Uma Festa Portuguesa, que Beleza (de Chico pra Chico), de Francisco Fonseca

CrôniCaRioca

A poesia do Arquiteto Francisco Fonseca pega emprestados versos de seu xará, os mistura à sua não menos inspirada poesia, e pede lições à “terrinha” para o bem de seu país irmão. De um Chico, maranhense que abraçou o Rio, para o Chico do Brasil, o Francisco Buarque de Holanda, nascido nesta cidade do Rio de Janeiro, a Urbe CaRioca.

Urbe CaRioca

Uma Festa Portuguesa, que Beleza (de Chico pra Chico)

(Os versos em negrito são da música Tanto Mar, do Buarque)

Reuters/Pedro Nunes

Foi bonita a festa, pá
Ficaste contente
E eu cá também, meu xará
Vendo toda aquela gente
Numa alegria pungente
Indo pra rua votar
Uma festa portuguesa
O povo em paz, que beleza
Votando numa eleição.
Desde já peço desculpas
Pela minha intromissão
Misturando meus pobres versos
Com a tua inspiração
Mas foi tão grande a vontade
De também participar
Que mesmo sem ser obrigado
Fui ao Correio votar
E já que por lá estava
Aproveitei pra mandar
Abraços pros FAU-lusitanos
Franklin, Antônio, e Fafá
Portugal e Brasil, ó pá
Tanta história a nos unir
Tantas léguas a separar
Tanto mar, tanto mar
Mas também sei que é preciso
Navegar, navegar
Foi bonita a festa, pá
Ficaste contente
E eu cá também, meu xará
Então manda de presente
Um velho cravo para mim
Qualquer cor, tanto faz
Branco, rosa ou carmim
O que importa é a paz
Vale é a festa popular
E menos quem vai ganhar
Canta a primavera, pá
Ficaste contente
Mas cá estou carente
Peço que mande urgente
Pra acalmar nossa gente
Um cheirinho de alecrim
Manda a lição dessa terra
De que eleição não é guerra
Que o outro não é inimigo
É apenas oponente
Que democracia é assim
E manda um pouco dessa paz
Porque dela certamente
Esqueceram uma semente
Em algum canto de jardim

Autor: Francisco Fonseca

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