Marquise do Theatro Municipal corre risco de desabar e expõe abandono do patrimônio histórico

Mais do que um problema de manutenção, a deterioração da marquise do Theatro Municipal do Rio expõe uma contradição recorrente na gestão do patrimônio público: bens históricos de enorme valor costumam receber atenção apenas quando o desgaste já representa risco. Em um edifício tombado e símbolo da cultura brasileira, infiltrações, fissuras e sinais de comprometimento estrutural levantam dúvidas sobre a eficácia das políticas de conservação preventiva. O alerta de especialistas também vai além da preservação histórica. Em uma área de grande circulação de pedestres, qualquer falha estrutural pode colocar vidas em risco, tornando a questão um problema de segurança pública. A demora em responder às denúncias reforça um modelo de gestão marcado por ações emergenciais, em vez de manutenção contínua, o que aumenta custos, acelera a degradação e ameaça a integridade de um dos principais patrimônios culturais do país. Urbe(Leia mais)

Agressão ao Rio – alvo: Parque do Flamengo

Divulgamos na Página Urbe CaRioca do Facebook a informação apresentada por Leonel Kaz sobre uma construção em andamento em área pública situada na orla marítima entre os bairros de Botafogo e Flamengo. O local é  o canteiro central que separa as pistas, para automóveis, do Parque do Flamengo, e fica na confluência das Avenidas das Nações Unidas e Rui Barbosa, proximidades da Praça Canoinhas. Abaixo, novos esclarecimentos trazidos também por Leonel Kaz e igualmente divulgados naquela rede social. Nada haverá que justifique tal desfaçatez da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, mais uma na política de urbanismo desastrosa nas últimas gestões municipais, que este site urbano-carioca acompanha com desgosto. É importante lembrar que a área tombada do Aterro do Flamengo — oficialmente denominado Parque Brigadeiro Eduardo Gomes — compreende aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados de paisagem construída pelo(Leia mais)

Campanha do Arquivo Nacional busca aparelhos VHS para resgatar a memória audiovisual do país

Em uma época em que a tecnologia avança em ritmo acelerado e transforma constantemente as formas de armazenamento de informação, equipamentos considerados ultrapassados voltam a ganhar importância estratégica. É o caso dos aparelhos de videocassete (VHS), que se tornaram peça fundamental para um esforço de preservação histórica liderado pelo Arquivo Nacional. Diante da dificuldade de encontrar equipamentos em funcionamento, a instituição lançou uma campanha para arrecadar videocassetes e garantir a digitalização de cerca de 10 mil fitas que guardam registros valiosos da memória política, social e cultural do Brasil. Urbe CaRioca Arquivo Nacional pede doação de aparelhos VHS para salvar acervo histórico com 10 mil fitas Campanha busca equipamentos cada vez mais raros para digitalizar registros audiovisuais e preservar parte da memória do país Por Mariana Motta – Diário do Rio Link original Em uma corrida contra o tempo para(Leia mais)

Repouso das polacas, de Danilo Marques

Poucos lugares revelam de forma tão marcante uma história esquecida quanto o chamado Cemitério das Polacas. Ali estão sepultadas mulheres que chegaram ao Brasil vindas principalmente do Leste Europeu e que, apesar da exclusão e do preconceito que enfrentaram, deixaram uma trajetória que integra a memória social e cultural do país. A reportagem “Repouso das Polacas”, da Revista Piauí, lança luz sobre esse espaço e sobre as vidas que ele preserva. A recuperação dessa história tem como uma de suas principais referências o trabalho da historiadora Beatriz Kushnir. Suas pesquisas ajudaram a resgatar a memória das mulheres enterradas no local, contribuindo para a preservação do cemitério e para o reconhecimento de um capítulo muitas vezes silenciado da imigração judaica no Brasil. Urbe CaRioca Repouso das polacas Danilo Marques – Revista Piauí Link original No fim da década de 1960, a(Leia mais)

Sempre o Gabarito: a novela continua

Depois de liberada a construção de um espigão no Centro do Rio – na área livre conhecida como Buraco do Lume – o projeto para o Catumbi tira da sala parte do bode e o amarra na Avenida Presidente Vargas. A saga continua com leilões na Zona Portuária e na Pedra do Sal. A conta está cada vez mais salgada, o Rio à beira do Buraco. Abaixo, links para as reportagens publicadas pela grande mídia. Urbe CaRioca Praça Onze Maravilha: número de emendas a projeto travou votação na Câmara do Rio Nas negociações, a prefeitura concordou em rever o gabarito de 92 metros Por Luiz Ernesto Magalhães – O Globo Link original Depois de quase três semanas de negociações e adiamentos, a Câmara de Vereadores do Rio deve votar nesta quarta-feira a versão final do projeto Praça Onze Maravilha, que(Leia mais)

MPRJ aciona o STJ para suspender as obras relacionadas à concessão do Jardim de Alah

A Subprocuradoria-Geral de Justiça de Recursos Constitucionais do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (SUBREC/MPRJ), por meio da Assessoria de Recursos Constitucionais Cíveis (ARC Cível), solicitou à Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determine a suspensão imediata de qualquer obra relacionada ao empreendimento imobiliário previsto para o Jardim de Alah, na Zona Sul do Rio. O pedido de concessão de efeito suspensivo ativo foi apresentado no dia 27 de fevereiro, em recurso especial interposto pelo MPRJ, que busca reverter decisão da 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a qual manteve extinta ação popular que questionava a legalidade do processo administrativo de concessão da área pública. Na manifestação, o MPRJ destaca a urgência na análise do caso para evitar a descaracterização do bem público tombado, diante da(Leia mais)

MPF pede paralisação das obras no Jardim de Alah

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão imediata das obras no Jardim de Alah, área tombada que liga Ipanema ao Leblon e conecta o mar à Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O projeto, conduzido pela concessionária Rio Mais Verde, prevê a instalação de lojas, restaurantes, supermercado, anfiteatro e centenas de vagas de estacionamento, além da derrubada de 90 árvores — mudanças que, segundo o MPF, descaracterizam o patrimônio histórico e podem causar sérios danos ambientais. A ação reforça os questionamentos já apresentados pelo Ministério Público do Estado do Rio e pela Associação dos Moradores e Defensores do Jardim de Alah (AMDJA), que reuniu mais de 30 mil assinaturas contra a intervenção. Para os críticos, a concessão viola a Lei Orgânica do Município e ignora o tombamento definitivo(Leia mais)

Rio de Janeiro histórico: dez igrejas tombadas que guardam arte, fé e música

O Rio de Janeiro não guarda apenas as paisagens que lhe renderam fama mundial. Em meio ao Centro da cidade, a poucos passos de distância, estão algumas das mais belas igrejas do Brasil, verdadeiros testemunhos de quase quatro séculos de história. Entre talhas douradas, azulejos portugueses, pinturas ilusionistas e esculturas de mestres do período colonial, esses templos são mais do que espaços de fé: são guardiões da memória artística, cultural e política do país. Visitar essas igrejas é percorrer um roteiro que vai do barroco exuberante ao refinamento do rococó e à sobriedade neoclássica, passando por episódios marcantes como coroações imperiais, milagres populares e manifestações religiosas que moldaram a identidade do Rio. Além da riqueza arquitetônica e das obras de arte, muitos desses espaços oferecem visitas guiadas e concertos, transformando cada parada em uma experiência única de contemplação e aprendizado.(Leia mais)

Último casarão da Lagoa: memória carioca apagada pela especulação imobiliária

Não causou surpresa o destombamento de um dos últimos casarões históricos de frente para o espelho d’água mais famoso do Rio de Janeiro e que está prestes a desaparecer. Construído no início do século XX e marcado pelo charme arquitetônico de uma época em que Ipanema ainda preservava traços de bairro residencial, o imóvel localizado na Avenida Epitácio Pessoa, esquina com a Rua Joana Angélica, teve seu tombamento cancelado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em junho. A decisão abre caminho para a demolição e alimenta o avanço de novos empreendimentos no ponto mais cobiçado da Zona Sul. Ao modificar o decreto que, na época do tombamento definitivo (em 2002),  justificava que a casa “representa um marco referencial na paisagem da cidade e possui um grande valor afetivo para o carioca, considerando a necessidade de se adotarem medidas(Leia mais)

Um dia, um Jardim de Alah

  Vai vendo… Vai sentindo…sem banalizar e esquecer os responsáveis, não só o Prefeito que liderou o projeto, mas os servidores públicos (técnicos, dirigentes e conselheiros,) sobretudo dos órgãos de proteção ao patrimônio tombado e órgãos de proteção ambiental, que compactuaram com a sua aprovação. Sua função de Estado, e não de governo deveria ser a garantia, para a população, de que preservação é sinônimo de manutenção e proteção dos bens patrimoniais. Esta marca compromete as suas biografias, levando ladeira abaixo décadas de construção da política patrimonia! Lamentável para eles, e para nós, cidadãos que, por consequência, perdemos nosso patrimônio comum que eles tinham o dever de proteger e garantir. Créditos: Texto: Sonia Rabello Vídeo: Marília Lins Pinto