Artigo – EMPATANDO TUA VISTA: HUMOR E IRREVERÊNCIA PARA CRITICAR A VERTICALIZAÇÃO EXCESSIVA NAS CIDADES, de Edinéa Alcântara

Edinéa Alcântara é doutora em desenvolvimento urbano, pesquisadora do Laboratório de Estudos Peri-urbanos da UFPE, membro do grupo Direitos Urbanos, e uma das fundadoras da Troça Empatando tua Vista. O grupo fantasiado de edifícios altos misturou-se a blocos carnavalescos e, literalmente, “empatava a vista” de foliões, de construções antigas… da paisagem urbana na capital pernambucana. O texto UMA IRREVERÊNCIA CRIATIVA URBANO-RECIFENSE, publicado em meio à folia neste blog, teve número de visualizações recorde em curto espaço de tempo. =&1=&

SEMANA 24/02/2014 a 28/02/2014 – CAMPO DE GOLFE NO JORNAL O GLOBO, MAIS SOBRE AS VARGENS, E O SUMIÇO DAS VIGAS

“As benesses urbanísticas que circundam o golfe olímpico apresentam sua pior face na prevalência do interesse particular sobre o público e no descaso com aspectos urbanísticos e ambientais relevantes para o Rio”.

Trecho de CAMPO DE GOLFE E APA MARAPENDI, DUAS OPINIÕES: do JORNAL O GLOBO e de ANDRÉA REDONDO


 

Página FB Golfe para Quem? 

Publicações da semana que passou e textos mais lidos
Os posts imediatamente anteriores; Campo de Golfe – ponto e contraponto no O Globo; mais um debate sobre o PEU Vargens; e, após o sensacional protesto de foliões de Recife contra os espigões na capital pernambucana, a marchinha vencedora do Carnaval carioca, um legítimo protesto irreverente-urbano-carioca.

NOTA: Outras fantasias/protesto – fotos publicadas no Jornal O Globo =&1=&

SENHOR PREFEITO, CADÊ AS VIGAS?

=&0=&=&1=&=&2=& Ninguém é de ferro e muito menos de aço! Além disso, é Carnaval, folga de textos sérios! A turma de Recife foi sensacional levando às ruas seu protesto contra os espigões que EMPATAM TUA VISTA, e empatam muito mais: a paisagem, a brisa e a tranquilidade que a indignação leva embora. Ah! Quem dera o TROÇA pudesse vir desfilar aqui em terras cariocas! Aqui no Rio além dos “É DIFÍCIL” teríamos que fazer fantasia de =&3=&, como seria? Pintar o corpo de verde, colar umas folhas na roupa ‘a la vegetação de restinga protegida’, uma capivara chorosa fazendo de chapéu, borboletas de plástico em móbiles esvoaçando em volta do folião? A gente ia desfilando e arrancando as folhas… Outro poderia se vestir de muro, o muro que vai cercar o campo de golfe, cortar a rua que não será sem nunca ter sido e empatar o passeio dos bichos, dos pedestres, dos ciclistas e motoristas. Poderia ser um folião nissei, um japonês-carioca que, bem-humorado, usaria uma placa pendurada no peito com seu nome: TAKAKARA NUMURU.


O TROÇA, em Recife, é imbatível, mas no Rio tivemos também a nossa irreverência criativa. Depois do sumiço inexplicável de vigas de aço pós-demolição do Elevado da Perimetral – pesando muitas toneladas -, um grupo de foliões do Bloco Escravos da Mauá se fantasiou de “CAÇA-VIGAS”. Fantástico!







E tem mais.

A marchinha vencedora do 9º Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas foi justamente… 

CADÊ A VIGA?

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