Causa espanto a notícia que o Centro Empresarial Arcos da Lapa, na Rua Teixeira de Melo, junto ao Passeio Público, será demoldo. Um edifício de grande porte, cuja a construção tem apenas 42 anos e foi remodelada há menos de dez.
Só pode ser coisa de país rico. Pela imagem nota-se que há harmonia entre o prédio em questão e vizinho, onde funciona o IBGE.
Sabe-se lá o que o substituirá em nome do chamado Reviver Centro, que põe abaixo o que sobrou na Ipanema do século XX, ainda preservada pelo fato de que terrenos pequenos eram inviáveis para receber edifício com gabaritos altos perante as leis vigentes. Eram. O tal “Reviver” atropelou a lei com outra a contrariar a existente.
Urbe CaRioca
‘Bota-abaixo’: prédio empresarial do Centro será demolido para virar residencial
Victor Serra – Diário do Rio

Palavra de ordem no Centro, o retrofit nem sempre pode ser o melhor negócio. No caso da RJDI, se a conta não fecha, por que não demolir? Depois de dois anos de negociação, a incorporadora conseguiu comprar a participação que faltava do Centro Empresarial Arcos da Lapa, na Rua Teixeira de Freitas, e agora prepara um residencial de cerca de 20 andares e 500 apartamentos.
Construído em 1984 e modernizado em 2017, o prédio empresarial será demolido para dar lugar a um projeto desenvolvido do zero. Dona de 40% do ativo, a Ordem dos Carmelitas foi a última a dar o aval para a venda. A gestora São Carlos e um empresário detinham as demais participações no imóvel.
“A São Carlos já tinha tentado desenvolver algumas alternativas para o imóvel, mas a conta não fechava. A gente enxergou uma possibilidade de aproveitamento maior do terreno, o que tornou o projeto economicamente viável e permitiu chegar aos valores pedidos pela gestora e pela Igreja”, afirmou Raphael Zanola, sócio da RJDI, ao DIÁRIO DO RIO.
O projeto, que já tem aprovações do Iphan e do Inepac, terá studios, unidades de dois quartos e apartamentos com duas suítes. No alto, piscina e lazer completo. Haverá ainda um pavimento inteiro dedicado às áreas comuns, com uma espécie de praça para atividades físicas.
Boulevard na Rua Morais e Vale
A relação com a rua também faz parte do projeto. A RJDI prevê um boulevard com área de convivência voltado para a Rua Morais e Vale, além de uma fachada ativa, com lojas voltadas para a rua, para integrar o empreendimento ao entorno.
“Insistimos porque o ponto é muito bom, praticamente Zona Sul. O prédio ao lado já tem endereço como Glória. Sem contar a Rua Morais e Vale, que é um tesouro, com vários imóveis tombados e muita coisa cultural. A rua está bombando”, diz Raphael.
A venda é mais um ativo que a São Carlos tira da carteira no Centro. No ano passado, a gestora também vendeu uma parte do Edifício Mesbla, na Rua do Passeio, para a Inti, que levou um projeto residencial ao imóvel.
