Que venham os ônibus elétricos!, de Roberto Anderson

Publicado originalmente no Diário do Rio, excelente artigo do arquiteto Roberto Anderson, no qual aborda os vários desafios para a implantação de sistemas de ônibus elétricos nas cidades. Os investimentos iniciais são altos, já que o custo unitário desses veículos pode ser três vezes maior do que o de um ônibus convencional. Este blog toma a liberdade de acrescentar que esses ônibus são montados sobre chassis de caminhão, por isso são desconfortáveis e barulhentos. Além disso, com degraus altos que causam grandes dificuldades para o acesso, sobretudo para os que possuem problemas de locomoção. Caminhão é feito para transportar cargas: equipamentos, produtos diversos, animais. Nossos ônibus são caminhões que transportam pessoas. Urbe CaRioca Que venham os ônibus elétricos Roberto Anderson Link original Nesse carnaval, e nos anteriores, o metrô do Rio funcionou seguidamente, dia e noite. É quando acontece uma(Leia mais)

O que viu vovó ? Vovó viu o quê?

Andréa Albuquerque G. Redondo Etimologia, eu quero uma pra escrever! Parodiando IDEOLOGIA, de Cazuza Jabuticaba nasce na jabuticabeira. Pera, na pereira. Maçã, na macieira. Goiabeira dá goiaba, bananeira dá banana em cacho. “A uva nasce na uveira, vovó”. Eu antevia a afirmação a interromper a aula de português, na voz da menina dourada que comia uvas da cor dos seus olhos. Uvas verdes, porém, doces e maduras. Os olhos curiosos brilhavam enquanto ela pensava, entretida com os frutos ovoides – por que não ‘uvoides’? – cuidadosamente divididos ao meio e ao longo, longus, no sentido longitudinal para evitar engasgos. Enquanto a pergunta não vinha eu me indagava por que a uva nasce na videira. Ah, a língua! Não a que sente o sabor da uva, mas, a que falamos e ouvimos em terras lusófonas. Se respondo que a uva é(Leia mais)

Pão de Açúcar: com marchinha, sem tirolesa

Com espírito carnavalesco, a Associação de Moradores da Urca (AMOUR) apresentou a marchinha “Pão de Açúcar sem Tirolesa”, música e letra de Hugo Hamann. As charges são de Joana Hamamn. Divirtam-se! Urbe CaRioca     Letra: Pão de Açúcar sem Tirolesa Hugo Hamann Deus quando criou nossa cidade Caprichou na sua natureza Patrimônio da Humanidade Tão charmosa e formosa, por sua beleza Tem o Pão de Açúcar de um lado Do outro lado o Corcovado com o Cristo Redentor Que olha pra cidade com tristeza Ao ver prevalecer o desamor Vamos preservar a natureza Com o Pão de Açúcar, sem tirolesa Vamos preservar a natureza Com o Pão de Açúcar, sem tirolesa    

Mais uma ato de vandalismo contra o patrimônio cultural

Em sua página no Facebook, o arqueólogo Claudio Prado De Mello denuncia mais um ato de vandalismo contra o patrimônio cultural, desta vez no Cemitério do Caju. Urbe CaRioca “Recebemos pelo Brigada do Patrimônio (21-98913-1561) a informação de que as concessionarias ligadas aos Cemitérios Históricos do Rio de Janeiro estão arrancando e quebrando todos os ornamentos e vasos de mármore Carrara dos cemitérios do Caju . Essas fotos foram enviadas pelo preservacionista Marcos Costa que relata que elas são do Cemitério de São Francisco da Penitência . Infelizmente, o Rio de Janeiro caminha no sentido oposto ao da preservação do patrimônio. Em 2022, fizemos inclusive um encontro com vias a elaborar o inventário do patrimônio cemiterial fluminense. Antes, em 2021 apresentamos ao MPF e ao MPE um relatório detalhadíssimo e alegando que os cemitérios não são tombados, declinaram e assim(Leia mais)

Planejamento urbano é a saída para enfrentar as mudanças climáticas, de Andressa Muñoz Slompo

O que mudanças climáticas e planejamento urbano têm em comum? A professora Andressa Muñoz revela neste artigo como as cidades podem contribuir para reduzir os impactos das mudanças climáticas em seus ambientes. Urbe CaRioca Planejamento urbano é a saída para enfrentar as mudanças climáticas Andressa Muñoz Slompo As mudanças climáticas provocadas pelo homem ocorrem de forma cada vez mais intensa em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, passamos por ondas de calor, fortes chuvas e outras questões climáticas que causam consequências negativas para a população das cidades. No ano de 2023, os efeitos do El Niño intensificaram os problemas ambientais, e estudiosos relatam que no ano de 2024 é possível que ocorra o fenômeno La Niña, ampliando os efeitos negativos do clima. Existem acordos internacionais que buscam ações para amenizar os impactos das mudanças do clima, como a diminuição(Leia mais)

Reviver Centro: Cultura melhor do que gabaritos

Recentemente a Prefeitura anunciou um programa que promete através da aposta em projetos culturais impulsionar a tão desejada revitalização do Centro da Cidade do Rio de Janeiro. Dezenas de projetos de cinema, literatura, artes plásticas, música e dança foram inscritos no programa Reviver Centro Cultural para ocupar imóveis que estão fechados e sem uso. Até o início do próximo ano, segundo previsões da própria Prefeitura, quem passar pelas ruas do Centro do Rio poderá ver casarões e sobrados antigos virarem endereços de, quem sabe, um novo teatro ou uma galeria. Na edição de O Globo desta quarta-feira, a notícia de que dezessete projetos culturais, incluindo grupos de teatro, ateliês, música e fotografia, já foram contemplados no programa  e terão o aval para começar a ocupar os sobrados e casarões antigos da região. Os 17 primeiros contratos foram assinados com a(Leia mais)

APACs – Tema de editorial hoje

As Áreas de Proteção do Ambiente Cultural -APACs são tema de editorial no Jornal O Globo. O veículo prega a sua preservação, ameaçada por um artigo do novíssimo novo-velho Plano Diretor, dispositivo legal que o Prefeito não usará, afirma, embora tenha tido o cuidado de não vetá-lo. Garante assim a possibilidade de adotá-lo ao sabor de futuros interesses, mudando de ideia como troca de camisa no Carnaval. Cabe dar os parabéns ao jornal carioca, lamentando, todavia, que a mesma atitude não tenha sido tomada no caso da violência que será cometida contra o Jardim de Alah, em vias de se tornar mais um Centro Comercial, ladeado por lojas vazias, calçadas abandonadas e mendigos largados ao longo de pedras portuguesas sujas e destruídas. É o urbanismo careca-cabeludo, como apelidado por este blog. (Abaixo do texto, links para os artigos citados). Urbe(Leia mais)

Ao Prefeito Eduardo Paes, em vez de a São Sebastião

Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2024. Caro Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Quem escreve é Reclamilda. Conforme disse no final do ano passado, sei que o senhor me conhece há tempos, desde quando era Menudo, cria do seu criador. O senhor “prometia”. Esperto, ágil, trabalhador, interessado, raciocínio rápido, o mais alegre dos prefeitinhos, política na veia. Na época eu o tratava por você. O senhor me chamava de Thatcher, o motivo dispensa explicações. Agora o tratamento é outro. Evito dirigir-me diretamente à Vossa Excelência devido a absoluta ausência de resposta. Neste dia, 20 de janeiro, data do Santo Padroeiro da nossa Muy Heróica e Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, sempre peço a São Sebastião que interceda junto ao senhor, pois para mim seus ouvidos são moucos. Depois de onze anos de tentativas,(Leia mais)

Real e Benemérita Sociedade Portuguesa da Beneficência

Publicado originalmente na Página Olhos de Ver – Patrimônio Histórico Rio de Janeiro A página Olhos de Ver – Patrimônio Histórico Rio de Janeiro publicou um carrossel de fotos que registram parte do conjunto arquitetônico em estilo neoclássico da antiga “Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência”. A Sociedade Portuguesa de Beneficência foi fundada em 1840 e ao longo das décadas do século XIX os prédios que faziam parte dela foram sendo construídos e ampliados, formando um enorme complexo hospitalar que prestava assistência aos cidadãos portugueses que residiam na Cidade. Após a aquisição de todo o complexo por uma rede hospitalar privada há uma década e minucioso restauro dos edifícios históricos (ainda não na sua totalidade, pelo menos por enquanto), o hospital é hoje o maior da rede privada no Rio. Rua Santo Amaro, 80 — Glória – Alexandre Siqueira (Fotografia)

Prédio histórico no Centro do Rio: quatro décadas de abandono

Mais de quatro décadas de abandono marcam um prédio históricos localizado na Praça da República, esquina da Rua Visconde de Rio Branco, no Centro do Rio.  O imóvel onde já funcionou o Instituto de Eletrotécnica e a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atualmente está ocupado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas, segundo denúncia de moradores e comerciantes da região. O palacete, como é conhecido, fica na Praça da República, na altura do número 24. Para o local já foi cogitada uma recuperação a partir de uma parceria com a universidade para a implantação de um centro cultural sobre a história da energia elétrica no Brasil. Mas não saiu do papel. O Instituto de Eletrotécnica funcionou no prédio a partir da década de 1930 até 1960, quando houve a transferência da(Leia mais)

Prova de vida de servidores tem nova data

O Previ-Rio anuncia as regras para o Recadastramento Anual Obrigatório (Prova de Vida) da previdência municipal, que recomeça em janeiro de 2024. Os servidores inativos da Prefeitura do Rio e pensionistas do Funprevi devem ficar atentos a algumas alterações no sistema tradicionalmente utilizado. Como já ocorreu, em 2023, serão válidas as duas opções de recadastramento: pela internet, utilizando o reconhecimento facial no sistema e.gov, ou presencial, exclusivamente no Banco Santander. No entanto, a convocação agora foi unificada e será apenas pelo mês de aniversário, como já era no recadastramento digital e, no sistema presencial, não será mais usado o final de matrícula como nos anos anteriores. Outra alteração será a necessidade de comparecimento ao Previ-Rio, das pensionistas qualificadas como filhas solteiras, também no mês de aniversário. Elas terão de assinar declaração específica de estado civil e apresentar certidão de nascimento(Leia mais)

No Ano Novo, velhas leis urbanísticas

Notícias recentes informam que dois espaços no Leblon serão transformados em salas comerciais: os segundo e terceiro andares de lojas do Rio Design Center e o edifício da Oi, vizinhos e próximos a outros edifícios comerciais. Quanto à venda do prédio da Oi há uma estranheza. Antes de passar à operadora de telefonia, o edifício pertencia à antiga TELERJ. Um prédio público, portanto. Sendo a operação de telefonia uma concessão, o patrimônio imobiliário deveria retornar à propriedade do Estado. Segundo a notícia publicada pelo Diário do Rio, “As negociações envolvendo a edificação foram iniciadas em 2022, mas o desfecho só acontece agora por conta da necessidade da aprovação do negócio por parte da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel)”. Ao contrário do caso do Rio Design, o prédio da Oi/TELERJ é tipicamente um “Vendo o Rio”, títulos de várias postagens(Leia mais)