QUARTEL DA PM, UM BOM COMBATE

Iluchar Desmons – Panorama da Cidade do Rio de Janeiro tomado de Santo Antônio a voo de pássaro – 1854. Vista tomada do Morro de Santo Antônio, vendo-se o quartel da Rua dos Barbonos (atual Evaristo da Veiga), hoje quartel da polícia Militar.

 Texto: Paisagem do Rio de Janeiro, George Ermakoff
Imagem:  Iba Mendes Pesquisa a partir da Biblioteca Nacional Digital do Brasil

O Urbe CaRioca pediu sugestões sobre que destino deverá ter a área do Batalhão da PM do Estado do Rio de Janeiro situado na Rua Evaristo da Veiga, com base na premissa de que o QG será efetivamente desativado após a transferência do contingente para outro prédio, conforme anunciado. As condições pedidas foram (1) buscar o melhor para a CIDADE e sua POPULAÇÃO, e (2) preservar e divulgar a MEMÓRIA e o PATRIMÔNIO CULTURAL do RIO. Abaixo, lista das sugestõesrecebidas, artigos publicados e outras opiniões.

v COMENTÁRIOS de urbanistas e profissionais de outras áreas
Patricia A., Nelson P., Maria José M., Ailton M., Sonia F. e Nireu C.

v ARTIGOS publicados
REVISTA DE HISTÓRIA – Artigo: Caso de Polícia
ARTIGO de Elio Gaspari – JORNAL O GLOBO em 27/5/2012
ARTIGO de DARIO CONY DOS SANTOS – Jornal O GLOBO em 28/5/2012

v OUTROS COMENTÁRIOS
CARTA Alexei Bueno, Hélio Brasil, Ivo Korytovski, Nireu Cavalcanti ao Jornal O GlOBO
OPINIÃO do CORONEL PM Mário Sérgio de Brito Duarte 
OPINIÃO do CORONEL PM Wilton Soares Ribeiro[...] Leia mais

QUARTEL DA PM, A ENORME PEQUENEZ

Domingos Peixoto / Agência O Globo
Fonte: Pesquisa Globo on Line

QUARTEL DA PM, A ENORME PEQUENEZ

Para tratar de Aquartelamento, Segurança e meandros jurídico-administrativos existem a Polícia, os juristas e o Ministério Público. Ao Urbe Carioca só cabe analisar a polêmica sobre o Quartel da PM sob o ponto de vista urbanístico. Por isso qualquer comentário parte da premissa de que o Quartel será efetivamente desativado, ou seja, prédio e terreno ficarão sem uso. Fica a curiosidade sobre quem nasceu primeiro: saber se a saída da polícia foi decisão anterior e gerou a ideia milionária, ou se o desejo de vender a área expulsará a PM. O caso do Batalhão é tão simples que uma frase basta para dar início a qualquer debate: LUGAR, TERRENO E PRÉDIO NÃO SÃO COMUNS. Historiadores já repudiaram a proposta do governo para o LUGAR que há quase duzentos anos recebeu um quartel; protestos contra a demolição do PRÉDIO centenário explodem nas redes sociais; o TERRENO é um espaço único no Centro da Cidade: construções baixas no seu enorme perímetro formam o pátio interno para onde se volta uma capela. A falta do tombamento não elimina a História e a Memória. Visualmente o Rio respira no percurso entre os Arcos da Lapa e o Teatro Municipal. No Rio de Janeiro o proprietário de um terreno vazio ou edificado que queira nele construir deve ir aos órgãos públicos aprovar um projeto de arquitetura e obter licença para demolir. Obedecida a lei urbanística, demolição e construção serão autorizadas. O Estado, porém, não é um proprietário qualquer. Ao propor um negócio imobiliário para o Terreno do Batalhão o Governo Estadual mostra, de novo, sua enorme pequenez*, já notória com o caso do Metrô, entre outros exemplos. Reduzir o Patrimônio Cultural do Rio a escombros para que nasça mais um prédio comercial – que poderia ser construído em outro lugar – em troca de dinheiro que ninguém sabe para onde vai, é perder a oportunidade única de integrar aquele espaço à Urbe CaRioca e abri-lo para a população. É mesquinho* (coincidência: v. acepção 5). Por outro lado, é chocante o apoio do Governo Municipal, sem voz ativa, embora seja o único responsável pelas decisões em relação ao uso do solo por determinação constitucional. Para a Petrobrás há o Porto Maravilha, que implora por empreendimentos. Se a questão é proximidade com a Sede, há outros terrenos vazios no Centro, há prédios do Governo Federal abandonados e até os muitos imóveis igualmente abandonados pela Prefeitura, disponíveis conforme decreto anunciado há uma semana. A própria Petrobrás, além de sua sede modernosa, usa edifícios novos, como a Torre Almirante, e adaptados, como o Edifício Nilomex, exemplar Art-Decó objeto de restauração e reforma. Para combater a pequenez dos nossos administradores e considerando ser verdade que o imóvel da Rua Evaristo da Veiga não será mais usado como quartel, o Urbe CaRiocaconvidou todos que têm apreço pelo Rio – não apenas urbanistas e arquitetos – a apresentarem sugestões em relação ao uso do Terreno do Batalhão. ·       Premissa: O Batalhão será desativado. ·       Condições: Ser o melhor para cidade e população sob o ponto de vista urbanístico. // Respeitar, valorizar e divulgar a Memória do Rio e o Patrimônio Cultural CaRioca. Recebemos várias sugestões que serão apresentadas em seguida. *PEQUENEZ=&8=&  substantivo feminino 1     qualidade de pequeno 2     período da infância; meninice 3     pequena altura, estatura reduzida 4     Derivação: sentido figurado. qualidade de insignificante, de mesquinho Ex.: a p. daquele ato deixou-o chocado 5     Derivação: sentido figurado. falta de elevação, de estatura moral ou intelectual Ex.: a característica principal de seu espírito era a p. *MESQUINHO=&8=&  adjetivo 1     demasiadamente agarrado a bens materiais; avaro, sovina Ex.: velho m. 2     desprezível, parco, parcimonioso Exs.: esmola m. presente m. 3       escasso de recursos; pobre, medíocre Exs.: vida m.  discurso m. 4       falto de grandeza, de magnanimidade Ex.: sentimentos m. 5       que demonstra estreiteza de espírito e de visão Exs.: atitude m.  política m.  dirigentes m. 6       insignificante, ordinário, reles Exs.:

moradia m.[...] Leia mais

DECRETO PROPAGANDA + NOTÍCIAS sobre QUARTEL e BIGORRILHOS

LETREIROS / PROPAGANDA

O tema já estava programado para hoje, aqui no Urbe CaRioca. O Jornal O Globo, entretanto, há dois dias publicou excelente matéria a respeito com dados preciosos para os interessados. Por isso uma pequena análise em tópicos é bastante para detalhar a questão:

Glória, Rio de Janeiro, 20/5/2012
Acervo Urbe CaRioca
Centro, Rio de Janeiro, 20/5/2012
Acervo Urbe CaRioca

O Decreto nº 35507 de 27/4/2012 obriga à retirada de cartazes publicitários no Centro e na Zona Sul, para valorizar a paisagem urbana.[...] Leia mais