Curso Livre Centro do Rio,  ministrado pelo escritor André Luis Mansur na

Escritor André Luis Mansur abre novas vagas para curso sobre a história do Centro do Rio de Janeiro A história do Rio de Janeiro pode ser contada a partir de suas ruas, praças, igrejas, prédios e lugares que ajudaram a construir a identidade da cidade. É justamente essa trajetória que será apresentada no Curso Livre Centro do Rio, ministrado pelo jornalista, memorialista e escritor André Luis Mansur, na Casa 11 Sebo e Livraria, em Laranjeiras. Como a primeira turma teve as vagas esgotadas rapidamente, uma nova turma foi aberta para quem deseja conhecer, em ordem cronológica, a história do Centro do Rio de Janeiro, desde os seus primeiros períodos de formação até os diferentes momentos que marcaram a transformação da região ao longo do tempo. O curso será realizado em quatro aulas, sempre às quartas-feiras, às 18h, nos dias 16(Leia mais)

Do patrimônio ao “balcão” de vendas: o abandono que ameaça um chafariz de 209 anos no Rio

Um patrimônio de 209 anos, testemunha de diferentes momentos da história do Rio de Janeiro, deveria ser tratado como parte viva da memória da cidade. No entanto, o Chafariz da Rua Riachuelo, tombado pelo Iphan desde a década de 1930, hoje expõe não apenas as marcas do abandono, mas também uma inversão preocupante de sua função: a estrutura histórica passou a servir como balcão improvisado para a venda de mercadorias por camelôs, enquanto pichações e sinais de deterioração avançam sobre um monumento que deveria estar sob proteção permanente do poder público. Urbe CaRioca Chafariz de 209 anos no Centro do Rio vira ‘balcão’ de vendas para camelôs Monumento construído em 1817, na Rua Riachuelo, está em péssimo estado de conservação, apesar de ser tombado pelo Iphan há quase nove décadas Por Victor Serra – Diário do Rio Link original Um(Leia mais)

Restaurante histórico do Palácio Capanema será reaberto depois de quatro décadas

O Palácio Gustavo Capanema, um dos maiores símbolos da arquitetura moderna brasileira e da vida cultural do Rio de Janeiro, prepara-se para recuperar uma parte importante de sua própria memória. Após cerca de quatro décadas, o restaurante histórico instalado no terraço do edifício deverá voltar a funcionar, reabrindo ao público um espaço que, entre as décadas de 1940 e 1960, serviu como ponto de encontro de intelectuais, artistas e funcionários públicos. A retomada acontece após a ampla restauração do prédio e reforça a intenção de devolver ao Capanema não apenas sua arquitetura original, mas também o papel de espaço vivo de convivência e cultura no coração da cidade. A abertura do espaço ao público é ação direta pela revitalização do Centro, ao contrário de gabaritos liberados  (à custa de aumentar as construções e a altura dos prédios na Zona Sul,(Leia mais)

Marquise do Theatro Municipal corre risco de desabar e expõe abandono do patrimônio histórico

Mais do que um problema de manutenção, a deterioração da marquise do Theatro Municipal do Rio expõe uma contradição recorrente na gestão do patrimônio público: bens históricos de enorme valor costumam receber atenção apenas quando o desgaste já representa risco. Em um edifício tombado e símbolo da cultura brasileira, infiltrações, fissuras e sinais de comprometimento estrutural levantam dúvidas sobre a eficácia das políticas de conservação preventiva. O alerta de especialistas também vai além da preservação histórica. Em uma área de grande circulação de pedestres, qualquer falha estrutural pode colocar vidas em risco, tornando a questão um problema de segurança pública. A demora em responder às denúncias reforça um modelo de gestão marcado por ações emergenciais, em vez de manutenção contínua, o que aumenta custos, acelera a degradação e ameaça a integridade de um dos principais patrimônios culturais do país. Urbe(Leia mais)

Praça Onze Maravilha: questionamentos desde o próprio nome

Reportagem publicada pelo O Globo nesta sexta-feira detalha o conjunto de novas benesses urbanísticas para o mercado imobiliário criadas pelo projeto batizado com o nome Praça Onze Maravilha, apresentado como uma iniciativa para a revitalização da região. Sob o discurso da requalificação urbana, o plano amplia potencial construtivo, cria mecanismos de valorização imobiliária e busca atrair investimentos privados para uma área profundamente marcada por sucessivas intervenções do próprio Estado. Antes de celebrar uma nova transformação, porém, indagamos se o projeto enfrenta as causas da degradação ou se apenas inaugura mais um ciclo de reconfiguração voltado à construção civil, recorrente nas últimas décadas a partir das leis “pra Olimpíada”.. Grande parte das cicatrizes urbanas do Catumbi, da Cidade Nova e do entorno decorre das decisões públicas que, ao longo de décadas, privilegiaram grandes obras viárias em detrimento da escala humana, da(Leia mais)

O desafio de recuperar a Lapa além da segurança pública

O arquiteto Rodrigo Azevedo defende que a recuperação da Lapa exige uma estratégia que vá além do reforço policial, apostando na revitalização dos espaços públicos como caminho para aumentar a segurança e devolver vitalidade ao bairro. Sua proposta prevê uma “costura urbana” conectando pontos históricos por meio de áreas exclusivas para pedestres, novas praças, parques e espaços verdes, com o objetivo de estimular a circulação de moradores e turistas, fortalecer a economia local e transformar a Lapa novamente em um polo de convivência, cultura e desenvolvimento urbano. Este blog destaca que a região é tomada por moradores de rua, viciados e assaltantes, o que não é privilégio da Lapa. Ali a degradação espacial e humana salta aos olhos, como no Centro em geral, Botafogo e Copacabana, por exemplo. Qualquer intervenção para melhorias urbanísticas requer resolver tais problemas, sem apenas transferir(Leia mais)

Lume: mais um erro da política urbana no Rio de Janeiro

A derrubada de dezenas de árvores no Buraco do Lume para dar lugar a mais uma torre residencial no Centro do Rio recoloca em evidência um dos principais dilemas urbanos da cidade: até que ponto projetos de revitalização podem avançar sobre áreas verdes consolidadas, incorporadas à paisagem urbana e utilizadas permanentemente pela população carioca em nome da expansão imobiliária. Embora o empreendimento esteja amparado por decisões judiciais e licenciamento da Prefeitura, a remoção de 58 árvores em uma das regiões mais densamente urbanizadas do Rio simboliza a perda gradual dos poucos espaços de respiro ambiental restantes no coração da capital fluminense. O episódio também expõe as contradições do próprio projeto de recuperação do Centro. Enquanto o programa Reviver Centro busca estimular moradia e ocupação urbana em uma região esvaziada, cresce a percepção de que interesses econômicos e pressão do mercado(Leia mais)

Sempre o Gabarito: a novela continua

Depois de liberada a construção de um espigão no Centro do Rio – na área livre conhecida como Buraco do Lume – o projeto para o Catumbi tira da sala parte do bode e o amarra na Avenida Presidente Vargas. A saga continua com leilões na Zona Portuária e na Pedra do Sal. A conta está cada vez mais salgada, o Rio à beira do Buraco. Abaixo, links para as reportagens publicadas pela grande mídia. Urbe CaRioca Praça Onze Maravilha: número de emendas a projeto travou votação na Câmara do Rio Nas negociações, a prefeitura concordou em rever o gabarito de 92 metros Por Luiz Ernesto Magalhães – O Globo Link original Depois de quase três semanas de negociações e adiamentos, a Câmara de Vereadores do Rio deve votar nesta quarta-feira a versão final do projeto Praça Onze Maravilha, que(Leia mais)

Mais uma benesse ao mercado imobiliário batizada de requalificação urbana.

A aprovação, em primeira discussão na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, do projeto que institui a AEIU Praça Onze Maravilha e prevê a demolição do Elevado 31 de Março, reacende um debate que está longe de ser novo — e que tampouco pode ser tratado como mera atualização urbanística. Sob a narrativa de “requalificação” e “revitalização”, a proposta retoma uma lógica já observada em intervenções anteriores na cidade, nas quais grandes transformações espaciais foram conduzidas com forte protagonismo do mercado imobiliário e participação social limitada. Como mostra a reportagem abaixo, publicada no portal EcoSerrano, o avanço do projeto sinaliza não apenas uma intervenção física relevante, mas a consolidação de um modelo de reordenamento urbano com impactos que ainda precisam ser devidamente dimensionados. A experiência do projeto Porto Maravilha, também estruturado a partir de uma Área de Especial Interesse Urbanístico(Leia mais)

Além dos “studios”

O Centro do Rio respira arte novamente — e isso pode ser o começo de uma transformação histórica. Uma ótima notícia publicada no jornal O Globo revela como o Edifício Veimar, antes abandonado, virou um polo criativo com 28 ateliês ocupados por artistas independentes. O movimento já é comparado à icônica “Nova Bhering” — e reacende o debate sobre cultura como motor de revitalização urbana. Entre salas que antes abrigavam escritórios e hoje pulsam criatividade, nasce um novo capítulo para a cidade: mais diverso, acessível e vivo. Arte, ocupação e futuro: o Centro do Rio pode estar reencontrando seu caminho. Urbe CaRioca República de Veimar: prédio no Centro do Rio passa a abrigar artistas independentes e ganha fama como ‘Nova Bhering’ Com 28 ateliês e lista de espera, edifício localizado na Rua Mexico era ocupado por escritórios de advocacia até(Leia mais)