O feminino da Administração Pública

Caros Leitores,

O título deste post é o mesmo do livro que será lançado na próxima terça-feira, dia 12 de abril.

Tive a honra de ser convidada pela arquiteta Carla Cabral – idealizadora e organizadora da obra – para integrar um grupo de servidoras públicas, na ativa ou não, e relatar suas experiências profissionais, especialmente sob a ótica feminina. Embora o tema de base fosse ligado à condição de ser mulher, Carla nos deu total liberdade: tanto poderíamos nos restringir a considerar interferências externas – positivas ou negativas – no desempenho pessoal apenas pelo fato de sermos mulheres, quanto a analisar a existência de diferenças no trato da outra parte para conosco – e vice-versa, pelo mesmo motivo. De fato, cabem muitas interpretações ao assunto abrangente que jamais poderia ser visto de modo unívoco.

O convite trouxe em si algo de instigante. Por sempre ter tido a crença de que o que importa são o mérito e a competência, os quais, em tese, deveriam suplantar a questão do gênero, de início fiquei surpresa com a proposta. Posto o desafio, a ideia de Carla me levou a refletir sobre aquelas questões – interferências, diferenças comportamentais -, inclusive sobre o meu próprio comportamento durante alguns episódios que ocorreram ao longo dos trinta e cinco anos que dediquei ao serviço público. O que fiz ou deixei de fazer por ser mulher? O que poderia ter feito de outro modo, melhor, e o lado feminino impediu?

A busca pelas memórias me levou à Faculdade de Arquitetura e ao início da carreira, trazendo de volta histórias quase esquecidas, passagens curiosas e até pitorescas, sucessos, frustrações, alegrias, decepções… Tanto tempo e tantas experiências não caberiam em um artigo!

No texto que compõe O FEMININO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA relato parte da minha vida como servidora pública, da qual tenho orgulho.

À Carla Cabral, parabéns pela bela iniciativa e muito obrigada pela oportunidade única de repassar um período profissional importante e contar em algumas páginas o que vivi, páginas que terão sempre a companhia de tantas colegas valorosas. Que nossos relatos frutifiquem e sejam bons exemplos para as novas gerações.

Curiosamente, o livro é lançado neste abril de 2022, quando o Urbe CaRioca completa dez anos. É hora de renovar o meu agradecimento aos muitos que o acompanham, com ele colaboram e incentivam a sua continuidade, em especial aos jornalistas Marilia Martins e Marcelo Copelli: Marília foi mentora da criação do blog; Marcelo, além de responsável pela organização e divulgação dos textos, é colaborador e co-autor de diversos artigos.

O convite para o lançamento do livro contém os nomes de todas as autoras.

Rio de Janeiro, 06 de abril de 2022.

Andréa Albuquerque Garcia Redondo

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