A Linha 4 e os erros de planejamento do metrô do Rio

A carta do leitor Gerard Fischgold, publicada no O Globo desta quarta-feira, merece atenção por ampliar uma discussão que já havia sido levantada em vários artigos deste site sobre a Linha 4 e sua integração ao eixo da Linha 1. Ao apontar a não conclusão de projetos e conexões que poderiam ter fortalecido a rede metroviária do Rio, o leitor chama atenção para um problema que vai muito além de uma linha específica: a histórica falta de planejamento integrado da mobilidade carioca. A questão central não é apenas quantos quilômetros de metrô foram construídos, mas quais conexões deixaram de ser realizadas e como essas escolhas afetaram a formação de uma verdadeira rede de transporte. O comentário também reforça uma percepção importante: o Rio frequentemente tratou sua infraestrutura de mobilidade como um conjunto de obras isoladas, e não como partes de(Leia mais)

A “Linha 4” é a Linha 1 espichada: o engodo continua

Este site dedicou várias postagens ao projeto de extensão da Linha 1 do Metrô, batizado errônea e escandalosamente de Linha 4. Desta, existe apenas o trecho que atinge o Jardim Oceânico, sempre lotado devido à superposição das Linhas 1 e 2. A Linha 4 original ligaria Botafogo à Barra da Tijuca via Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, dando início ao desejado metrô em rede de que a cidade do Rio de Janeiro e seus moradores precisam. Em seu lugar, a prioridade foi atender aos visitantes quando tudo era “pra Olimpíada”. A reportagem publicada no jornal O Globo mais uma vez detalha aspectos ligados à Estação Gávea, objeto de nova gambiarra sobre trilhos. Urbe CaRioca Linha 4 do metrô do Rio: dez anos após inauguração, trajeto ainda opera com metade da capacidade Às vésperas de completar uma década de operação, linha(Leia mais)

A deterioração da experiência no Metrô do Rio

Neste artigo, o movimento “Metrô que o Rio precisa” destaca que a sensação de embarcar no metrô do Rio de Janeiro em 2025 é, para muitos cariocas, a constatação amarga de um declínio que parece ter se instalado sem resistência ao longo das últimas décadas. O sistema que um dia simbolizou modernidade, organização e eficiência transformou-se em um retrato fiel do abandono progressivo da cidade. Para quem viveu os anos 1990 — ou para quem deixou o Rio nessa época e retornou agora — o impacto é imediato: basta dar alguns passos rumo às estações para perceber que algo se perdeu no caminho. Não se trata apenas de nostalgia, mas de uma constatação objetiva de que a qualidade do serviço despencou enquanto a tarifa subiu ao patamar mais alto do mundo. O contraste entre o que o metrô representava e o(Leia mais)

VLT na Zona Sul: Um erro de planejamento

Ontem um leitor deste blog nos informou que o projeto para o VLT voltará à baila. Supusemos ser notícia antiga, pois a Prefeitura trouxe o assunto a público em 2022, e nada mais se ouviu a respeito. Na ocasião, analisamos a proposta do ponto de vista prático para o atendimento à população carioca, com a qual, por óbvio, não concordamos, conforme argumentos apresentados. Para surpresa, o trenzinho de brinquedo do Prefeito quer voltar, no lugar da devida e desejada Linha 4 (a verdadeira) do Metrô, substituída pela Linha 1 esticada por uma gambiarra à Linha 2, tudo “pra Olimpíada” conforme o alcaide apregoava em meio a mentiras por ele assumidas. A seguir, nossas considerações a respeito, links para as postagens de 2022. Urbe CaRioca O recente anúncio do projeto do VLT Zona Sul, apresentado pela Prefeitura do Rio de Janeiro,(Leia mais)

Sempre o gabarito. Agora travestido de Metrô

Prefeito do Rio quer negociar com o estado a liberação de potencial construtivo para financiar a Linha 6. Em troca, pede integração do Jaé com Riocard e gestão dos trens urbanos na capital. Mas vale questionar: Não fez o BRT ? Qual o trajetória? É de superfície? No mesmo lugar do BRT? Urbe CaRioca   Paes propõe apoio para linha seis do metrô ,expansão da Linha 4 até o Recreio e quer assumir trens da SuperVia no Rio Por O Globo — Link original O prefeito Eduardo Paes afirmou, em suas redes sociais, que encaminhou ao secretário estadual de Transportes, Washington Reis, a posição favorável à expansão do metrô do Rio, com a criação da linha seis que ligaria Barra, Jacarepaguá e a Zona Norte; e a expansão da Linha 4 até o Recreio. “Para tal, a prefeitura do Rio(Leia mais)

Gambiarra à vista ( mais uma), por Atilio Flegner

Neste artigo, Atilio Flegner, coordenador do movimento “Metrô que o Rio precisa”, Ex-Membro do Conselho de Transportes da Prefeitura do Rio de Janeiro e Ex – Coordenador de Gestão de Rede de Ônibus da Prefeitura do Rio de Janeiro aborda, mais uma vez, a forma através da qual o metrô no Rio de Janeiro vem sendo administrado e expandido ao longo dos anos. O autor destaca o gasto milionário de recursos públicos, sem resultados efetivos e, em grande parte, simplesmente desperdiçados, a exemplo  do prolongamento da Linha 1 até General Osório, sem uma zona de manobra em profundidade não adequada, o que acarretou na construção de uma segunda General Osório, paralela à primeira, que hoje encontra-se sem uso. “Mais de R$300 milhões se foram nessa brincadeira”, afirma, acrescentando outros diversos casos repudiáveis. “Agora, 2024, dez anos de abandono das obras(Leia mais)

E a Linha 2? A Estação Carioca? A Estação Morro de São João? A Linha 4 verdadeira?

Reproduzimos a notícia de que as obras das Estação Gávea serão retomadas. Mais uma obra que rasgou (neste caso também afogou) dinheiro público, isto é, dos contribuintes. Há uma inovação, ou melhor, uma gambiarra. Será ligada apenas à Estação São Conrado. Para recordar, a Linha 4 ligaria Botafogo à Barra da Tijuca via os bairros Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea. No título deste post, a lista do descaso e da irresponsabilidade. Urbe CaRioca Leia também: O Metrô-Tripa, a Estação Gávea, e o Túnel do Tempo Linha 4 verdadeira – não executada entre Botafogo e Gávea – faz falta Novo capítulo da Estação Gávea – Justiça autoriza conclusão da Linha 4 pelo governo Linha 4 – Blog Metrô do Rio entrevistou Atilio Flegner Atraso na Obra da “Linha 4” e BRT no lugar do Metrô Olímpico – Um festival de(Leia mais)

Do Santos Dumont ao Tom Jobim-Galeão, de barca

Publicado no O Globo online de ontem, quinta-feira, a notícia que a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou edital de licitação para que o serviço de transporte das barcas opere também entre os aeroportos Santos Dumont, Centro do Rio, e o Internacional Tom Jobim, que fica na Ilha do Governador, a ser concluída no dia 6 de junho. As empresas já podem se candidatar para concorrência. Recentemente a Prefeitura do Rio criou, na Linha Vermelha, uma faixa exclusiva para quem vai para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Infelizmente houve registro de reclamações quanto aos reflexos da decisão, em especial quanto ao aumento de congestionamentos. Vale lembrar que a cidade carece de bom transporte de massa pela inexplicável ausência da falta de transportes sobre trilhos, e pela falta de atenção às demandas em relação às linhas do Metrô e(Leia mais)

Metrô: Agora vai. Vai?

Abaixo, notícia publicada no Jornal O Globo traz esperança! Mas… cachorro mordido de cobra, de linguiça tem medo. Quem sabe Presidente e Prefeito, com a assessoria de um certo ex-governador trazem uma nova Olimpíada? Tudo se resolveria. Afinal, tudo foi “Pra Olimpíada”, inclusive a falsa Linha 4. Que venham os trilhos! Urbe CaRioca Nos 25 anos da concessão, metrô prevê expansão da Linha 2 para chegar à Praça Quinze Metrô busca recuperar passageiros, apesar da lenta expansão de seu serviço Por Geraldo Ribeiro — O Globo 11 de maio de 2023 – Link original  O metrô do Rio chegou aos 25 anos de concessão com dois grandes desafios pela frente. O primeiro é recuperar o volume de passageiros transportados antes da pandemia, que caiu dos cerca de 900 mil diários para 650 mil. O outro é tirar do papel antigos(Leia mais)

Obras do Metrô – Uma novela de mau gosto com a população do Rio

Texto publicado originalmente na página “Metrô que o Rio Precisa” Em julho de 2013, quando a estação da Gávea começou a ser construída, o governador era Sérgio Cabral. As obras andavam a passos lentos até que foram totalmente paralisadas em meados do segundo semestre de 2014, quando o governador era o Luiz Fernando Pezão. Pezão ficou governador até o final de 2018 e a estação da Gávea foi totalmente esquecida. Aliás, esqueceram dela em 2014, mas com a cortina de fumaça do oba oba das Olimpíadas, passou direto pela Gávea. Aliás, o metrô passa direto pela Gávea até hoje, através de uma outra gambiarra, ali pouco depois do Leblon. E tanto Pezão quanto Cabral foram presos justamente por corrupção em muitas coisas, uma delas, a obra do metrô. Em 2019, assumiu o governo Witzel, que nada resolveu sobre a estação.(Leia mais)