Decretar não basta: o tempo que separa o decreto da solução

O desabamento de parte de um dos casarões do Cosme Velho expôs um problema sempre alertado por moradores: a deterioração de imóveis históricos e a dificuldade do poder público para transformar diagnósticos de risco em ações efetivas. A resposta da Prefeitura declarou os casarões n. 362 e 370 da Rua Cosme Velho como de utilidade pública para fins de desapropriação, além de anunciar e novas “desapropriações”, incluindo a Casa Portinari e o Solar dos Abacaxis. Há diferença importante entre anunciar a desapropriação e resolver o problema. O decreto de utilidade pública não importa na compra imediata do imóvel. É apenas o início de um processo para que a propriedade possa ser incorporada ao patrimônio público e, posteriormente, receber uma nova destinação. No caso do Cosme Velho, a Prefeitura fala em leilões e recuperação, mas ainda há um caminho administrativo e(Leia mais)

Câmara do Rio mantém veto a mudança que permitiria prédios mais altos no Bairro Peixoto

Uma boa surpresa para os moradores e defensores da preservação urbana de Copacabana: a Câmara do Rio decidiu manter o veto da Prefeitura que impediu a flexibilização das regras urbanísticas no Bairro Peixoto. Com isso, foi barrada a possibilidade de construção de edifícios que poderiam chegar a cerca de 11 andares em uma das poucas áreas do bairro ainda marcadas por prédios baixos, ruas arborizadas e uma paisagem protegida. A decisão representa uma vitória da mobilização dos moradores e, sobretudo, do princípio de que desenvolvimento urbano não pode servir de justificativa para a descaracterização de territórios históricos e consolidados. Urbe CaRioca Câmara mantém veto que impede prédios de até 11 andares no Bairro Peixoto Câmara do Rio manteve veto da Prefeitura e retirou Bairro Peixoto das áreas que poderiam receber potencial construtivo do Praça Onze Maravilha Por Quintino Gomes Freire(Leia mais)