Praça Onze Maravilha: questionamentos desde o próprio nome

Reportagem publicada pelo O Globo nesta sexta-feira detalha o conjunto de novas benesses urbanísticas para o mercado imobiliário criadas pelo projeto batizado com o nome Praça Onze Maravilha, apresentado como uma iniciativa para a revitalização da região. Sob o discurso da requalificação urbana, o plano amplia potencial construtivo, cria mecanismos de valorização imobiliária e busca atrair investimentos privados para uma área profundamente marcada por sucessivas intervenções do próprio Estado. Antes de celebrar uma nova transformação, porém, indagamos se o projeto enfrenta as causas da degradação ou se apenas inaugura mais um ciclo de reconfiguração voltado à construção civil, recorrente nas últimas décadas a partir das leis “pra Olimpíada”.. Grande parte das cicatrizes urbanas do Catumbi, da Cidade Nova e do entorno decorre das decisões públicas que, ao longo de décadas, privilegiaram grandes obras viárias em detrimento da escala humana, da(Leia mais)

Sempre o Gabarito: Catumbi é a bola da vez

O Porto Maravilha foi anunciado como uma parceria público-privada. Que as obras de urbanização seriam executadas por empresas particulares. Que a manutenção do novo bairro ficaria a cargo dos empreendedores. Que os recursos vindos das CEPACs tudo resolveriam. Mais adiante viu-se que era balela. O município pagou as obras de urbanização. A manutenção também é feita pela Prefeitura. A construção de prédios que abrigariam parte dos visitantes olímpicos ficou paralisada durante muitos anos.  Incentivos fiscais e benesses urbanísticas beneficiaram grupos específicos do mercado imobiliário. A cidade ganhou uma via expressa ao rés-do-chão, após implodido o elevado, e não uma rua com vida e pessoas, sinal de revitalização. A cidade ganhou uma nova orla – bela conquista, de fato, embora abandonada. Foi pouco para tantas promessas. O modelo  “toma lá, dá cá”, parecido com o Reviver Centro, que deu mais impulso(Leia mais)

O desafio de recuperar a Lapa além da segurança pública

O arquiteto Rodrigo Azevedo defende que a recuperação da Lapa exige uma estratégia que vá além do reforço policial, apostando na revitalização dos espaços públicos como caminho para aumentar a segurança e devolver vitalidade ao bairro. Sua proposta prevê uma “costura urbana” conectando pontos históricos por meio de áreas exclusivas para pedestres, novas praças, parques e espaços verdes, com o objetivo de estimular a circulação de moradores e turistas, fortalecer a economia local e transformar a Lapa novamente em um polo de convivência, cultura e desenvolvimento urbano. Este blog destaca que a região é tomada por moradores de rua, viciados e assaltantes, o que não é privilégio da Lapa. Ali a degradação espacial e humana salta aos olhos, como no Centro em geral, Botafogo e Copacabana, por exemplo. Qualquer intervenção para melhorias urbanísticas requer resolver tais problemas, sem apenas transferir(Leia mais)

Antiga fábrica do Império pode ganhar nova vida em Petrópolis

Uma boa notícia para Petrópolis, a Cidade Imperial. O jornal Diário do Rio publicou uma reportagem sobre o projeto de revitalização da histórica Fábrica São Pedro de Alcântara, um dos mais importantes símbolos do patrimônio industrial fluminense. Esperamos que o projeto respeite e seja harmônico com o Patrimônio Cultural e Histórico representado pela antiga fábrica de tecidos, preservando a identidade arquitetônica e a memória de um empreendimento criado no período de Dom Pedro II. Urbe CaRioca Grupo de empresários vai transformar fábrica criada por Dom Pedro II em polo gastronômico de Petrópolis Complexo têxtil do século XIX dará lugar ao Fábrica Park, com mercado gourmet, feira de produtores e experiências culturais Por Victor Serra – Diário do Rio Link original Aberta em 1871 e considerada uma das cinco indústrias têxteis mais antigas do Brasil, a histórica Fábrica São Pedro de(Leia mais)

São Cristóvão: de bairro imperial a reduto de quitinetes

O então prefeito – afastado para concorrer ao governo estadual – mudou a legislação urbanística, o gabarito, e promoveu a venda de potencial construtivo, marcas de suas gestões perniciosas sobre o uso do solo na cidade do Rio de Janeiro. Joga a pá de cal em todos os bairros ressuscitando as antigas quitinetes, rebatizadas de estúdios. O Estado do Rio de Janeiro que se cuide. Urbe CaRioca São Cristóvão terá ‘retrofits’ no modelo multifamily e volta ao radar de investidores Projetos serão desenvolvidos em modelo voltado à renda por locação e começam com dois empreendimentos na região, somando 86 estúdios perto da Quinta da Boa Vista Por Victor Serra – Diário do Rio Link original O bairro de São Cristóvão voltou com tudo ao centro das atenções do mercado imobiliário da Zona Norte. Muito por conta do sucesso de vendas(Leia mais)

Dataprev no Cosme Velho será revitalizada com praça pública e áreas culturais

Após décadas simbolizando um modelo arquitetônico fechado em si mesmo, o prédio da Dataprev, no Cosme Velho, entra em uma nova fase — mais aberta, integrada e alinhada às demandas contemporâneas de convivência urbana. A proposta de retrofit marca não apenas uma atualização estética, mas uma mudança de mentalidade: sair da lógica de isolamento para se reconectar com a cidade, com o entorno e com as pessoas que circulam diariamente pela região. A transformação de um espaço antes introspectivo em um ambiente de uso compartilhado, com praça pública, café e áreas culturais, sinaliza um movimento importante de valorização do espaço urbano e de resgate da relação entre arquitetura e vida cotidiana. Finalmente uma intervenção para dar valor às áreas públicas. Aguardemos. Urbe CaRioca Prédio da Dataprev no Cosme Velho vai ganhar praça pública, café e galeria após retrofit O edifício(Leia mais)

Além dos “studios”

O Centro do Rio respira arte novamente — e isso pode ser o começo de uma transformação histórica. Uma ótima notícia publicada no jornal O Globo revela como o Edifício Veimar, antes abandonado, virou um polo criativo com 28 ateliês ocupados por artistas independentes. O movimento já é comparado à icônica “Nova Bhering” — e reacende o debate sobre cultura como motor de revitalização urbana. Entre salas que antes abrigavam escritórios e hoje pulsam criatividade, nasce um novo capítulo para a cidade: mais diverso, acessível e vivo. Arte, ocupação e futuro: o Centro do Rio pode estar reencontrando seu caminho. Urbe CaRioca República de Veimar: prédio no Centro do Rio passa a abrigar artistas independentes e ganha fama como ‘Nova Bhering’ Com 28 ateliês e lista de espera, edifício localizado na Rua Mexico era ocupado por escritórios de advocacia até(Leia mais)

Estranhas desapropriações anunciadas

Prefeito quer usar o artifício aplicado no Edifício A Noite. Uma triangulação mal explicada. São confusas e recorrentes as notícias que afirmam “a Prefeitura desapropriou” ou “vai desapropriar”. Tais decretos municipais apenas ‘declaram o imóvel x de utilidade pública para fins de desapropriação”. Esta se efetiva com o pagamento aos proprietários do valor atribuído ao bem, o que ocorre – quando ocorre – após longo processo de negociação que pode se estender pelo prazo de 5 (cinco) anos. Há que saber se tais atos são sérios ou se o alcaide acende fogos de artifício para a plateia. Urbe CaRioca Paes quer desapropriar Fashion Mall e hotéis abandonados da Zona Sul Entre os imóveis citados pelo prefeito estão os hotéis Praia Ipanema e Intercontinental, ambos fechados e sem atividade há anos. Por Victor Serra – Diário do Rio Link original O(Leia mais)

Reviver Centro: o que poderia ter sido

A Prefeitura do Rio lançou nesta terça-feira, editais para leiloar 15 prédios e um terreno no Centro Histórico, dentro do programa Reviver Centro Patrimônio Pró-Apac, com o objetivo de recuperar imóveis antigos e ampliar a moradia na região. Muitos desses edifícios estão deteriorados ou fechados, e quem os adquirir poderá receber subsídio de até R$ 3.212,00 por metro quadrado restaurado, condicionado ao avanço das obras. A expectativa é que, ao serem restauradas e convertidas principalmente em residências, essas unidades cumpram sua função social e contribuam para reativar cultural e economicamente áreas próximas a importantes marcos da Cidade, como a Praça Tiradentes, o Teatro João Caetano e o Real Gabinete Português de Leitura. A inicitaiva parece interessante, obviamente. Mas seria esse o caminhou ou haveria alternativas ? A Prefeitura concede bônus generosos para a indústria da construção civil e o mercado(Leia mais)