Ex-subprefeito da Barra lança livro sobre a relação entre crime, política e ocupação territorial no Rio

Thiago Barcellos lançará, no dia 6 de outubro, no Leblon, o livro “Cidade Refém — Facções, milícias e políticos: O Rio foi sequestrado”, em que revisita sua experiência como ex-subprefeito do Centro e da Barra da Tijuca para expor bastidores da administração pública e as pressões políticas que, segundo seu relato, cercaram ações de fiscalização e ordenamento urbano. A obra parte de episódios vividos entre 2009 e 2017 para discutir a relação entre decisões do poder público, ocupação irregular do território e interesses políticos e econômicos. Ao reconstruir casos como o da Muzema e analisar a expansão de facções e milícias, Barcellos procura mostrar como o controle territorial ultrapassa a dimensão da violência armada e alcança a exploração imobiliária, a cobrança por serviços e a formação de redes de influência. O livro também questiona os resultados de políticas de urbanização(Leia mais)

Dois pesos, muitas medidas

Muito escrevemos neste espaço sobre as leis urbanísticas que legalizam o irregular e, mais recentemente, aprovam o ilegal, tudo mediante pagamento. Nas favelas – ou comunidades – constrói-se ao bel-prazer, para moradia ou para aluguel. São várias cidades no mesmo Rio de Janeiro, diferentes paisagens, diferentes feições, diferentes regras. Ora se faz vista grossa – há mais de um século, diga-se – seja por incompetência, impossibilidade,  leniência, tolerância em função de problemas sociais jamais resolvidos, ou desejo de manter os apelidados currais eleitorais. Ora o poder público age demolindo migalhas diante do gigantesco volume de construções erguidas sem licença. A mídia mostra. O tempo passa. O irregular continuam no ciclo eterno que molda a urbe carioca. Abaixo, notícia sobre mais uma investida sobre percentual mínimo da ilegalidade que grassa no solo urbano do Rio. Urbe CaRioca Prefeitura do Rio diz(Leia mais)