São Cristóvão: de bairro imperial a reduto de quitinetes

O então prefeito – afastado para concorrer ao governo estadual – mudou a legislação urbanística, o gabarito, e promoveu a venda de potencial construtivo, marcas de suas gestões perniciosas sobre o uso do solo na cidade do Rio de Janeiro. Joga a pá de cal em todos os bairros ressuscitando as antigas quitinetes, rebatizadas de estúdios. O Estado do Rio de Janeiro que se cuide. Urbe CaRioca São Cristóvão terá ‘retrofits’ no modelo multifamily e volta ao radar de investidores Projetos serão desenvolvidos em modelo voltado à renda por locação e começam com dois empreendimentos na região, somando 86 estúdios perto da Quinta da Boa Vista Por Victor Serra – Diário do Rio Link original O bairro de São Cristóvão voltou com tudo ao centro das atenções do mercado imobiliário da Zona Norte. Muito por conta do sucesso de vendas(Leia mais)

Leilão mantido, conflito ampliado: o caso Sendas entra em nova fase no Rio

A disputa em torno do imóvel da Rua Barão de Itambi, em Botafogo, ganha agora um novo capítulo — e ele não é apenas jurídico, mas também político. Após a investida inicial da Prefeitura, marcada por questionamentos sobre finalidade pública e eventuais direcionamentos, a decisão da Justiça de manter o leilão recoloca o caso no centro de um embate maior: o limite entre o poder de desapropriar do Estado e a segurança jurídica de agentes privados em uma cidade cada vez mais tensionada por interesses concorrentes. Mais do que um conflito pontual entre o poder público e o Grupo Sendas, o episódio revela uma engrenagem mais complexa, onde decisões administrativas, projetos estratégicos e suspeitas de favorecimento se entrelaçam. A manutenção do leilão, ainda que sob o argumento da presunção de legalidade dos atos do Executivo, não encerra a controvérsia —(Leia mais)

Dataprev no Cosme Velho será revitalizada com praça pública e áreas culturais

Após décadas simbolizando um modelo arquitetônico fechado em si mesmo, o prédio da Dataprev, no Cosme Velho, entra em uma nova fase — mais aberta, integrada e alinhada às demandas contemporâneas de convivência urbana. A proposta de retrofit marca não apenas uma atualização estética, mas uma mudança de mentalidade: sair da lógica de isolamento para se reconectar com a cidade, com o entorno e com as pessoas que circulam diariamente pela região. A transformação de um espaço antes introspectivo em um ambiente de uso compartilhado, com praça pública, café e áreas culturais, sinaliza um movimento importante de valorização do espaço urbano e de resgate da relação entre arquitetura e vida cotidiana. Finalmente uma intervenção para dar valor às áreas públicas. Aguardemos. Urbe CaRioca Prédio da Dataprev no Cosme Velho vai ganhar praça pública, café e galeria após retrofit O edifício(Leia mais)

Além dos “studios”

O Centro do Rio respira arte novamente — e isso pode ser o começo de uma transformação histórica. Uma ótima notícia publicada no jornal O Globo revela como o Edifício Veimar, antes abandonado, virou um polo criativo com 28 ateliês ocupados por artistas independentes. O movimento já é comparado à icônica “Nova Bhering” — e reacende o debate sobre cultura como motor de revitalização urbana. Entre salas que antes abrigavam escritórios e hoje pulsam criatividade, nasce um novo capítulo para a cidade: mais diverso, acessível e vivo. Arte, ocupação e futuro: o Centro do Rio pode estar reencontrando seu caminho. Urbe CaRioca República de Veimar: prédio no Centro do Rio passa a abrigar artistas independentes e ganha fama como ‘Nova Bhering’ Com 28 ateliês e lista de espera, edifício localizado na Rua Mexico era ocupado por escritórios de advocacia até(Leia mais)

A investida do novo prefeito e a resposta a caminho

A disputa em torno do imóvel do Grupo Sendas, em Botafogo, entrou em uma nova fase — e mais uma vez revela como decisões administrativas podem rapidamente se transformar em batalhas jurídicas e políticas. A Prefeitura do Rio, agora sob nova condução, decidiu avançar com um novo decreto de desapropriação após a Justiça ter suspendido a tentativa anterior por falta de comprovação de interesse público. A estratégia foi clara: corrigir formalmente as falhas apontadas e reabrir o caminho para o leilão do imóvel, com a justificativa de viabilizar a instalação de um centro de inteligência artificial ligado à Fundação Getulio Vargas (FGV) . O movimento, porém, está longe de encerrar a controvérsia. Se por um lado o Executivo tenta reconstruir juridicamente sua posição, por outro surgem resistências cada vez mais organizadas. O vereador Pedro Duarte assumiu protagonismo ao anunciar uma(Leia mais)

O “verde está à venda”  do Rio ganha o mundo e repercute em inglês

O debate sobre a política ambiental do Rio de Janeiro deixou de ser uma controvérsia local para se tornar uma questão de repercussão internacional, segundo o artigo de Antônio Sá,  fiscal de Rendas aposentado do Município do Rio de Janeiro e ex-Subsecretário de Assuntos Legislativos e Parlamentares do Município do Rio de Janeiro. A tradução e a divulgação, em inglês, de denúncias sobre a gestão municipal ampliam o alcance de críticas que antes circulavam majoritariamente no Brasil, projetando para o exterior questionamentos sobre decisões que afetam diretamente o patrimônio natural da Cidade. Nesse novo cenário, o autor destaca que a atuação do prefeito Eduardo Paes e da secretária Tainá de Paula passa a ser observada não apenas por eleitores locais, mas também por um público global atento às agendas ambientais. Esse movimento ganha ainda mais relevância porque ocorre em um(Leia mais)

Justiça barra desapropriação de imóvel do Grupo Sendas em Botafogo

A disputa em torno do uso de um dos imóveis mais estratégicos de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ganhou um novo capítulo e escancarou o embate entre poder público e iniciativa privada. No centro da controvérsia está a tentativa da Prefeitura de transformar o espaço em um polo de inovação, frente à resistência dos atuais proprietários, que alegam prejuízos e questionam a legalidade da medida. A decisão da Justiça, que suspendeu o decreto de desapropriação e interrompeu o leilão do prédio na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, na Zona Sul, não apenas freia um projeto ambicioso ligado à Fundação Getulio Vargas, como também reacende um debate estrutural — e cada vez mais sensível — sobre os limites da intervenção estatal em áreas urbanas consolidadas. Não por acaso, no mesmo momento em que o caso ganha repercussão,(Leia mais)

Estrutura em risco: fachada de prédio em campus da UNIRIO ameaça desabar

Aviso recebido hoje por um leitor deste Urbe CaRioca. A deterioração progressiva da infraestrutura do campus do Instituto Biomédico (IB/UNIRIO) deixou de ser um problema pontual para se tornar uma questão crítica de segurança coletiva. Ao longo dos últimos anos, os sinais de desgaste estrutural se intensificaram, culminando em um cenário que hoje impõe riscos concretos à comunidade acadêmica e aos moradores do entorno. Não se trata mais de manutenção preventiva, mas de uma situação que exige respostas urgentes diante da possibilidade real de desabamento de partes da edificação. Nesse contexto, mais de 1.300 pessoas que circulam regularmente pelo campus — entre estudantes, servidores e trabalhadores terceirizados — encontram-se expostas a um perigo que já foi amplamente identificado por vistorias técnicas e relatos consistentes. Apesar dos esforços da Direção do IB em buscar soluções junto à Reitoria, os entraves administrativos(Leia mais)

Praça vira negócio: Prefeitura vende área verde na Barra para empreendimento comecial

A transformação de um espaço público em área de exploração comercial voltou a acender o alerta sobre as prioridades da gestão urbana no Rio de Janeiro. Parte da Praça Gilson Amado, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, foi vendida pela Prefeitura em leilão no fim de 2023 e agora começa a ser cercada para dar lugar a um empreendimento privado — decisão que provocou forte reação entre moradores da região. O caso também reacende um debate mais amplo: nos últimos anos, a Prefeitura passou a leiloar terrenos públicos na Barra da Tijuca como estratégia para arrecadar recursos, incluindo áreas localizadas na própria Avenida das Américas. Para quem vive no entorno, a venda da praça simboliza mais um capítulo da transformação de espaços de convivência coletiva em ativos imobiliários. Moradores questionam não apenas a alienação do terreno, mas também(Leia mais)

Entre retrofit e preservação: o futuro dos Trigêmeos do Flamengo volta à pauta

Após serem leiloados e terem definido seu destino como empreendimento residencial de alto padrão, os chamados Trigêmeos da Praia do Flamengo voltam ao centro do debate urbano no Rio. O conjunto art déco da década de 1940, que passará por um processo de retrofit antes de retornar ao mercado imobiliário, já foi objeto de diversas publicações e análises neste blog ao longo dos últimos anos. Em diferentes ocasiões, destacou-se o caráter singular do conjunto, especialmente sua implantação pouco comum na Zona Sul, com ruas internas, áreas de circulação e uma configuração urbanística rara para a região. Essas características arquitetônicas e urbanas sempre foram apontadas como elementos que deveriam ser preservados em qualquer intervenção. No entanto, diante da forte pressão imobiliária e da ocupação cada vez mais intensa dos terrenos da Zona Sul carioca, trata-se de um ideal cuja concretização é,(Leia mais)

Impasse na Câmara do Rio: Área de Interesse Urbanístico é uma Operação Urbana sem exigências?, de Sonia Rabello

Neste artigo, publicado originalmente no no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, a professora e jurista Sonia Rabello destaca que a Prefeitura quer promover uma grande transformação urbana na região do Sambódromo, com demolição de viaduto, novos índices construtivos e transferência de potencial construtivo para bairros como Copacabana, Ipanema e Tijuca. “Mas a audiência pública que será realizada nesta terça-feira para discutir o projeto foi marcada com menos de 48 horas de antecedência e sem divulgação dos estudos técnicos. O que está por trás do projeto Praça Onze Maravilha?”, questiona. Urbe CaRioca Impasse na Câmara do Rio: Área de Interesse Urbanístico é uma Operação Urbana sem exigências? Por Sonia Rabello Link original A Câmara de Vereadores do Rio publicou na última sexta-feira, 6 de março, edital no qual convoca para audiência pública, nesta terça-feira, dia 10, às 10 horas, a fim(Leia mais)