Pesquisa para o Plano Urbano Reviver Centro – Segunda fase

Para transformar o Centro do Rio de Janeiro, que foi esvaziado ao longo dos últimos anos, novas regras deverão entrar em vigor. Para isso, a prefeitura prepara um pacote de mudanças urbanísticas e tributárias que prevê, entre outras coisas, estímulos para que essa parte da cidade, historicamente voltada para ser uma área comercial, ganhe ares de bairro residencial. Quem apostar na ideia de fazer de uma construção comercial um prédio para novos moradores pode ter perdão de dívidas ou isenção de IPTU por até dez anos.

Destacamos que, apesar de o discurso da atual gestão municipal atrelar as condições desta região à crise sanitária e econômica agravada em 2020, os aspectos que contornam o atual quadro de degradação são resultantes de anos de descaso, abandono e a falta de falta de ações na região pelas autoridades governamentais.

A consulta pública que ocorre dentro do Plano Urbano Reviver Centro chega à segunda fase aprofundando o diagnóstico sobre a 2ª Região Administrativa, que abrange o Centro da cidade e bairros do entorno. O site Urbe CaRioca divulga abaixo a pesquisa e mantém as considerações apresentadas nos posts “Prefeitura do Rio apresentará propostas para revitalizar o Centro da Cidade” e “Mais sobre a proposta para o Centro do Rio”.

Urbe CaRioca

Pesquisa para o Plano Urbano Reviver Centro chega à segunda fase com foco nos equipamentos públicos

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Prédios no Centro do Rio – Marluci Martins / Prefeitura do Rio

A consulta pública que ocorre dentro do Plano Urbano Reviver Centro chega à segunda fase aprofundando o diagnóstico sobre a 2ª Região Administrativa, que abrange o Centro da cidade e bairros do entorno. Disponível no portal prefeitura.rio/revivercentro, a pesquisa feita pela Secretaria Municipal de Planejamento Urbano avança em relação à primeira etapa ao pedir aos participantes que classifiquem os serviços e equipamentos públicos na região. A ideia é esclarecer ainda quais modalidades de lazer fazem falta na região. O Reviver Centro quer estimular a revitalização da 2ª RA, bastante atingida pela crise econômica e pela pandemia.

A consulta, que terá uma terceira fase, integra a elaboração do plano urbano da cidade, que inclui um projeto de lei complementar a ser apresentado à Câmara dos Vereadores. O atual levantamento pede ao interessado para listar três motivos que eventualmente dificultam a moradia no Centro. Outras perguntas procuram saber quem se instalaria num prédio do Século XIX ou início do Século XX; quem conhece os bens e monumentos históricos da região; e acha importante a sua manutenção.

A pesquisa propõe ainda a pergunta “Quanto acha que vale um imóvel de 2 quartos no bairro do Centro?”. E questiona se participante, se tivesse esse valor disponível, compraria um imóvel em outro lugar (de uma lista oferecida na enquete) ou no Centro.

Em busca de recuperação para a área

O Reviver Centro pretende estimular as recuperações social, econômica e urbanística do Centro do Rio, atraindo para a área novos moradores e estabelecimentos. Trata-se de um conjunto de decretos e um projeto de lei que inclui uma série de incentivos fiscais e permissões de novos usos para fomentar a construção de moradias e o retrofit de prédios comerciais.

O projeto também prevê a concessão de benefícios a empreendedores que queiram participar do programa de locação social que a Prefeitura irá lançar, com público-alvo de estudantes universitários, cotistas e servidores públicos. O Reviver Centro terá ainda um cuidado especial com o patrimônio histórico, incorporando no corpo do projeto o edital Pró Apac, que oferecia benefícios aos donos de imóveis históricos interessados em sua recuperação.

Os resultados da primeira fase

A primeira fase da consulta pública atraiu 5.056 participantes e mostrou que 52,06% morariam no Centro do Rio e bairros do entorno se tivessem oportunidade. Ao todo, 1.994 informaram que viveriam no Centro propriamente dito. A Lapa ficou em segundo lugar (1.340). Sobre o que seria necessário melhorar na região, segurança foi apontada como a maior preocupação: 19,17% das pessoas apontaram o tema como prioridade para investimentos. O transporte público aparece em segundo lugar (13,14%), seguido de saúde e educação (12,79%), acessibilidade (12,63%), esporte e lazer (10,77%), comércio (9,41%), meio ambiente (9,1%), cultura (8,82%) e outros serviços ( 4,19%)..

A segurança também aparece em outro recorte da pesquisa: 51,36% informaram que não se sentem seguros circulando a pé na área. A esmagadora maioria dos entrevistados (77,63%) informou que não utilizaria carro próprio se vivesse no Centro. Um percentual de 29,35% dos participantes disse que usaria bicicleta como meio de transporte preferido. Outros 55,62% informaram que usariam bicicleta se houvesse investimento em ciclovias.

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