Homenagem a um arquiteto carioca-paraibano

A Trilogia: Crônicas de Ailton Mascarenhas

Há cerca de um mês, o grande amigo e colega Ailton Mascarenhas nos deixou. Carioca afável cuja características mais marcantes eram simpatia, os sorrisos, e o otimismo, deixa saudades.

Também colaborador do Urbe CaRioca, nos brindou com três ótimas crônicas, onde relata experiências vividas após a mudança para João Pessoa, um passeio pela Cidade do Rio de Janeiro depois de algum tempo no Nordeste, e uma viagem com belas surpresas pelo sertão de Alagoas.

Em homenagem a Ailton, recordamos seus textos leves e bem-humorados.

Deve estar alegrando o Céu dos Arquitetos.

Andréa Redondo / Urbe CaRioca

Um olhar carioca sobre Filipéia (Setembro de 2012)

Do Rio de Janeiro, atrás de dois amores, mulher e filha, vim parar em João Pessoa, na Paraíba, matrona de 427 anos nascida no Rio Sanhauá, um dia nomeada Filipéia, coisa de portugueses e, acreditem, também Frederica, coisa de holandeses.

Este é o Centro Histórico tombado, tem cidade alta e baixa, muita coisa bonita. Só depois com o saneamento da área da Lagoa a cidade foi se esticando para o mar. Há ricas igrejas, prédios institucionais, o Hotel Globo, praças e outros espaços, o casario colorido. (Leia mais)

E o carioca veio de Filipéia passear pelo Centro do Rio … Ou Conceição e as Faraonas  (Dezembro de 2012)

Fui passear pelas bandas da Praça Mauá, um programa inusitado, manhã de Domingo, mas é que me lembrei de umas aulas de desenho quando ainda estava na FAU*, procurei pela Ladeira João Homem, não achei, mas achei coisas raras.

No Mosteiro de São Bento missa com canto dos tempos medievais: no pátio do Colégio São Bento, linda vista para o Porto, apreciei estas bandas atuais do nosso Rio para comparar depois com o futuro Porto Maravilha dedicado as Olimpíadas – deveria ser a nós. (Leia mais)

Crônica: Ela, eu, Gabriela e o Sertão de Alagoas, de Ailton Mascarenhas (Março de 2014)

Aproximava-se rápido à nossa frente, ultrapassávamos outro, fomos rápido para a direita, parece que não tão rápido, ouvimos uma histérica buzina e uma garganta se esgoelando, o barulho vinha da boleia de um enorme caminhão. As mães do Brasil foram todas lembradas.
Silêncio rápido, num rosto do lívido para o avermelhado, uma enorme boca não distribuía amabilidades, era Ela assustada ao meu lado, a coxa de uma das pernas se levantando e se encolhendo toda, o mínimo que ouvi foi “Tá cego, não viu o caminhão não…”, mas não deixei por menos, mesmo errado, e instantaneamente respondi certeiro “Quer levar o carro?”. Estávamos no sertão e eu tinha que ser macho né?!, fechou o tempo por uns segundos, depois caímos numa nervosa gargalhada. (Leia mais)

Ailton Mascarenhas – 1952-2019

 

Comentários:

  1. ANDREA QUE BOM QUE O BLOG ESTA ROLANDO.. COMO SEMPRE TRAZENDO OS TRAÇOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO COTIDIANO CARIOCA .

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