Praça Onze Maravilha: questionamentos desde o próprio nome

Reportagem publicada pelo O Globo nesta sexta-feira detalha o conjunto de novas benesses urbanísticas para o mercado imobiliário criadas pelo projeto batizado com o nome Praça Onze Maravilha, apresentado como uma iniciativa para a revitalização da região. Sob o discurso da requalificação urbana, o plano amplia potencial construtivo, cria mecanismos de valorização imobiliária e busca atrair investimentos privados para uma área profundamente marcada por sucessivas intervenções do próprio Estado. Antes de celebrar uma nova transformação, porém, indagamos se o projeto enfrenta as causas da degradação ou se apenas inaugura mais um ciclo de reconfiguração voltado à construção civil, recorrente nas últimas décadas a partir das leis “pra Olimpíada”.. Grande parte das cicatrizes urbanas do Catumbi, da Cidade Nova e do entorno decorre das decisões públicas que, ao longo de décadas, privilegiaram grandes obras viárias em detrimento da escala humana, da(Leia mais)

O alto preço pago pelos cariocas pelas obras viárias na Praça XI, de Sonia Rabello

Neste artigo, publicado originalmente no site “A Sociedade em Busca do seu Direito”, a professora e jurista Sonia Rabello destaca que a proposta de demolição de estruturas históricas e a realização de novas obras viárias na Praça XI avançam sob uma preocupante ausência de debate público. Mais uma vez, decisões que impactam profundamente a mobilidade, a paisagem urbana, a memória da cidade e o cotidiano dos cariocas seguem cercadas de contradições, sem transparência sobre os estudos técnicos, os custos reais e as consequências dessas intervenções. Segundo a jurista, o Rio parece repetir um padrão antigo: destruir primeiro, discutir depois. Novamente, os argumentos apresentados em nome da “revitalização” entram em choque com princípios básicos de planejamento urbano , preservação patrimonial e participação democrática . Urbe CaRioca O alto preço pago pelos cariocas pelas obras viárias na Praça XI Sonia Rabello O(Leia mais)

A (I)mobilidade urbana no Rio de Janeiro, de Atilio Flegner

Por Atilio Flegner Um anúncio de obras por parte da Prefeitura, sempre me causa preocupação. Possuo um dos, se não o maior, acervo de mobilidade urbana particular aqui da Cidade e vi muitos absurdos no setor. Nos últimos anos aconteceram intervenções bastante prejudiciais ao Rio. Tivemos a implantação de um modal inadequado,que, logo no início, já apresentava sinais de saturação por falta de capacidade e problemas na execução da obra. O BRT, modal que já consumiu R$12 bilhões, não resolveu o problema dos gigantescos congestionamentos e superlotação. Tivemos também uma ciclovia que caiu. No mundo todo, ciclovia é sinônimo de sustentabilidade, bem estar e mobilidade inteligente, mas no Rio foi sinônimo de morte. A ciclovia da Avenida Niemeyer, até hoje com diversos problemas no traçado e no piso. A derrubada da Perimetral, apontada pelo prefeito como “sucesso”, pode ser atribuída(Leia mais)