Um glossário para quem ajuda a construir as cidades

Organizado pela professora Thereza Carvalho, livro reúne 176 verbetes sobre temas ligados à arquitetura e ao urbanismo. O ‘Pequeno glossário ilustrado de urbanismo’ é dividido entre parâmetros urbanísticos e projeto, morfologia urbana e patrimônio e planejamento urbano, meio ambiente e gestão.

Urbe CaRioca

Um glossário para quem ajuda a construir as cidades

O Globo  – Link original

RIO —  Arquitetos, urbanistas, pesquisadores e estudantes ligados à área ganharam uma importante ferramenta de apoio profissional e acadêmico. “Pequeno glossário ilustrado de urbanismo” reúne 176 verbetes divididos em três partes, de acordo com seguintes temas: parâmetros urbanísticos e projeto; morfologia urbana e patrimônio e planejamento urbano, meio ambiente e gestão. Além de ser consultado por quem trabalha, estuda ou faz pesquisa na área, o glossário também pode ajudar leigos interessados no assunto a exercerem cidadania — em audiências públicas sobre o plano diretor de suas cidades, por exemplo.

A organizadora da obra, Thereza Christina Carvalho, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em morfologia urbana, afirma que havia uma lacuna a ser preenchida, já que são poucas as publicações nacionais desse gênero.

— Normalmente, os dicionários de urbanismo e arquitetura dão exemplos de fora, são produzidos em outros países e traduzidos aqui. Há alguns dicionários brasileiros, mas são específicos sobre patrimônio ou voltados para alguma cidade — explica a professora.

Ela também observa que, apesar de feito no Rio de Janeiro, com referências aos planos diretores da cidade e da vizinha Niterói, o novo glossário vai ajudar profissionais de qualquer lugar do Brasil.

A produção durou cerca de um ano e meio e o lançamento do livro, editado pela Rio Books, coincidiu com o aniversário de 20 anos do Estatuto da Cidade, criado para atender demandas sociais como ordenamento urbano, ampliação da rede de saneamento básico e adequação das edificações à legislação ambiental. Além de Thereza Carvalho e sua equipe de pesquisa, outros 32 pesquisadores de universidades de todo o país e do exterior participaram da elaboração da obra. Dos 176 verbetes, 113 foram criados por ela e sua equipe; 22, extraídos do próprio memorial que reúne seus conceitos utilizados ao longo de décadas de pesquisa; e 36, definidos pelos convidados.

O livro traz expressões bastante usuais, que fazem parte do vocabulário da maioria das pessoas, como praça, avenida, ciclovia, acessibilidade, áreas de risco e espaços públicos. Mas há outras menos conhecidas. É o caso de centriferia (relação dinâmica bipolar em constante intercâmbio de papéis entre centralidade e periferia), não-cidade (uma nova categoria que se refere ao local onde a convivência urbana perde relevância devido ao progresso) e espraiamento (crescimento que deixa vazios dentro da mancha urbana, e pode ser voluntário, no caso das classes com maior renda e que buscam moradias de melhor qualidade em condomínio mais afastados do centro, por exemplo, ou involuntário, caso das famílias mais pobres que acabam tendo que passar longos períodos em deslocamentos casa-trabalho).

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