Decretar não basta: o tempo que separa o decreto da solução

O desabamento de parte de um dos casarões do Cosme Velho expôs um problema sempre alertado por moradores: a deterioração de imóveis históricos e a dificuldade do poder público para transformar diagnósticos de risco em ações efetivas. A resposta da Prefeitura declarou os casarões n. 362 e 370 da Rua Cosme Velho como de utilidade pública para fins de desapropriação, além de anunciar e novas “desapropriações”, incluindo a Casa Portinari e o Solar dos Abacaxis. Há diferença importante entre anunciar a desapropriação e resolver o problema. O decreto de utilidade pública não importa na compra imediata do imóvel. É apenas o início de um processo para que a propriedade possa ser incorporada ao patrimônio público e, posteriormente, receber uma nova destinação. No caso do Cosme Velho, a Prefeitura fala em leilões e recuperação, mas ainda há um caminho administrativo e(Leia mais)