Mais sobre as finadas árvores do bairro do Flamengo

A coluna Ancelmo Góis, no jornal O Globo, e outras mídias, trazem notícias sobre o terreno do antigo Colégio Bennet, no bairro do Flamengo.

Uma decisão judicial reacendeu o debate sobre preservação ambiental e memória urbana na Zona Sul do Rio de Janeiro. A 5ª Vara de Fazenda Pública da Capital concedeu liminar determinando a paralisação imediata das obras de construção de 400 unidades habitacionais no terreno do antigo Colégio Bennett, no bairro do Flamengo, área arrematada em leilão pela TGB Empreendimentos Imobiliários Ltda. e pelo Banco BTG Pactual S.A.

A medida atende a uma ação popular que aponta possíveis danos ao patrimônio ambiental, histórico e cultural da região, decorrentes da supressão de árvores e da descaracterização de um espaço simbólico para a comunidade local.

A barbaridade urbano-carioca não surpreende este blog diante da má política de urbanismo que assola o Rio de Janeiro em mais um mandato do prefeito Eduardorian Gray Paes.

A declaração do chefe do Executivo Municipal no evento Rio Construção Summit não deixa dúvidas a respeito:

– É uma alegria enorme estar aqui vendo esse setor tão importante para a nossa economia se reunindo no Rio para discutir o Brasil. No que depender da Prefeitura do Rio, vamos Rexibilizar a legislação, facilitar a vida de vocês, mudar parâmetro construtivo, ousar nas grandes intervenções de infraestrutura. Faremos coisas como isso aqui, embaixo da gente é um aterro e temos 9 km de túnel. Era um lugar abandonado e passou a ser um ponto de referência. E isso só é possível com um setor de construção civil forte e pujante – afirmou o prefeito Eduardo Paes.

O MPRJ age tarde demais. Inês é morta tal e qual as setenta e uma árvores. Deveria ter se adiantado.

Urbe CaRioca

Justiça do Rio ordena paralisação da obra no terreno do antigo Colégio Bennett, no Flamengo

Ação popular alertou sobre o corte de diversas árvores sem a devida consideração de seu valor histórico, cultural e imaterial

Por Ancelmo Gois – O Globo

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Área do antigo Colégio Bennett, no Flamengo, após a derrubada de mais de 70 árvores para a construção de um empreendimento imobiliário — Foto: Reprodução

A 5ª Vara de Fazenda Pública da Capital concedeu uma liminar para determinar a paralisação imediata da obra de construção de 400 unidades habitacionais no terreno onde funcionava o antigo Colégio Bennett, localizado na Rua Marquês de Abrantes, 55, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio. O terreno foi arrematado em leilão pela TGB Empreendimentos Imobiliários Ltda. e pelo Banco BTG Pactual S.A.

A tutela foi deferida na ação popular ajuizada por Licínio Machado Rogério contra o Município do Rio de Janeiro e a construtora TGB. Ele alega que as obras promoveram o corte de diversas árvores sem a devida consideração de seu valor histórico, cultural e imaterial, configurando lesão ao patrimônio coletivo e à memória social da comunidade, além de causar grave dano ambiental.

A decisão do juiz Wladimir Hungria proíbe a construtora de realizar qualquer novo corte, supressão, poda drástica ou remoção de árvores no interior do terreno do antigo Colégio Bennett, incluída a palmeira da Rua Senador Vergueiro, bem como as árvores localizadas em vias públicas e áreas verdes adjacentes, inclusive calçadas, canteiros, praças e logradouros do entorno, notadamente a Travessa dos Tamoios.

O magistrado determinou, ainda, que o Município do Rio de Janeiro embargue imediatamente a obra, fiscalizando a paralisação ora determinada. Foi fixada multa diária no valor de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.

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