Proposta de tombamento pretende impedir shopping na sede do Tijuca Tênis Clube

O Tijuca Tênis Clube,  na Zona Norte do Rio de Janeiro, fundado há 103 anos, vive uma disputa interna após a diretoria abrir negociação com a empresa BR Malls para a construção de um shopping no local. Um grupo de insatisfeitos chegou a criar, inclusive,  a “Associação Não Queremos Shopping no Tijuca Tênis Clube”.

A possível venda do espaço para viabilizar a construção do centro comercial e a polêmica instaurada na região, têm mobilizado até parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que buscam, através de um projeto de lei, tombar o clube para evitar a negociação, conforme destaca matéria publicada no jornal “Extra”.

Explicamos, anteriormente, neste blog, que “Shopping não salva Clube” . Além disso, cabe lembrar que um eventual tombamento não necessariamente impedirá a construção. Basta que os órgãos de patrimônio cultural liberem. Por exemplo, como aconteceu no caso do Maracanã: ícone do Rio de Janeiro e do Brasil, cuja demolição e reconstrução foram liberadas pelo IPHAN.

E o que você, nosso leitor, pensa a respeito?

Urbe CaRioca

Alerj corre para tentar impedir shopping na sede do Tijuca Tênis Clube

Jornal Extra – Por: Aline Macedo em

O projeto de lei para tombar o Tijuca Tênis Clube — e atrapalhar as negociações para criar um novo shopping na sede — vai ganhar urgência na Assembleia Legislativa.

O deputado Anderson Moraes (PSL) conseguiu 25 assinaturas para que a proposta de tombamento por interesse histórico seja incluída na pauta o quanto antes.

A pressa tem motivo: o Conselho Deliberativo do clube convocou para (a última) terça-feira (30) uma reunião para tratar do assunto.

“Hoje é o Dia D do Tijuca. Marcaram a reunião antes do feriado e, na pauta, colocaram a venda como ‘assuntos gerais’. A votação do tombamento pela Alerj é de suma importância para preservar a área verde e o espaço de formação de atletas”, defende Gustavo Martins, um dos membros do conselho deliberativo que é contra a extinção do clube.

A possível venda do espaço para viabilizar a construção de um centro comercial tem dado o que falar na região. O abaixo-assinado do movimento #shoppingnão tem mais de três mil assinaturas e até o Ministério Público já foi acionado sobre a questão.

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Comentários:

  1. A proposta de tombamento mencionada no blog da arquiteta Andrea Redondo (Urbe Carioca) é de iniciativa do legislativo estadual (PL) e nada tem a ver com o tombamento de bens culturais utilizado pelos órgãos de patrimônio cultural – IPHAN, INEPAC ou IRPH. Este assunto, inclusive, já amplamente discutido. Trata-se de incumbência da esfera do Poder Executivo, por intermédios dos seus órgãos competentes, a tarefa de elaborar estudos para promover tombamentos. Portanto, essa tarefa não cabe aos senhores deputados estaduais e federais e aos vereadores, no caso da esfera municipal. Segundo juristas especializados em legislação do patrimônio cultural, o que o legislativo pode fazer é aprovar leis que visam a preservação de um conjunto de bens culturais, mas não tombamento propriamente dito.

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