para Crianças. Esta atividade vai estimular o publico a desenhar e pintar golfinhos e botos de forma a fazer um final uma seleção.

17h – Debate entre os presentes das questões ambientais e registro de História Oral dos tempos áureos da Baia de Sepetiba Formação da Mesa para escolha dos cinco desenhos mais representativos e estes ganharão brindes e livros

17h30 – Lanche constando de oferecimentos dos presentes e do comercio local que pode conter , pão, biscoitos e refrigerantes
Lanche constando de oferecimentos dos presentes e do comercio local que pode conter , pão, biscoitos e refrigerantes

18h10 – Chegada da Cia D’Teatro MTD com Esquete Teatral apresentando a chegada de Dona Maria I a Praia de Sepetiba com o Príncipe Regente D Joao VI e sua entourrage sendo seguido de dialogo sobre o estado da baía e no final recomendações da Rainha Dona Maria I inicia então a queima da primeira tocha e essas serão espalhadas no “bico “ dos botos que foram modelados na areia e todas as pessoas presentes pegam as tochas e espalham entre os golfinhos. Nesse momento surge da escuridão ODORICO PARAGUASSU tentando impedir que a Rainha inaugure o cemitério de golfinhos alegando que ele é o grande idealizador do cemitério de Sepetiba. Após um entrevero tudo se acerta e todos ajudam a acender as tochas .
Quando acesas começa a filmagem com DRONE da perspectiva da ação.

19h – Inicio do Sarau organizado pelo MTD intitulado “ODE AOS GOLFINHOS” com participações artísticas, poesias e microfone aberto, para que os presentes no evento possam apresentar sua arte.

20h30 – Encerramento da atividade com um discurso final a ser feito por uma liderança e com a reunião das assinaturas do Abaixo assinado pata posterior formatação da CARTA DA BAÍA DE SEPETIBA para ser encaminhadas as autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

21h – Recolhimento de todas as tochas e todo o lixo produzido pelo evento e colocação numa caçamba metálica a ser fornecida pela Comlurb

Os Organizadores são : IPHARJ /Ecomuseu de Sepetiba/ MTD – Movimento Territorios Diversos

Os Apoiadores são:
Movimento Baía Viva
Cia D’Teatro MTD
Sepetiba Imperial Tours
UFRRJ- Laboratório de Ecologia e Bioacústica de Cetáceos
Pastoral do Meio Ambiente Santa Edwiges São Pedro de Sepetiba
Pastoral do Meio Ambiente Arquidiocese do RJ
Instituto Boto Cinza

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