A URBE CARIOCA FERVILHA – NOVO RIO, BARRA, SHOPPING DA GÁVEA, SALA BADEN POWELL, E MAIS VALIA

Atualização em 30/05/2016

Sobre a mais valia: O prazo para regulamentar obras irregulares e licenciar obras que contrariam a lei foi, de fato, prorrogado, conforme indicado abaixo. Passou a valer a Lei Complementar nº 157 de 09/07/2015, pelo prazo de 120 dias, período mais do que suficiente para que fossem construídas muitas obras novas irregulares e garantir mais arrecadação para o município. A nova lei foi tão mal redigida que modificou a redação da anterior Lei Complementar nº 99/2009 e, ao mesmo tempo, a revogou!

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Comentários sobre algumas notícias urbano-cariocas publicadas pela grande imprensa dos últimos dias: Rodoviária Novo Rio, Barra da Tijuca, Shopping da Gávea, Sala Baden Powell, e a Mais Valia que vale, deixa de valer, e vale de novo há mais de meio século. =&0=& =&1=&=&1=&=&1=&
25/06/2015 – Rodoviária: reforma fica pronta na primeira quinzena de julho

Rodoviária Novo Rio, véspera de Carnaval – Internet

Comentário – Parece que a teoria lançada em 08/12/2013 (UMA RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO E UMA TEORIA: 50 ANDARES NO LUGAR DA ‘NOVO RIO’) estava equivocada. Ou não. Afinal, a nova rodoviária ao lado da Quinta da Boa Vista ainda levará um tempo para ficar pronta (v. RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO – LANÇADO O EDITAL).



25/06/2015 – ‘Com as Olimpíadas, a Barra da Tijuca avançará 30 anos’


“Ilha Pura”

Sem comentários no momento. Apenas a impressão de um discurso inconsistente. Tomara que o blog esteja enganado. Melhor seria a palavra de urbanistas de renome, Universidades, Instituto de Arquitetos, especialistas em Transportes…
Análise do arquiteto Canagé Vilhena:
“Eles determinam o desenho e o desenvolvimento urbano da cidade. A prefeitura apenas garante a viabilidade e lucratividade, facilitando o desenvolvimento atualizando a legislação de controle do uso e ocupação do solo, fazendo remoções de comunidades, derrubando árvores e executando obras viárias para aumentar o valor do metro quadrado dos imóveis, sempre em conformidade com os interesses do mercado imobiliário.
Para o povo restam uma melhorazinha nos meios fios, uma reforma na pintura de escolas, uma UPP, e uns programinhas tipo FAVELA BAIRRO, RIO CIDADE, e outras miudezas.

 E a ARQUITETURA? E O URBANISMO?”



Pavãozinho, Copacabana, Rio de Janeiro
Foto: Gilson Camargo. Obtida na Internet
Comentário – Nada justifica as irregularidades praticadas, o que não elimina uma contradição: o crescimento desenfreado tanto da cidade informal – favelas, invasões, loteamentos irregulares – quanto da cidade formal – tal como o shopping, centenas de apartamentos de cobertura são ampliados sem licença da Prefeitura. O primeiro caso resulta em imensos territórios desprovidos de infraestrutura urbana adequada; o segundo caso configura desrespeito à norma vigente, irregularidade “aceita” mediante mecanismo que há mais de meio século arrecada receita para o município, a chamada ‘mais valia’, que regulariza o que não pode ser autorizado.


Comentário – O fechamento durou pouco. A Prefeitura não deseja o cumprimento da norma urbanística, mas, o pagamento da ‘mais valia’. Pergunta-se: Para que serve a lei urbanística?



Comentário: Proprietários querem alugar por valor mais alto, Prefeitura não concorda, e usa o instrumento da desapropriação. Luta desigual… Vale recordar: é apenas uma ‘declaração de utilidade pública para fins de desapropriação’. O título da reportagem confunde, pois o imóvel, tecnicamente, ainda não foi desapropriadoO processo pode levar até 5 anos para ser concluído. 




Comentário – Pena não ter feito o mesmo em relação ao Metrô para a Zona Portuária, para o Aeroporto Internacional, e também em relação à Linha 6, substituída pelo BRT Transcarioca, para onde já se prevê o aumento substancial do potencial construtivo dos terrenos lindeiros. Quanto a este aspecto, uma curiosidade: conhecer os nomes dos proprietários e saber se as terras têm sido objeto de transações imobiliárias recentes. Fica a sugestão para o jornalismo investigativo.


26/06/2015 – Mais Valia vale de novo


Comentário – Mais uma vez ela volta, tal como a ave Fênix. Já são quase 60 anos de estranha existência a traduzir essencialmente que vale a pena transgredir. Projeto de Lei Complementar nº 90-A/2014 foi aprovado. Falta a sanção do Prefeito. 


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RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO DE NOVO EM PAUTA


Antigas Cavalariças do Imperador, em São Cristóvão, próximo à Quinta da Vista,
terreno que receberia instalações do Exército e um Centro Hípico daquela instituição.
Projeto visando a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos pretendia criar ali um parque integrado à
Quinta e ao Jardim Zoológico. Agora, virá uma Rodoviária.

Fonte:
Reportagem jornal Extra em 2011

Alguns assuntos urbano-cariocas que causam polêmica desaparecem do noticiário, são esquecidos, e, de repente, ressurgem na pauta. É o caso da rodoviária que se pretende construir em São Cristóvão, no terreno vizinho à Quinta da Boa Vista – que abrigou as antigas cavalariças do Imperador e onde funcionava uma instalação do Exército.
Em 2013 a Prefeitura anunciou que faria uma rodoviária provisória naquele local: seria “necessária” devido à realização da Copa do Mundo em 2014. Após manifestações contrárias de urbanistas e outros profissionais, inclusive do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, tudo indica que, instalada a discussão, o prefeito desistiu de instalar a estrutura. A Copa aconteceu e a construção provou-se desnecessária e sumiu da mídia.

Em meados de janeiro a notícia voltou em forma de decisão conforme a manchete “Integrada a estações de trem e metrô, nova rodoviária será construída em São Cristóvão – Terminal ficará em antiga instalação do Exército, perto da Quinta da Boa Vista e da estação intermodal do Maracanã” (O Globo 18/01/2015).
Em 08/12/2013 o post UMA RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO E UMA TEORIA: 50 ANDARES NO LUGAR DA ‘NOVO RIO’ teve grande repercussão. Em seguida publicamos RODOVIÁRIA EM SÃO CRISTÓVÃO, MAIS OPINIÕES: PRESIDENTE DO IAB E EX-BLOG, duas visões importantes sobre o assunto. Voltando a 2015, em 29/01 reproduzimos Artigo: GRANDES OBRAS DE MOBILIDADE NO RIO SEM PLANEJAMENTO, de Sonia Rabello



Considerando a contribuição que o Instituto de Arquitetos do Brasil poderia fazer opinando e organizando debates sobre os muitos assuntos que dizem respeito à cidade, o seja, a todos nós, no início de fevereiro preparamos uma lista de sugestões para aquele importante instituto conhecer. Está no post SUGESTÃO AO IAB-RJ, TEMAS PARA DISCUSSÃO.

No dia 22 do mesmo mês artigo no site Defender opinou sobre a “

Construção de Rodoviária Interestadual às Margens da Quinta da Boa Vista, no Bairro Imperial de São Cristóvão[...] Leia mais