Por um Brasil unido, hoje e sempre

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Imagem obtida na Internet

O blog Urbe CaRioca dedica-se a analisar e colocar em discussão assuntos ligados ao Urbanismo, em especial relacionados à Cidade do Rio de Janeiro e a tudo que a afeta. Por isso temas de caráter estadual e nacional também chegam a estas páginas virtuais.

Hoje, dia do segundo turno das eleições para presidente do Brasil e governador de alguns Estados, inclusive o Estado do Rio de Janeiro, é necessário comentar um episódio que poderia ser apenas mais um corriqueiro em meio a tantas discussões e acusações em um país que foi dividido nos últimos anos entre o “nós e eles” que, infelizmente, gerou o “eles e nós” – técnica mais velha do que a Sé de Braga para dividir pessoas e enfraquece-las. Não é corriqueiro e merece reflexão.

Não serão citados nomes nem referências. As profissões mencionadas são verdadeiras. As afirmações também não serão comprovadas. Caberá a quem ler, crer, pois credibilidade é o principal material oferecemos.

Em um determinado grupo de determinada rede social uma pessoa indignou-se ao saber que um profissional médico que atendia um parente seu – incapaz -, era eleitor e fazia campanha, para o candidato oponente àquele em que a pessoa votaria. Decidiu trocar de profissional e apresentou a ideia ao grupo. Outros participantes pessoas aplaudiram a ideia e disseram que fariam o mesmo caso soubessem que profissionais que as atendiam adotavam outras colorações partidárias. A conversa progrediu e alguns sugeriram repetir a atitude em relação a prestadores de serviços em geral, por exemplo, cabeleireiros, barbeiros, manicures, bombeiros, eletricistas, etc.

Estarrecida, vejo que há pessoas que desejam, definitivamente o Brasil da discórdia. Disseminam a divisão, são admiradas e acompanhadas.

Dou asas à imaginação e inverto a história. Se um dia aquela pessoa precisar de um médico – ou um parente seu, filho, pai, mãe – e for à emergência de um hospital, será que aceitaria o médico perguntar-lhe em quem votou na última eleição antes de atendê-la? Para decudir se vai salvá-la ou não, abandonando o Juramento de Hipócrates? Se estiver desmaiada a solução pode ser usar carteirinhas com partidos políticos, crachás… ou tarjas no braço que nos lembram tanta desgraça? Quanto aos profissionais, deveriam então ser identificados? Nesse cenário apocalíptico logo haveria setores para uns e outros, como nos tempos do Apartheid nos USA, ou na África do Sul.

Paro por aqui. O Brasil e sua população precisam manter a sanidade mental.

Qualquer que seja o resultado das urnas, evidentemente terá que ser respeitado. É assim que funciona a Democracia. Caso o candidato preferido não vença, que os oponentes façam oposição na forma da lei, democraticamente, e, de preferência pacificamente. Sem prejudicar qualquer profissional brasileiro.

Que o Brasil fique unido. Que essa estória não passe de uma conversa inconsequente rede social. Bom voto.

 

Andréa Albuquerque G. Redondo

Urbe CaRioca

 

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