As palmeiras talipot e a temporalidade na paisagem, de Ivete Farah

Neste artigo, a arquiteta, paisagista  e Doutora em Urbanismo, Ivete Farah, destaca que a paisagem urbana não é apenas espaço, mas tempo acumulado. Entre ciclos de crescimento, espera e desaparecimento, certos elementos vegetais tornam-se marcadores sensíveis da relação entre natureza, projeto e memória. Vale a leitura ! Urbe CaRioca As palmeiras talipot e a temporalidade na paisagem Por Ivete Farah E mais uma vez ocorre o grande espetáculo das palmeiras talipot em flor! Os impactantes elementos vegetais da espécie Corypha umbraculifera, plantados por Roberto Burle Marx no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, voltam a exibir suas inflorescências na paisagem (fig.1). Numa conjunção fortuita de beleza singular, 12 exemplares chamam atenção na paisagem da extensa área verde, sendo 2 deles na fase de frutificação (fig.2).   O parque é fortemente marcado pela presença desta palmeira, o que lhe imprime(Leia mais)

Sítio Burle Marx: uma boa notícia

O sítio Burle Marx, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é o novo candidato brasileiro a Patrimônio Cultural da Humanidade. A candidatura será apreciada pelo Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco em 2020. Mas antes disso, na reunião deste ano, daqui a dois meses, o comitê vai decidir sobre outras candidaturas. As cidades de Paraty e de Angra dos Reis concorrem na categoria de Patrimônio Cultural e Natural, com a importância do centro histórico e de várias reservas biológicas na região. O sítio Burle Marx tem 400 mil metros quadrados de verde e paz, um refúgio que Burle Marx começou a criar comprando terras em Barra de Guaratiba, no começo do século passado. O paisagista era um colecionador nato. Só de plantas, reuniu 3,5 mil espécies . A casa onde ele viveu guarda as outras coleções,(Leia mais)