Vagão de Dom Pedro II: a disputa entre Rio e Petrópolis e o desafio de preservar a história

A proposta de transferir para Petrópolis o Carro Imperial, vagão construído em 1886 para transportar Dom Pedro II e sua família, reacendeu o debate sobre a preservação do patrimônio histórico brasileiro e o acesso público a esse legado. Enquanto um abaixo-assinado defende a transferência da peça para o Museu Imperial, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) rejeita a mudança e promete restaurar o Museu do Trem, no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio de Janeiro, fechado à visitação desde 2019. Mais do que decidir em qual cidade o vagão original deve ficar, o essencial é garantir sua preservação e a reabertura do Museu do Trem. Onde quer que a peça histórica permaneça, a outra cidade poderia receber uma réplica, permitindo valorizar a memória imperial sem comprometer o acesso da população a esse patrimônio. Urbe CaRioca(Leia mais)

Decretar não basta: o tempo que separa o decreto da solução

O desabamento de parte de um dos casarões do Cosme Velho expôs um problema sempre alertado por moradores: a deterioração de imóveis históricos e a dificuldade do poder público para transformar diagnósticos de risco em ações efetivas. A resposta da Prefeitura declarou os casarões n. 362 e 370 da Rua Cosme Velho como de utilidade pública para fins de desapropriação, além de anunciar e novas “desapropriações”, incluindo a Casa Portinari e o Solar dos Abacaxis. Há diferença importante entre anunciar a desapropriação e resolver o problema. O decreto de utilidade pública não importa na compra imediata do imóvel. É apenas o início de um processo para que a propriedade possa ser incorporada ao patrimônio público e, posteriormente, receber uma nova destinação. No caso do Cosme Velho, a Prefeitura fala em leilões e recuperação, mas ainda há um caminho administrativo e(Leia mais)

A batalha perdida pela Torre Eiffel da Rua do Ouvidor

Registro sobre uma das joias arquitetônicas entre muitas que o Rio de Janeiro teve e que, por diferentes circunstâncias, deixou desaparecer. A história da Torre Eiffel da Rua do Ouvidor é também a história de uma cidade que, diante da possibilidade de preservar um de seus mais expressivos símbolos urbanos, não conseguiu — ou não quis — fazê-lo. O edifício que durante décadas marcou a paisagem, o comércio e a memória afetiva do centro carioca foi demolido em 1967, apesar dos alertas de Rubem Braga, da mobilização de órgãos de patrimônio e da atuação de nomes como Lúcio Costa. O que aconteceu com a Torre Eiffel revela, assim, muito mais do que a perda de uma construção: expõe as fragilidades de uma política de preservação que, entre interesses imobiliários, disputas institucionais e hesitações administrativas, permitiu que uma parte insubstituível da(Leia mais)

Palacete Imperial: Anos de abandono e uma cidade que deixa a própria história ruir

Enquanto o Centro do Rio volta a atrair investimentos, novos empreendimentos e projetos de revitalização, parte de sua história continua entregue à deterioração. O contraste é brutal: a poucos passos de áreas que simbolizam a promessa de renascimento da região central, o Palacete Imperial, localizado na região da Praça da República, permanece abandonado, interditado há 18 anos e exposto a um risco que já deveria ter mobilizado soluções concretas. Não há justificativa administrativa, financeira ou burocrática capaz de explicar quase duas décadas de descaso com um edifício histórico localizado em uma das regiões mais emblemáticas do Rio. Entre disputas de responsabilidade, projetos que não avançam, sucessivas vistorias e promessas de restauração, o tempo fez o que a omissão permitiu: agravou a degradação de um patrimônio que deveria estar protegido. O caso do Palacete Imperial é mais do que a história de(Leia mais)

Curso Livre Centro do Rio,  ministrado pelo escritor André Luis Mansur na

Escritor André Luis Mansur abre novas vagas para curso sobre a história do Centro do Rio de Janeiro A história do Rio de Janeiro pode ser contada a partir de suas ruas, praças, igrejas, prédios e lugares que ajudaram a construir a identidade da cidade. É justamente essa trajetória que será apresentada no Curso Livre Centro do Rio, ministrado pelo jornalista, memorialista e escritor André Luis Mansur, na Casa 11 Sebo e Livraria, em Laranjeiras. Como a primeira turma teve as vagas esgotadas rapidamente, uma nova turma foi aberta para quem deseja conhecer, em ordem cronológica, a história do Centro do Rio de Janeiro, desde os seus primeiros períodos de formação até os diferentes momentos que marcaram a transformação da região ao longo do tempo. O curso será realizado em quatro aulas, sempre às quartas-feiras, às 18h, nos dias 16(Leia mais)

Do patrimônio ao “balcão” de vendas: o abandono que ameaça um chafariz de 209 anos no Rio

Um patrimônio de 209 anos, testemunha de diferentes momentos da história do Rio de Janeiro, deveria ser tratado como parte viva da memória da cidade. No entanto, o Chafariz da Rua Riachuelo, tombado pelo Iphan desde a década de 1930, hoje expõe não apenas as marcas do abandono, mas também uma inversão preocupante de sua função: a estrutura histórica passou a servir como balcão improvisado para a venda de mercadorias por camelôs, enquanto pichações e sinais de deterioração avançam sobre um monumento que deveria estar sob proteção permanente do poder público. Urbe CaRioca Chafariz de 209 anos no Centro do Rio vira ‘balcão’ de vendas para camelôs Monumento construído em 1817, na Rua Riachuelo, está em péssimo estado de conservação, apesar de ser tombado pelo Iphan há quase nove décadas Por Victor Serra – Diário do Rio Link original Um(Leia mais)

Restaurante histórico do Palácio Capanema será reaberto depois de quatro décadas

O Palácio Gustavo Capanema, um dos maiores símbolos da arquitetura moderna brasileira e da vida cultural do Rio de Janeiro, prepara-se para recuperar uma parte importante de sua própria memória. Após cerca de quatro décadas, o restaurante histórico instalado no terraço do edifício deverá voltar a funcionar, reabrindo ao público um espaço que, entre as décadas de 1940 e 1960, serviu como ponto de encontro de intelectuais, artistas e funcionários públicos. A retomada acontece após a ampla restauração do prédio e reforça a intenção de devolver ao Capanema não apenas sua arquitetura original, mas também o papel de espaço vivo de convivência e cultura no coração da cidade. A abertura do espaço ao público é ação direta pela revitalização do Centro, ao contrário de gabaritos liberados  (à custa de aumentar as construções e a altura dos prédios na Zona Sul,(Leia mais)

Marquise do Theatro Municipal corre risco de desabar e expõe abandono do patrimônio histórico

Mais do que um problema de manutenção, a deterioração da marquise do Theatro Municipal do Rio expõe uma contradição recorrente na gestão do patrimônio público: bens históricos de enorme valor costumam receber atenção apenas quando o desgaste já representa risco. Em um edifício tombado e símbolo da cultura brasileira, infiltrações, fissuras e sinais de comprometimento estrutural levantam dúvidas sobre a eficácia das políticas de conservação preventiva. O alerta de especialistas também vai além da preservação histórica. Em uma área de grande circulação de pedestres, qualquer falha estrutural pode colocar vidas em risco, tornando a questão um problema de segurança pública. A demora em responder às denúncias reforça um modelo de gestão marcado por ações emergenciais, em vez de manutenção contínua, o que aumenta custos, acelera a degradação e ameaça a integridade de um dos principais patrimônios culturais do país. Urbe(Leia mais)

MPRJ obtém sentença para recuperação da Estação Ferroviária de Marechal Hermes

Após anos de abandono e deterioração, a histórica Estação Ferroviária de Marechal Hermes, inaugurada em 1913 e tombada como patrimônio cultural do Rio, deverá passar por recuperação. Em decisão obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Justiça determinou que a SuperVia, o Estado e o Município elaborem, em até 90 dias, um plano de restauração do imóvel. A sentença busca garantir a preservação de um dos mais importantes bens históricos da Zona Norte, cujo estado crítico ameaça sua integridade arquitetônica e cultural. Embora a sentença do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) tenha condenado formalmente a SuperVia, o Estado e o Município a promoverem sua recuperação, devido às informações de que operação dos trens urbanos do Rio de Janeiro passou, desde o dia 30 de maio, a ser realizada pela Trens RJ,(Leia mais)

Após polêmica, Prefeitura do Rio veta licença para condomínio em em terreno do antigo Colégio da Providência

O portal Tempo Real informou nesta quinta-feira que o prefeito Eduardo Cavaliere anunciou que a Prefeitura do Rio não concederá licença para a construção de um empreendimento residencial no terreno do antigo Colégio da Providência, em Laranjeiras. Segundo o prefeito, “não houve, não há e nem haverá licenciamento” para o projeto, destacando que a proximidade com a Área de Proteção Ambiental (APA) São José exige critérios rigorosos e que a prioridade deve ser a preservação da área verde e do patrimônio histórico. É uma informação que contrasta com o que vinha circulando nas redes sociais, inclusive sobre a manifestação de moradores programada para protestar contra a obra. A declaração da Prefeitura indica que, ao menos neste momento, o projeto não receberá autorização municipal. Ainda assim, resta acompanhar os próximos desdobramentos, incluindo eventual posicionamento da incorporadora e possíveis mudanças no destino(Leia mais)