Detroit, Acapulco e o Rio: quando a história insiste em nos alertar, de Hugo Costa

Cidades não entram em declínio de forma repentina. Antes que a decadência se torne evidente, acumulam-se sinais de alerta: uma economia que perde dinamismo, investimentos que deixam de chegar, problemas estruturais que se agravam e escolhas que privilegiam soluções de curto prazo em detrimento de uma estratégia consistente de desenvolvimento. A história mostra que esses processos dificilmente são inevitáveis; na maioria das vezes, são o resultado de decisões — ou da ausência delas. Neste artigo, o geógrafo Hugo Costa destaca que Detroit e Acapulco seguiram caminhos distintos, mas terminaram expondo a mesma fragilidade: a dependência excessiva de um único modelo de desenvolvimento. Uma viu sua prosperidade ruir com o esvaziamento da indústria; a outra descobriu que a força do turismo não é suficiente quando a degradação institucional e a violência avançam. O Rio de Janeiro não é uma cópia de(Leia mais)

A antiga capital é cada vez mais esvaziada, de Christian Lynch

Neste artigo publicado originalmente no jornal O Globo, Christian Lynch , cientista político, jurista e historiador, destaca que o Rio de Janeiro, outrora centro político e cultural do país, vê-se novamente diante de um processo de esvaziamento institucional que se arrasta há décadas. A transferência da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para Brasília é mais um capítulo de uma longa história de perdas que fragilizaram a antiga capital e deslocaram para São Paulo e para o Distrito Federal não apenas órgãos estratégicos, mas também poder econômico e influência política. O episódio reacende o debate sobre o papel do Rio no pacto federativo e sobre a necessidade de políticas que resgatem sua condição singular no imaginário e na vida nacional. Urbe CaRioca A antiga capital é cada vez mais esvaziada Com projeto de transferência da Susep, de novo o Rio perde,(Leia mais)