Iphan embarga construção de torre cenográfica no Centro Cultural dos Correios que encobria prédio tombado

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) embargou a construção de uma torre cenográfica que faz parte da exposição “O Redentor” e encobre a fachada lateral da Casa França-Brasil, bem tombado, no Centro do Rio, feita sem autorização no Centro Cultural dos Correios.

Urbe CaRioca

Iphan embarga construção de torre feita pelo Centro Cultural dos Correios que encobria prédio tombado

Célia Costa – O Globo

Link original

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) embargou a construção de uma torre cenográfica, feita de cimento e tijolos, no Centro Cultural dos Correios, no Centro. A instalação artística, que faz parte da exposição “O Redentor”, do artista Ribahi, transformou-se em motivo de discórdia por estar encobrindo a fachada lateral da Casa França-Brasil, que é um bem tombado e divide a mesma pracinha. Leia mais

Propaganda da Disney é projetada no costão do Pão de Açúcar

No monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foram projetadas na noite desta 2ª feira, imagens de personagens da Disney como uma espécie de letreiro, sendo utilizados dezenas de refletores, o que pode ter gerado danos irreversíveis devido ao impacto causado pelas luzes na fauna e flora da região. O Fórum de Planejamento Urbano (FPU) detalha o caso e a indignação causada em vários grupos de associação de moradores, ambientalistas, entre outros. Leia mais

Iphan disponibiliza gratuitamente milhares de publicações sobre patrimônio brasileiro

por 

Desde sua fundação em 1937, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem constituído e conservado um dos maiores acervos bibliográficos, documentais e iconográficos do Brasil. Ao todo, são 13 bibliotecas que guardam mais de 500 mil livros e periódicos, e estão interligadas entre si e às principais bibliotecas do país. Deste rico material, parte considerável está disponível online – e gratuitamente – na plataforma online do Instituto.

Um dos mais importantes acervos do Iphan é o Arquivo Central que reúne os dados registrados sobre os bens tombados como Patrimônio Material nos Livros do Tombo (Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Histórico; das Belas Artes; e das Artes Aplicadas). O Patrimônio Imaterial está agrupado por categoria e inscrito nos Livros de Registro (dos Saberes; das Celebrações; das Formas de Expressão; e dos Lugares).

As Cartas Patrimoniais compõem outro acervo de grande valor e apresentam as recomendações referentes à proteção e preservação do Patrimônio Cultural, elaborados em encontros em diferentes épocas e partes do mundo. Somam-se a esses acervos, os títulos publicados pelo Iphan que proporcionam ao público em geral o acesso a obras essenciais ao conhecimento do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Os documentos do Iphan foram divididos nas seguintes categorias:

Bibliografia Geral do Patrimônio Leia mais

Morro do Pasmado: o tombamento ignorado! , de Sonia Rabello

Dando continuidade à discussão sobre a questão do Morro do Pasmado, publicamos o artigo da professora e advogada Sonia Rabello, publicado originalmente no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, no qual se destaca que, em 1938, o IPHAN fez tombamentos públicos importantes, incluindo o dos “morros do Distrito Federal“.

“Na época, a Cidade do Rio era o Distrito Federal. Logo, o Pasmado encontra-se tombado. Além disso, o Morro/Mirante tem outra proteção como patrimônio cultural; é entorno protegido, inserido na área de amortecimento da Paisagem Cultural Carioca !”, afirma. Boa leitura. Leia mais

Vende-se um morro – Pasmado anos 60, de André Decourt

Artigo sobre a História do Pasmado e a cobiça pelo morro, de André Decourt. Leitura imprescindível.

Urbe CaRioca

Vende-se um morro – Pasmado anos 60

por Andre Decourt – Publicado originalmente no blog foi um RIO que passou 

O post de hoje é um resumo de recortes dos jornais Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal do Brasil entre os anos de 1965 e 1971 acerca das várias tentativas, nem todas lícitas, de se vender o Morro do Pasmado para um grupo hoteleiro, mais especificamente o Hilton. Este estudo singelo me ajudou a proferir as breves palavras no sábado passado na manifestação contra a cessão ilegal do Mirante para uma nebulosa associação. Leia mais

Morro do Pasmado: Manifestação pela proteção do Parque Público

O Mirante do Pasmado precisa de policiamento, apenas. Não de um museu, jamais de uma construção, nunca um obelisco sobre a Enseada de Botafogo. Os que defendem a obra não querem o Museu do Holocausto, mas, visibilidade.

Ou, o Museu seria bem-vindo em outro local, adequado à paisagem urbana e natural, dentro da área aedificandi da Cidade, não em um Parque Público conquistado pela sociedade há mais de meio século, classificado como área non-aedificandi. Leia mais

Não é a primeira vez que querem ocupar o Morro do Pasmado

A imagem acima mostra o projeto de urbanização da área e indica a criação do parque público, todo classificado como área não edificante.

No blog Foi um Rio que passou , André Decourt descreve um histórico das tentativas de construção, até mesmo de um hotel, no alto do Morro do Pasmado. As mesmas não foram adiante devido às manifestações contrárias da população, razão pela qual o parque foi mantido por tantas décadas. Leia mais

“Por que o Rio de Janeiro pode perder o título de Patrimônio Mundial ?”, de Rafael Winter Ribeiro

Dando continuidade ao debate sobre a possível e inadequada construção de um Museu do Holocausto no Morro do Pasmado, local escolhido pelo prefeito do Rio para a homenagem, composto por um obelisco com cerca de 20 metros de altura sobre larga base na qual estariam auditório e café/restaurante, além de jardins no seu entorno, publicamos o artigo do geógrafo Rafael Winter Ribeiro.

Rafael destaca que, para o ICOMOS, Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, órgão que assessora a UNESCO, além do alto impacto provável desta intervenção, as medidas tomadas para liberação da obra chamam atenção. “São agravantes o fato de estudo técnico de impacto ao patrimônio mundial não ter sido realizado, apesar das constantes solicitações do ICOMOS-Brasil, além de a população em momento algum ter sido ouvida sobre o assunto”, afirma. Leitura essencial para o entendimento do caso. Leia mais

Comentários na mídia e nas redes sociais sobre o Museu do Holocausto

Conforme já foi ratificado em posts anteriores, este blog é favorável a que a cidade receba a construção de um Museu do Holocausto. Entretanto, mantém a opinião de que o Morro do Pasmado, local escolhido pelo prefeito do Rio para a homenagem, é completamente inadequado. Dando continuidade ao debate sobre a questão, reproduzimos abaixo algumas opiniões publicadas na mídia impressa e nas redes sociais, nos últimos dias, sobre o Museu do Holocausto. Leia mais

SIM AO MUSEU DO HOLOCAUSTO, NÃO NO MORRO DO PASMADO

 

Este blog é favorável a que a cidade receba a construção de um Museu do Holocausto, ao tempo que mantém a opinião de que o local escolhido pelo Prefeito do Rio para a homenagem é completamente inadequado: O Morro do Pasmado, local que já foi ocupado por uma favela e hoje abriga um parque e um mirante, de onde se desfrutam as mais belas paisagens cariocas (v. links para os demais artigos sobre o assunto no final desta postagem).

Conforme noticiado pela grande imprensa, começaram as providências para o início das obras, inclusive com a marcação das árvores que serão cortadas.

A AMAB – ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE BOTAFOGO, que tem a mesma visão, criou um abaixo-assinado para quem quiser se manifestar contrariamente à decisão do alcaide, com foco exclusivo na defesa da paisagem. A seguir, o texto e o link para acesso ao documento.

Urbe CaRioca  

 

Ajude a defender o Parque Municipal do Pasmado. É urgente!!!*

AMAB – ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE BOTAFOGO criou este abaixo-assinado para pressionar Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro Prefeito Marcelo Crivella.

 

Abaixo-assinado

A área verde do Parque Municipal do Pasmado, com sua linda vista da baía de Guanabara, sua vegetação e seus pássaros, vai ser substituída por um obelisco em memória ao Holocausto. É isso mesmo! A prefeitura cedeu essa área pública para a construção de um prédio particular de grandes proporções com anfiteatro, salas de exposição e um museu, além de um obelisco com 22 metros de altura, que provocarão um dano irreversível na nossa paisagem tombada pela UNESCO. Leia mais

MORRO DO PASMADO E A PAISAGEM MACULADA – HOMENAGEM E DESPRESTÍGIO

Não é a primeira vez que a Enseada de Botafogo e seu entorno – parte da paisagem urbana que deu título da UNESCO ao Rio de Janeiro – são ameaçadas por elementos estranhos.

Houve quem quisesse instalar uma dupla inesperada na beira d´água – estátuas de Mané Garrincha e de Machado de Assis lado a lado, próximo ao Morro da Viúva que ninguém vê -, salpicar o piso do calçadão de estrelas pretas, e instalar um chafariz no espelho d’água. Por ali também foi cogitada a instalação do monumento às vítimas do Holocausto, objeto desta postagem. Leia mais

CRISTO CARIOCA PODE SALVAR ORLA DO RIO DA DESORDEM URBANA

CrôniCaRioca

 

No último dia 21 a Coluna Gente Boa (Segundo Caderno, OG) publicou:

“Todos os totens publicitários instalados na orla da cidade terão que ser retirados do calçadão, assim como os aspersores de água, mais conhecidos como ‘cuca fresca’. A prefeitura e a Orla Rio, que administra os quiosques, vão ser notificadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), que já autuou a Arquidiocese por ter colocado uma réplica do Cristo Redentor no Calçadão do Leme. A orla, como se sabe, é tombada como ‘paisagem cultural do Rio’. Só vão poder permanecer à beira-mar os mapas com informações turísticas”. E mais: “A Arquidiocese do Rio tem até o dia 19 de julho para tirar, do Leme, a réplica do Cristo. O prazo foi definido ontem pelo Inepac. A escultura, de quase quatro metros de altura, foi instalada no calçadão numa campanha beneficente sem a autorização do Iphan e do Inepac”.

A notícia remete imediatamente a um fato notório e triste: a orla do Rio de Janeiro está caótica em termos de desordem urbana. É parte da cidade tombada, classificada como Área de Proteção Ambiental – APA, e uma das responsáveis pelo título de Patrimônio da Humanidade na categoria Paisagem Urbana.

Calçadas do Leme, de Copacabana, Ipanema e do Leblon estão tomadas por equipamentos de propaganda (o que é proibido por lei), camelôs nacionais e importados expõem mercadorias no piso de pedras portuguesas que devia ser livre para todos caminharem e terem acesso ao mar; quiosques oficiais se agigantaram e os “donos do pedaço” isolaram áreas de mesas e cadeiras com jardineiras que formam muros, empachando sobremaneira a paisagem. Na areia, barracas de vendedores são fontes de feiura com caixas de isopor, caixotes, pilhas de cadeiras e de barracas que não se consegue esconder com faixas de plástico rasgadas e sujas. Na luta pelo cliente, cartazes trazem o nome dos “donos” e anunciam ofertas variadas, pois a concorrência é grande! Chuveirinhos e torneiras para lavar os pés funcionam à custa de bombas barulhentas e poluentes.

Diga-se que a bagunça não é de hoje. A esperança de melhorar a paisagem e a organização dos barraqueiros quando o prefeito anterior anunciou um modelo de barraca pequeno, com desenho leve e estrutura branca, foi por terra – ou pela areia – poucos anos depois.

Cabe aqui um parêntese. É verdade que vários itens acima levam conforto aos usuários, mas também é verdade que o desvirtuamento e a ocupação indiscriminada das calçadas são responsáveis pela poluição visual inaceitável nos nossos cartões-postais.

Eis que, de repente, um cristo pode ser o salvador da orla do Rio de Janeiro. Não o que viveu há dois mil anos, e, sim, uma réplica da estátua do Cristo Redentor colocada no calçadão do Leme a título de ilustrar uma campanha beneficente.

Quem sabe o cristo carioca poderá livrar orla carioca da desordem urbana? Se for assim, a instalação irregular terá sido uma bênção! Como antigamente, levaremos baldinhos para lavar os pés com a água do mar na hora de voltar para casa.

Urbe CaRioca