Caso Sendas: Justiça mantém suspensão de leilão de prédio em Botafogo

O caso envolvendo o antigo imóvel do Grupo Sendas, na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, ganha mais um capítulo na Justiça. De um lado, a Prefeitura do Rio defende a desapropriação da área para a instalação de um centro de pesquisas em inteligência artificial; de outro, o antigo proprietário contesta a medida, enquanto moradores e representantes políticos questionam a destinação pretendida para o imóvel. A decisão mais recente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que manteve suspenso o leilão, recoloca no centro do debate questões que vão além da disputa judicial: o interesse público, o direito à propriedade, a finalidade de uma desapropriação e a própria definição sobre qual projeto melhor atende às necessidades de uma região densamente ocupada como Botafogo. O blog vem acompanhando o caso em diferentes momentos, desde os protestos de moradores e os(Leia mais)

Curso Livre Centro do Rio,  ministrado pelo escritor André Luis Mansur na

Escritor André Luis Mansur abre novas vagas para curso sobre a história do Centro do Rio de Janeiro A história do Rio de Janeiro pode ser contada a partir de suas ruas, praças, igrejas, prédios e lugares que ajudaram a construir a identidade da cidade. É justamente essa trajetória que será apresentada no Curso Livre Centro do Rio, ministrado pelo jornalista, memorialista e escritor André Luis Mansur, na Casa 11 Sebo e Livraria, em Laranjeiras. Como a primeira turma teve as vagas esgotadas rapidamente, uma nova turma foi aberta para quem deseja conhecer, em ordem cronológica, a história do Centro do Rio de Janeiro, desde os seus primeiros períodos de formação até os diferentes momentos que marcaram a transformação da região ao longo do tempo. O curso será realizado em quatro aulas, sempre às quartas-feiras, às 18h, nos dias 16(Leia mais)

Do patrimônio ao “balcão” de vendas: o abandono que ameaça um chafariz de 209 anos no Rio

Um patrimônio de 209 anos, testemunha de diferentes momentos da história do Rio de Janeiro, deveria ser tratado como parte viva da memória da cidade. No entanto, o Chafariz da Rua Riachuelo, tombado pelo Iphan desde a década de 1930, hoje expõe não apenas as marcas do abandono, mas também uma inversão preocupante de sua função: a estrutura histórica passou a servir como balcão improvisado para a venda de mercadorias por camelôs, enquanto pichações e sinais de deterioração avançam sobre um monumento que deveria estar sob proteção permanente do poder público. Urbe CaRioca Chafariz de 209 anos no Centro do Rio vira ‘balcão’ de vendas para camelôs Monumento construído em 1817, na Rua Riachuelo, está em péssimo estado de conservação, apesar de ser tombado pelo Iphan há quase nove décadas Por Victor Serra – Diário do Rio Link original Um(Leia mais)

Estação esquecida sob Botafogo expõe décadas de abandono do metrô carioca

A Estação Morro de São João, localizada entre Botafogo e Cardeal Arcoverde, nas proximidades do Shopping RioSul, é uma das mais emblemáticas obras inacabadas da infraestrutura de transportes do Rio de Janeiro. Escavada há mais de três décadas para integrar a Linha 1 do metrô, a estação teve parte significativa de sua estrutura construída, mas nunca foi concluída nem aberta ao público. O espaço permanece oculto sob a cidade, como um retrato do desperdício de recursos e da descontinuidade das políticas públicas voltadas à mobilidade urbana. O tema está longe de ser novidade para este blog. Ao longo dos anos, temos denunciado repetidamente o abandono da Estação Morro de São João e defendido sua conclusão como uma medida estratégica para ampliar a capacidade do sistema metroviário. A reportagem do Diário do Rio reforça aquilo que já mostramos diversas vezes: a(Leia mais)

Detroit, Acapulco e o Rio: quando a história insiste em nos alertar, de Hugo Costa

Cidades não entram em declínio de forma repentina. Antes que a decadência se torne evidente, acumulam-se sinais de alerta: uma economia que perde dinamismo, investimentos que deixam de chegar, problemas estruturais que se agravam e escolhas que privilegiam soluções de curto prazo em detrimento de uma estratégia consistente de desenvolvimento. A história mostra que esses processos dificilmente são inevitáveis; na maioria das vezes, são o resultado de decisões — ou da ausência delas. Neste artigo, o geógrafo Hugo Costa destaca que Detroit e Acapulco seguiram caminhos distintos, mas terminaram expondo a mesma fragilidade: a dependência excessiva de um único modelo de desenvolvimento. Uma viu sua prosperidade ruir com o esvaziamento da indústria; a outra descobriu que a força do turismo não é suficiente quando a degradação institucional e a violência avançam. O Rio de Janeiro não é uma cópia de(Leia mais)

Nesta cidade falta laicidade

Nem sempre a legalidade basta para encerrar uma discussão de interesse público. A decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de investir mais de R$ 200 milhões na construção do Parque Terra Prometida, transformando um antigo espaço destinado à educação, à ciência e ao lazer em um complexo de caráter religioso, pode não contrariar a legislação. Ainda assim, suscita um debate que vai além do campo jurídico: qual deve ser o papel do Estado quando se trata de financiar e promover iniciativas vinculadas à religião? A questão envolve não apenas a destinação de recursos públicos, mas também os limites impostos pelo princípio da laicidade e as prioridades de uma administração que representa uma sociedade plural. É justamente nessa zona de tensão — entre o que a lei permite e o que se espera de um Estado laico — que o(Leia mais)

Restaurante histórico do Palácio Capanema será reaberto depois de quatro décadas

O Palácio Gustavo Capanema, um dos maiores símbolos da arquitetura moderna brasileira e da vida cultural do Rio de Janeiro, prepara-se para recuperar uma parte importante de sua própria memória. Após cerca de quatro décadas, o restaurante histórico instalado no terraço do edifício deverá voltar a funcionar, reabrindo ao público um espaço que, entre as décadas de 1940 e 1960, serviu como ponto de encontro de intelectuais, artistas e funcionários públicos. A retomada acontece após a ampla restauração do prédio e reforça a intenção de devolver ao Capanema não apenas sua arquitetura original, mas também o papel de espaço vivo de convivência e cultura no coração da cidade. A abertura do espaço ao público é ação direta pela revitalização do Centro, ao contrário de gabaritos liberados  (à custa de aumentar as construções e a altura dos prédios na Zona Sul,(Leia mais)

A Linha 4 e os erros de planejamento do metrô do Rio

A carta do leitor Gerard Fischgold, publicada no O Globo desta quarta-feira, merece atenção por ampliar uma discussão que já havia sido levantada em vários artigos deste site sobre a Linha 4 e sua integração ao eixo da Linha 1. Ao apontar a não conclusão de projetos e conexões que poderiam ter fortalecido a rede metroviária do Rio, o leitor chama atenção para um problema que vai muito além de uma linha específica: a histórica falta de planejamento integrado da mobilidade carioca. A questão central não é apenas quantos quilômetros de metrô foram construídos, mas quais conexões deixaram de ser realizadas e como essas escolhas afetaram a formação de uma verdadeira rede de transporte. O comentário também reforça uma percepção importante: o Rio frequentemente tratou sua infraestrutura de mobilidade como um conjunto de obras isoladas, e não como partes de(Leia mais)

MPRJ aponta “estranheza” e possível desvio de finalidade no caso Sendas

O caso do imóvel do Grupo Sendas, em Botafogo, está longe de chegar ao fim — e acaba de ganhar um novo capítulo que pode ampliar a pressão sobre a Prefeitura do Rio. Nesta terça-feira (21), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou contra o arquivamento de uma das ações que questionam a desapropriação, reacendendo uma disputa marcada por decisões judiciais e questionamentos sobre a legalidade da iniciativa. A medida pode abrir uma segunda frente judicial, enquanto o leilão permanece suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O novo movimento ocorre depois que a 14ª Vara de Fazenda Pública extinguiu, em abril, uma das ações, sob o argumento de que ela teria perdido o “interesse procedimental” após o próprio Grupo Sendas recorrer à Justiça contra a desapropriação. O parecer do(Leia mais)

A “Linha 4” é a Linha 1 espichada: o engodo continua

Este site dedicou várias postagens ao projeto de extensão da Linha 1 do Metrô, batizado errônea e escandalosamente de Linha 4. Desta, existe apenas o trecho que atinge o Jardim Oceânico, sempre lotado devido à superposição das Linhas 1 e 2. A Linha 4 original ligaria Botafogo à Barra da Tijuca via Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, dando início ao desejado metrô em rede de que a cidade do Rio de Janeiro e seus moradores precisam. Em seu lugar, a prioridade foi atender aos visitantes quando tudo era “pra Olimpíada”. A reportagem publicada no jornal O Globo mais uma vez detalha aspectos ligados à Estação Gávea, objeto de nova gambiarra sobre trilhos. Urbe CaRioca Linha 4 do metrô do Rio: dez anos após inauguração, trajeto ainda opera com metade da capacidade Às vésperas de completar uma década de operação, linha(Leia mais)