Neste artigo, publicado na página do SOS Patrimônio, e de autoria do estudante de Arquitetura e Urbanismo e pesquisador apaixonado pela história do Rio de Janeiro, Cleydson Garcia, a história da fonte das Águas Férreas, no Cosme Velho. “Esta fonte era famosa no tempo da `Imperial Cidade do Rio de Janeiro´, a única do bairro, comprovadamente fonte de águas ferruginosas. A fonte secou antes de 1880, talvez por causa da criação de caixas d’águas no alto da Serra da Lagoinha.”
Urbe CaRioca
DA SÉRIE: CONHECER PARA RECONSTRUIR PATRIMÔNIOS – ÁGUAS FÉRREAS
Por Cleydson Garcia
Reconstituição da fonte das Águas Férreas, no Cosme Velho. Não bastava ser apenas uma fonte, era o nome da localidade. É possível reconstruir uma réplica da fonte, basta querer! Sua arquitetura tem influência neoclassicista.
Esta fonte era famosa no tempo da “Imperial Cidade do Rio de Janeiro”, a única do bairro, comprovadamente fonte de águas ferruginosas. A fonte secou antes de 1880, talvez por causa da criação de caixas d’águas no alto da Serra da Lagoinha. O Rio Carioca, passava ao seu lado, mas não abastecia esta fonte.
Tinha apenas esta fonte de “águas ferruginosas” no Cosme Vellho. Também havia outras fontes desta água na cidade; em Andaraí Pequeno, hoje Tijuca (descoberta por D. Pedro I, em 1823), na rua Mata-Cavallos (Riachuelo), Jardim Botânico e mais seis fontes.
De todas as fontes mencionadas acima, só existe a fonte da Rua Riachuelo, que está seca, e outras foram destruídas com o tempo.
Esta região era dominada por mansões aristocráticas coloniais e ecléticas, até há poucas décadas atrás. Hoje resta poucos exemplares arquitetônicos desta época: Soltar dos Abacaxis, Casa Geyer e até mesmo o Largo do Boticário.
Endereço: Esquina da Ladeira de Guararapes, com a Rua Cosme Velho.
E a Bica da Rainha? Apesar ter uma placa dizendo que eram águas ferruginosas, na verdade não era.. Foi feito testes nas águas do Rio Carioca, comprovaram que não eram ferruginosas. E as “Águas Férreas”, é oriunda de outra nascente.