A batalha perdida pela Torre Eiffel da Rua do Ouvidor

Registro sobre uma das joias arquitetônicas entre muitas que o Rio de Janeiro teve e que, por diferentes circunstâncias, deixou desaparecer. A história da Torre Eiffel da Rua do Ouvidor é também a história de uma cidade que, diante da possibilidade de preservar um de seus mais expressivos símbolos urbanos, não conseguiu — ou não quis — fazê-lo. O edifício que durante décadas marcou a paisagem, o comércio e a memória afetiva do centro carioca foi demolido em 1967, apesar dos alertas de Rubem Braga, da mobilização de órgãos de patrimônio e da atuação de nomes como Lúcio Costa. O que aconteceu com a Torre Eiffel revela, assim, muito mais do que a perda de uma construção: expõe as fragilidades de uma política de preservação que, entre interesses imobiliários, disputas institucionais e hesitações administrativas, permitiu que uma parte insubstituível da(Leia mais)

Entre retrofit e preservação: o futuro dos Trigêmeos do Flamengo volta à pauta

Após serem leiloados e terem definido seu destino como empreendimento residencial de alto padrão, os chamados Trigêmeos da Praia do Flamengo voltam ao centro do debate urbano no Rio. O conjunto art déco da década de 1940, que passará por um processo de retrofit antes de retornar ao mercado imobiliário, já foi objeto de diversas publicações e análises neste blog ao longo dos últimos anos. Em diferentes ocasiões, destacou-se o caráter singular do conjunto, especialmente sua implantação pouco comum na Zona Sul, com ruas internas, áreas de circulação e uma configuração urbanística rara para a região. Essas características arquitetônicas e urbanas sempre foram apontadas como elementos que deveriam ser preservados em qualquer intervenção. No entanto, diante da forte pressão imobiliária e da ocupação cada vez mais intensa dos terrenos da Zona Sul carioca, trata-se de um ideal cuja concretização é,(Leia mais)