
Em mais uma crônica singular, o arquiteto Francisco Fonseca detalha a história de uma grande amizade, o arrepio de uma ligação desalentadora no meio da noite, o inventário de lembranças da juventude e o tênue diálogo entre as ondas e a areia. Urbe CaRioca A Voz que Vem das Ondas Passava um pouco das dez e meia da noite. Toca o telefone. – Estou te ligando pra me despedir. Senti um arrepio. Reconheci a voz do meu amigo e percebi logo que não era de viagem que ele estava falando. Com seu histórico depressivo e aquela voz cortante, de lâmina afiada, boa coisa não era. – Pra mim, chega, emendou, antes que eu conseguisse tomar fôlego. Perdi a vontade de viver. Podemos falar pessoalmente? – perguntei, tentando manter a calma. Posso passar aí? Silêncio. Você pode descer? Estou indo praí,(Leia mais)









