São Cristóvão: de bairro imperial a reduto de quitinetes

O então prefeito – afastado para concorrer ao governo estadual – mudou a legislação urbanística, o gabarito, e promoveu a venda de potencial construtivo, marcas de suas gestões perniciosas sobre o uso do solo na cidade do Rio de Janeiro. Joga a pá de cal em todos os bairros ressuscitando as antigas quitinetes, rebatizadas de estúdios.

O Estado do Rio de Janeiro que se cuide.

Urbe CaRioca

São Cristóvão terá ‘retrofits’ no modelo multifamily e volta ao radar de investidores

Projetos serão desenvolvidos em modelo voltado à renda por locação e começam com dois empreendimentos na região, somando 86 estúdios perto da Quinta da Boa Vista

Por Victor Serra – Diário do Rio

Link original

O bairro de São Cristóvão voltou com tudo ao centro das atenções do mercado imobiliário da Zona Norte. Muito por conta do sucesso de vendas do Porto, que acabou respingando no Bairro Imperial, a região agora vê a chegada de um novo ciclo de investimentos ancorado em um modelo que ganha tração aqui no Rio: o multifamily.

Nesse movimento, a família Chor, pioneira da incorporação imobiliária no Rio, prepara sua entrada mais estruturada nesse segmento. A iniciativa, liderada pela TGB, construtora ligada ao empresário Rogério Chor, aposta na importação do conceito de empreendimentos voltados à geração de renda por locação, formato já consolidado no exterior e ainda em fase de amadurecimento no mercado carioca.

A operação em São Cristóvão ficará sob responsabilidade de Beny Chor, que passou a integrar a sociedade da TGB no ano passado e assume a linha de frente desse novo braço da companhia.

O pontapé inicial será dado com dois projetos de retrofit já em curso no bairro, em terrenos localizados nas proximidades do Campo de São Cristóvão e da Quinta da Boa Vista. Juntos, os empreendimentos vão somar 86 estúdios, com previsão de entrega no último trimestre deste ano.

Inicialmente, os contratos devem ser de longa duração, com prazos de até 30 meses, mas a empresa já avalia incorporar também o modelo de curta temporada, ampliando a flexibilidade operacional e o potencial de retorno.

O avanço desse tipo de produto acompanha um movimento mais amplo no Rio, onde ativos vêm sendo reposicionados para renda. Um dos exemplos é o Edifício Glória, na região da Cinelândia, que passou a operar nesse formato sob gestão da Brookfield. Outro caso é o Edifício A Noite, na Praça Mauá, que também deve seguir essa mesma lógica.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *