MPRJ obtém sentença para recuperação da Estação Ferroviária de Marechal Hermes

Após anos de abandono e deterioração, a histórica Estação Ferroviária de Marechal Hermes, inaugurada em 1913 e tombada como patrimônio cultural do Rio, deverá passar por recuperação. Em decisão obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Justiça determinou que a SuperVia, o Estado e o Município elaborem, em até 90 dias, um plano de restauração do imóvel. A sentença busca garantir a preservação de um dos mais importantes bens históricos da Zona Norte, cujo estado crítico ameaça sua integridade arquitetônica e cultural. Embora a sentença do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) tenha condenado formalmente a SuperVia, o Estado e o Município a promoverem sua recuperação, devido às informações de que operação dos trens urbanos do Rio de Janeiro passou, desde o dia 30 de maio, a ser realizada pela Trens RJ,(Leia mais)

O desafio de recuperar a Lapa além da segurança pública

O arquiteto Rodrigo Azevedo defende que a recuperação da Lapa exige uma estratégia que vá além do reforço policial, apostando na revitalização dos espaços públicos como caminho para aumentar a segurança e devolver vitalidade ao bairro. Sua proposta prevê uma “costura urbana” conectando pontos históricos por meio de áreas exclusivas para pedestres, novas praças, parques e espaços verdes, com o objetivo de estimular a circulação de moradores e turistas, fortalecer a economia local e transformar a Lapa novamente em um polo de convivência, cultura e desenvolvimento urbano. Este blog destaca que a região é tomada por moradores de rua, viciados e assaltantes, o que não é privilégio da Lapa. Ali a degradação espacial e humana salta aos olhos, como no Centro em geral, Botafogo e Copacabana, por exemplo. Qualquer intervenção para melhorias urbanísticas requer resolver tais problemas, sem apenas transferir(Leia mais)

Após anos de desordem, Prefeitura aposta em nova força para combater o caos no trânsito

O caos que domina o trânsito do Rio de Janeiro não é fruto do acaso, mas de anos de omissão do poder público, fiscalização insuficiente e da crescente certeza de que desrespeitar as leis dificilmente trará consequências. O que os cariocas enfrentam diariamente já deixou de ser apenas um problema de mobilidade: tornou-se um símbolo da perda de autoridade do Estado. Motoristas estacionam onde querem, motos invadem calçadas e trafegam na contramão, caminhões ocupam áreas proibidas e sinais de trânsito são ignorados sem qualquer constrangimento. Diante desse cenário, a criação de uma Força Municipal de Trânsito representa o reconhecimento, ainda que tardio, de que o descontrole nas ruas alcançou níveis incompatíveis com uma cidade do porte do Rio de Janeiro. Para produzir resultados, precisará ir muito além da simples criação de um novo grupamento: será necessário restabelecer a certeza de(Leia mais)

Botafogo: a rua que não há

Uma área pública em Botafogo voltou ao centro das atenções neste fim de semana e reacendeu o debate sobre o seu destino. O terreno pertencente à Rio Trilhos, alvo de diferentes propostas de ocupação nos últimos anos, motivou uma manifestação de moradores que defendem uma solução definitiva para o espaço, considerado estratégico para o bairro. Atualmente utilizado como estacionamento e depósito de viaturas policiais fora de operação, o local tornou-se símbolo de uma discussão que envolve segurança pública, mobilidade urbana e o aproveitamento de uma área que, para muitos moradores, permanece subutilizada há décadas. Ironicamente, a utilização da área pelo 2º Batalhão da Polícia Militar ocorreu devido à venda do terreno Próprio Estadual onde a instituição funcionava, na Rua São Clemente, para o mercado imobiliário. Atualmente existe no local um conjunto de prédios residenciais. Este site defendeu a manutenção do(Leia mais)

Ônibus novos, modelo velho: Rio troca a pintura, mas mantém o mesmo padrão

Segundo notícia publicada no jornal O Globo, a chegada de 102 novos ônibus ao Rio de Janeiro — sendo 77 viabilizados por acordo judicial — é apresentada como “um avanço na modernização do transporte público”. De fato, há melhorias concretas: veículos zero quilômetro, com ar-condicionado, sistemas eletrônicos, monitoramento e padrões ambientais mais avançados, como o Euro VI, que reduz significativamente a emissão de poluentes. No entanto, este espaço urbano-carioca entende que a questão central não está apenas no fato de serem novos, mas no tipo de ônibus adotado, o que leva a uma dúvida relevante: esse padrão realmente mudou? Com base nas informações disponíveis, não há indicação de ruptura com o modelo tradicional. A matéria e os dados complementares destacam conforto, tecnologia embarcada e gestão, mas não mencionam alterações no conceito estrutural dos veículos. Isso sugere a continuidade do padrão(Leia mais)

Autoridades precisam sentir na pele o caos no transporte, por Andréa Redondo

Por Andréa Redondo – O Globo Link original Passageiros permanecem durante horas em ônibus lotados, ruidosos e abafados, no ‘Rio 40 graus’ de Fernanda Abreu No filme francês “Entre dois mundos”, a personagem interpretada por Juliette Binoche é escritora, fato de que o espectador ganha ciência no avançar da projeção. Para escrever sobre as dificuldades da classe trabalhadora francesa, decide viver sua realidade. Muda-se de Paris para uma cidade portuária e, sob nome falso, emprega-se como faxineira. O trabalho exaustivo intensifica-se quando passa a integrar a equipe noturna dedicada a limpar, em tempo exíguo, cabines da balsa que transporta passageiros entre a França e a Inglaterra. O livro a ser escrito exporá as condições precárias a que mulheres se submetem para sobreviver com parcos recursos vindos do trabalho honesto. O paralelo com a situação enfrentada por cariocas e fluminenses no(Leia mais)

Mobilidade urbana em duas visões: o Rio de Janeiro

No último dia 14, o artigo do arquiteto Sérgio Magalhães publicado no jornal O Globo passeia pelos problemas da (des) mobilidade urbana que assola as cidades brasileiras. Traz-nos o exemplo de um projeto a ser implementado na Bahia e nos transporta de volta à Cidade do Rio de Janeiro junto com o sofrimento diário da população na cidade e na Região Metropolitana em BRTs, Metrô e nos trens da Supervia. Enquanto se anunciam novas Linhas de VLT – “um bom modal” nas palavras do articulista – hoje praticamente um trenzinho de brinquedo que enfeita a cidade e não pode ser classificado como transporte de massa – não menciona os ônibus barulhentos, carcaças sobre chassis de caminhão, talvez por ser tema conhecido. Em contrapartida, o Prefeito do Rio, apoiador e coadjuvante da falsa Linha 4 do Metrô que já condenou o(Leia mais)

VLT na Zona Sul: Um erro de planejamento

Ontem um leitor deste blog nos informou que o projeto para o VLT voltará à baila. Supusemos ser notícia antiga, pois a Prefeitura trouxe o assunto a público em 2022, e nada mais se ouviu a respeito. Na ocasião, analisamos a proposta do ponto de vista prático para o atendimento à população carioca, com a qual, por óbvio, não concordamos, conforme argumentos apresentados. Para surpresa, o trenzinho de brinquedo do Prefeito quer voltar, no lugar da devida e desejada Linha 4 (a verdadeira) do Metrô, substituída pela Linha 1 esticada por uma gambiarra à Linha 2, tudo “pra Olimpíada” conforme o alcaide apregoava em meio a mentiras por ele assumidas. A seguir, nossas considerações a respeito, links para as postagens de 2022. Urbe CaRioca O recente anúncio do projeto do VLT Zona Sul, apresentado pela Prefeitura do Rio de Janeiro,(Leia mais)

Segurança e mobilidade em perspectiva nas metrópoles, de Sérgio Magalhães

A cidade metropolitana do Rio tem a maior parcela de população que leva mais de duas horas nos deslocamentos casa-trabalho-casa Por Sérgio Magalhães, arquiteto, preside o Conselho de Habitação e Desenvolvimento Urbano da ACRJ O Globo – Link original Do alto de seus quase 104 verões, o filósofo francês Edgar Morin nos inspira: “Retiramos como lição da História que o improvável pode acontecer, logo é sadio e tonificante tomar o partido do melhor”. A vida das metrópoles é complexa, com questões inter-relacionadas que pedem políticas transversais. Políticas setoriais autônomas não oferecem bom resultado. É o caso da segurança pública quando tratada exclusivamente pelo viés policial. Também o caso da mobilidade, que precisa de articulação entre os agentes públicos responsáveis pelos diversos modais. E da moradia, interligada a eles. Assim, deve ser saudada a recente decisão do Supremo Tribunal Federal em(Leia mais)

A (I)mobilidade urbana no Rio de Janeiro, de Atilio Flegner

Por Atilio Flegner Um anúncio de obras por parte da Prefeitura, sempre me causa preocupação. Possuo um dos, se não o maior, acervo de mobilidade urbana particular aqui da Cidade e vi muitos absurdos no setor. Nos últimos anos aconteceram intervenções bastante prejudiciais ao Rio. Tivemos a implantação de um modal inadequado,que, logo no início, já apresentava sinais de saturação por falta de capacidade e problemas na execução da obra. O BRT, modal que já consumiu R$12 bilhões, não resolveu o problema dos gigantescos congestionamentos e superlotação. Tivemos também uma ciclovia que caiu. No mundo todo, ciclovia é sinônimo de sustentabilidade, bem estar e mobilidade inteligente, mas no Rio foi sinônimo de morte. A ciclovia da Avenida Niemeyer, até hoje com diversos problemas no traçado e no piso. A derrubada da Perimetral, apontada pelo prefeito como “sucesso”, pode ser atribuída(Leia mais)